02/06/2015

Suspeita de superbactéria fecha hospital em Taguatinga


O Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal, foi fechado e os atendimentos da clínica médica, ortopedia, cardiologia e cirurgia geral foram suspensos após suspeita de surto provocado por bactérias multirresistentes. As suspeitas tiveram início na quinta-feira, com a chegada de uma paciente com KPC, bactéria resistente à maior parte dos antibióticos disponíveis no mercado.

Depois disso, 25 pacientes tiveram amostras coletadas. Cinco deles permanecem em isolamento. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, porém, descartou nesta segunda-feira, 1º, a existência de um surto.

Do grupo sob suspeita, três pessoas morreram, incluindo a paciente com KPC, de 79 anos, no domingo. Os demais óbitos foram de duas mulheres, de 70 e 80 anos. Laudos indicam, no entanto, que as duas pacientes eram portadoras de bactéria enterococo resistente. "Não há como afirmar que as mortes aconteceram em virtude das bactérias", afirmou ontem a coordenadora de Infectologia da Secretaria de Saúde do DF, Maria de Lourdes Lopes.

As três pacientes apresentavam saúde frágil. A primeira vítima havia sofrido uma fratura. A paciente com 70 anos tinha insuficiência renal, hipertensão e cardiopatia. A de 80 anos tinha doença pulmonar e era hipertensa. Outros cinco pacientes apresentam exames positivos para enterococo resistente. Estão em observação e serão transferidos para o ambulatório de clínica médica, onde o tratamento deverá continuar. Os demais pacientes podem ser liberados, assim que os outros problemas de saúde que apresentam forem resolvidos.

As salas deverão passar por uma higienização. A expectativa da Secretaria de Saúde é de que o pronto-socorro seja reaberto hoje. A notícia do fechamento do local, onde diariamente são atendidas cerca de 300 pessoas, provocou alvoroço em Taguatinga e no Distrito Federal.

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Brasília já havia registrado, em 2010, um surto provocado por KPC. Na ocasião, 17 hospitais apresentaram registros de casos de contaminação pela bactéria, que sofreu uma mutação genética e se tornou resistente a uma grande quantidade de antibióticos. Ao todo, foram 108 casos suspeitos, com 18 mortes. Após o surto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um documento no qual recomendava instituições de saúde a isolar pacientes com suspeita de KPC.

Segundo o diretor do HRT (Hospital Regional de Taguatinga), Benvindo Rocha Braga, não há motivos para se preocupar.

— Não há motivos para alarde. A contaminação se dá apenas por contato físico e, por causa do isolamento, não há risco de a bactéria se alastrar.

A bactéria

A KPC é uma cepa da Klebisiella pneumoniae, resistente a uma classe de antibióticos chamada carbapenemas, usada em um amplo espectro de tratamentos. De acordo com a Anvisa, não há atualmente um registro sobre casos de infecção provocado pela bactéria, isolada pela primeira vez por cientistas em 2005. O Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, registrou 70 casos entre 2008 e 2010. Nesse período, houve 24 mortes suspeitas.

Fonte: Paraná OnLine

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