17/10/2013

Place de La Concorde - A praça da guilhotina


Olá amigos e amigas. Essa semana, na segunda feira, foi ao ar uma postagem da série sobre antigos métodos de execução, e o tema dessa semana foi a Guilhotina (clique aqui para ler). Dando continuidade ao assunto, hoje falaremos da Place de La Concorde, ou praça da Concórdia, que é uma praça francesa onde ocorreram milhares de execuções na guilhotina.

A praça da guilhotina

A Praça da Concórdia (em francês, Place de la Concorde) situa-se ao pé da Avenida dos Campos Elísios (Champs-Élysées), no VIII arrondissement de Paris, na França. É a segunda maior praça da França (a primeira é a Praça dos Quinconces, em Bordéus). Desta forma, é a maior praça da capital francesa, uma das mais famosas e palco de importantes acontecimentos da história da França.

Nas suas origens a praça ia ter no centro uma escultura equestre de Luis XV. O arquitecto que criou a praça foi Jacques Ange Gabriel. Começaram as obras em 1757, foi inaugurada em 1763 mas não foi terminada. Esta terminou em 1772. Durante uns anos foi testemunha de grandes festas, mas em 1972…

Em 1972 a estátua de Luís XV foi derrubada e tirada da praça. E a praça começou a chamar-se a praça da revolução. A inícios de 1703 foi lá colocada uma guilhotina para a execução pública de Luís XVI. A partir desse momento, mais de 1300 pessoas foram decapitadas na praça da Revolução. Uma das mais importantes foi a rainha Maria Antonieta. O diretório foi quem lhe deu o nome cheio de esperança que tem agora: Praça da Concórdia (place de la Concorde).

A place de la Concorde tem forma octogonal e em cada um dos seus ângulos existe uma estátua que representa diferentes cidades de França: Lille, Strasbourg, Brest, Rouen, Lyon, Bordeaux, Marselha e Nantes. Existem duas fontes que imitam o estilo das fontes da praça de São Pedro, na Roma.


Mas depois da Revolução restava uma incógnita: O que pôr no centro da praça? O rei Luís-Felipe desejava colocar um monumento neutro, um monumento que não provocasse qualquer rancor. Aqui é onde entra nesta história o obelisco do centro da praça.

Este obelisco foi oferecido a Paris pelo vice-rei do Egipto, Méhémet Ali, em 1829. Este obelisco tem 23 séculos de história, mede 23 metros de altura, pesa 230 toneladas e provém do templo de Louxor. Em 1836 se ergueu no centro da praça.


A revolução francesa e as mortes na guilhotina

No tempo da Revolução Francesa, a praça é o local de passagem obrigatória dos cortejos, sejam improvisados, sejam ritualizados pelo protocolo das festas. Ela será um dos grandes locais de reunião no período revolucionário, sobretudo depois que nela se instala a guilhotina.


A partir de 12 de julho de 1789, antevéspera da Tomada da Bastilha, os bustos de Jacques Necker, Ministro das Finanças demitido, e de Philippe d'Orléans passam a ser exibidos nela pelos revoltosos; o Príncipe de Lambesc e seus Dragões fazem uma carga contra os manifestantes. No dia seguinte, a multidão pilha as armas do Garde-Meuble (Guarda Móveis - que ficava localizado na praça, no edifício nordeste) para ir à Bastilha.

Em 6 de outubro de 1789, a família real, trazida de Versailles para Paris pelo povo, faz sua entrada no Palácio das Tulherias atravessando a Praça Luís XV.

Em 11 de agosto de 1792, já com o rei deposto, a estátua de Luís XV é arremessada de seu pedestal. A praça é então rebatizada Praça da Revolução.

A praça torna-se então o grande teatro sanguinário da Revolução, com a instalação da guilhotina. Ela é instalada aí, porém provisoriamente, em outubro de 1792, para a execução de ladrões de jóias da Coroa no Guarde-Meuble. Ela reaparece em 21 de janeiro de 1793 para a execução de Luís XVI; ela é então instalada a meia distância da base da estátua derrubada de Luís XV e da entrada dos Champs-Élysées. É finalmente em 1 de maio de 1793 que ela fixa sua morada na praça, para ai permanecer até 9 de junho de 1794, e, desta vez, entre o centro da praça e a entrada do jardim das Tulherias. Das 2.498 pessoas guilhotinadas em Paris durante a Revolução, 1.119 tiveram seu fim na Praça da Revolução. Entre elas, ficaram gravados os nomes de Maria Antonieta, Charlotte Corday, Manon Roland,Philippe de Orléans, a Condessa du Barry, Georges-Jacques Danton, Guillaume-Chrétien de Lamoignon de Malesherbes e Antoine Lavoisier. O cadafalso é em seguida transferido para a Place du Trône-Renversé (Praça do Trono Derrubado), atual Place de la Nation e só retorna à Praça da Revolução para a execução de Maximilien de Robespierre e seus amigos (10 thermidor Ano II - 28 de julho de 1794).

Os espetáculos da morte

Os guilhotinamentos eram verdadeiros espetáculos populares. A multidão, desprovida de circos, de estádios, de qualquer outro lazer, transformou a freqüência à praça do cadafalso num programa patriota e familiar.


De certa forma o cenário inteiro, a prisão dos suspeitos, a denúncia sem provas, as vítimas expostas à execração pública, seguida da profanação dos corpos lembravam muito aos autos-de-fé dos tempos da Inquisição católica.


As crianças eram erguidas sobre os ombros para que vissem o estertor dos inimigos da revolução. Bem perto da máquina ficavam as tricoteuses, as tricoteiras, mulheres envoltas em linhas e agulhas que, próximo das vítimas, as injuriavam. Exultavam com o olhar de desespero dos adversários quando contemplavam aquela porta-sem-batente, aquela magnífica exatidão das paralelas, a impecável geometria, armada por um triângulo negro, carrancuda, gotejando sangue em seu gume, exigindo justiça social.


Fontes: Wikipédia, Terra e Estadão

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