28/04/2014

Ondas gravitacionais confirmariam o Big Bang


A observação de ondas gravitacionais, sinais do início do tempo, confirmariam a teoria da inflação cósmica, proposta por Alan Guth para resolver os problemas nos cálculos do Big Bang, que postula que o universo, no momento inicial do Big Bang, passou por uma fase de crescimento exponencial.

Pesquisadores no Polo Sul conseguiram encontrar as primeiras evidências das ondas gravitacionais causadas pelo Big Bang. Se os resultados desta detecção forem realmente comprovados, a descoberta tem o potencial para mudar o mundo da física.

Eu estava pensando em falar sobre a importância dos dois tipos de ondulações cósmicas primordiais na evolução do Universo: flutuações de densidade e de ondas gravitacionais -as primeiras são perturbações nas fontes de matéria e de energia do Universo, enquanto as outras são perturbações na estrutura do espaço-tempo, com implicações na própria geometria do Universo-, mas vou evitar o jargão científico e "tentar escrever" de uma forma que todo mundo possa entender. Por exemplo: o que há de tão importante nesta descoberta?

Pese que as ondas gravitacionais tenham sido previstas na última parte da Teoria Geral da Relatividade de Einstein, até o momento não haviam sido comprovadas (as ondas gravitacionais de fontes localizadas só foram indiretamente detectadas). Com essa fantástica descoberta, é possível ter uma visão muito mais clara sobre o início do nosso universo.

As ondas foram observadas pelo telescópio Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarization 2 (Bicep2), localizado no Polo Sul, que trabalhou detectando a radiação cósmica de fundo do Big Bang entre 2003 a 2008. Não obstante, os astrofísicos perderam muito tempo analisando estes dados, sobretudo porque tinham em mãos apenas um sinal fraco e distorcido por vários objetos como estrelas e buracos negros.

Os astrofísicos decidiram pesquisar por ondas gravitacionais na radiação cósmica de fundo do Big Bang porque acreditavam que em seus primeiros instantes de vida, o universo passou por um "período de inflação", que amplificou as ondas gravitacionais até o ponto delas serem detectadas. E não estavam errados: o sinal de ondas gravitacionais ficou impresso na radiação de fundo cósmico uma fração de segundo logo após o nascimento do universo.

Alguns físicos acham que o achado é equiparável à descoberta do Bóson de Higgs, já que responde à pergunta da origem do universo, em primeiro lugar comprovando a referida teoria da inflação cósmica, que por sua vez encaixou o modelo de Einstein com o modelo quântico.

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Califórnia, membros do Bicep2, assinalam que - "com a inflação, minúsculas flutuações quânticas do universo inicial foram amplificadas enormemente e este processo criou ondas de densidade que geraram pequenas diferenças de temperatura no céu, pontos de maior densidade que acabaram condensando-se em galáxias e grupos de galáxias; mas a inflação também teria produzido ondas gravitacionais primordiais, dobras no espaço-tempo propagadas pelo universo".

Pois se isto não fosse o bastante, a descoberta destes sinais do início dos tempos dá também credibilidade à teoria do multiverso. O crescimento inicial, em um lapso de tempo após o Big Bang, teria causado com que algumas partes do espaço-tempo se expandissem mais rápido, criando bolhas que poderiam ter desenvolvido outros universos. Estes universos gerados nas bolhas seminais da expansão teriam suas próprias leis físicas.

As principais consequências físicas do resultado serão ainda pesquisadas pelos teóricos. Mas caso esses resultados sejam confirmados, o primeiro sinal estará garantido: as ondas gravitacionais primordiais constituem um importante ingrediente na compreensão do Cosmos e, como podemos ver, abrem um vasto leque de possibilidades e teorias significativas a estudar tanto na física quanto em tudo o que sabemos sobre cosmologia, diminuindo cada vez mais o espaço para explicações mitológicas disparatadas para a criação do Universo.

Fonte: MDig

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