02/10/2015

O caso Bruna Leite Sena: Tortura, assassinato e necrofilia na cidade de Belém


Saudações amigos e amigas. Hoje falaremos de um crime cruel que aconteceu em 2005 em Icoaraci, Belém. Bruna Leite Sena acabou sendo torturada, abusada e assassinada por um homem que ela conheceu pela internet. A dica desse crime cruel me foi enviada pela minha querida amiga e colaboradora Nayara Mastub, e exemplifica bem alguns dos muitos perigos dos relacionamentos virtuais.

O assassinato de Bruna Leite Sena


Bruna Leite Sena, na época com 15 anos de idade, frequentava um cybercafé de Icoaraci, onde tinha acesso a sala de bate papo e mensagem instantânea. Através desses ela acabou por conhecer virtualmente Marcelo Lutierr Gomes Sampaio, com quem ela desenvolveu amizade. O assunto preferido da vítima Bruna era a banda Legião Urbana, de quem era fã, e acabou sendo esse o motivo que a fez conhecer pessoalmente Marcelo, que teria vídeos da banda, e que após o primeiro encontro assassinou a jovem.

No dia 17 de setembro de 2005, por volta de 13:00h., Bruna marcou um encontro com Marcelo em uma loja de conveniência. De lá seguiram para o apartamento dele, no bairro de São Braz, para ver os tais vídeos.

No apartamento Marcelo torturou e asfixiou a jovem até a morte. Em seguida como se nada tivesse acontecido lavou o corpo da menor e manteve relações sexuais com ela. Depois disso, amarrou o corpo da vítima Bruna em posição fetal com fios de nylon, para diminuir o volume e colocou dentro de dois sacos plásticos de lixo. Para tentar ocultar o cadáver, o abandonou em um conteiner de lixo na Travessa 14 de Abril, próximo ao seu apartamento.

Pouco tempo depois o corpo da vítima Bruna Leite Sena foi encontrado por um gari, que acionou a Polícia.

Exame no corpo de Bruna constataram traços de tortura, morte por asfixia e indícios de relação sexual. O exame ainda levantou a forte possibilidade do acusado ter praticado a relação depois de ter matado a vítima. A conclusão do Laudo ressalta ainda 'a crueldade realizada durante a prática do homicídio e maneira engenhosa arquitetada pelo assassino para livrar-se do corpo'.

"Anjo Vingador"

Com a descoberta do corpo da jovem a polícia iniciou uma minuciosa investigação, tentando rastrear pela internet o amigo virtual de Bruna, foi quando um personagem entrou na história "O Anjo Vingador". O Anjo Vingador foi um personagem criado por Marcelo para tentar despistar a Polícia, repassando por meio dele informações falsas a respeito do crime que havia praticado. Mas as ações de Marcelo se mostraram inférteis.

Prisão

No dia 6 de outubro a prisão temporária de Marcelo acabou sendo decretada, e no dia seguinte ele acabou preso.

Ao ser preso Marcelo negou ser o culpado pela morte de Bruna, mas confessou ter se encontrado com a vítima e que a levou para seu apartamento. Segundo o seu depoimento, a vítima Bruna apenas ficou na casa ouvindo música até 19h, quando a teria levado para encontrar “Duca”. O suposto encontro tinha sido negociado por Marcelo por R$500,00. Disse ainda que por volta das cinco da manhã do dia 18 de setembro 'Duca' ligou e entregou o saco plástico para ser deixado no lixo, sendo que o acusado Marcelo, segundo o próprio depoimento, não sabia do que se tratava. As investigações policiais confirmaram que este amigo nunca existira e que somente o acusado Marcelo praticara o crime.


Análises laboratoriais evidenciaram que o esperma encontrado no corpo de Bruna era mesmo de Marcelo Sampaio.

Julgamento

Em dezembro de 2011, após a votação secreta dos jurados, que durou aproximadamente uma hora e meia, a sessão foi reaberta para o juiz apresentar a sentença. Marcelo Lutier foi condenado a 36 anos de detenção, sendo 30 anos pelo homicídio, três anos por ocultação de cadáver e mais três pelo crime de vilipêndio.


O veredicto foi comemorado por amigos e familiares de Bruna Leite Sena, que acompanharam toda a sessão no plenário. “Estamos muito satisfeitos com isso. Agora sim, a justiça foi feita”, disse emocionada a avó da vítima, Elizabete Leite. “É uma emoção para toda a família. Isso não vai trazer a Bruna de volta, mas nos deixa mais aliviados em saber que esse crime não ficou no esquecimento”, comemorou Rosiane Leite, mãe da vítima.

De acordo com o promotor de acusação, Édson Augusto Souza, o veredicto foi além do esperado. “Desde o inicio sabíamos que a defesa iria bater em cima da semi-imputabilidade do réu, alegando que ele não possui sanidade mental. Isso certamente nos fez acreditar numa possível redução de pena. Algo que, ainda bem, não aconteceu. O júri entendeu a nossa tese de defesa e deferiu pena máxima para o Marcelo”, disse o promotor.

Agradecimentos a amiga Nayara Mastub pela dica.


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4 Comentários
Comentários
4 comentários:
  1. A garota foi condenada a morte por um qualquer. Este um qualquer pega 36 anos de prisão. Sendo réu primário, trabalhando na cadeia, bom comportamento, daqui a poucas semanas ele estará curtindo a vida numa boa.
    Isto é justo?
    Não sou a favor da pena de morte, porém trancar a cela e jogar a chave fora seria algo mais justo para quem tira o direito de outra pessoa de viver.

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  2. Concordo. O modus operandi do crime sinaliza para um possível serial killer. E um louco assassina com tamanha premeditação e engenhosidade? A justiça brasileira...

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  3. O pior não é isso, ele é claramente um psicopata, o que é realmente uma doença mental, entretanto existe no imaginário popular que se o réu for considerado insano, ele ficará livre. Na realidade os manicômios judiciais são as únicas unidades prisionais do Brasil onde existe a prisão perpétua, onde morreu de velhice o famoso Febrônio (não sei se aqui tem alguma matéria sobre ele, mas se não tiver seria bastante interessante) e onde se encontra atualmente o Champinha e que nunca irá sair, pois os Psiquiatras destas instituições nunca consideram estes doentes recuperados, restando para eles somente aguardar a velhice e a morte lá dentro. Este cara foi condenado a 36 anos, mas o máximo que se cumpre são30, por bom comportamento ele sairá com 20, já que não é réu primário por ter sido condenado por ocultação de cadáver tbm. Resumindo, um dia ele sai, mas se fosse para um Manicômio Judiciário, só quando morresse de velhice.

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  4. Olá a todos,
    Há de ser mais revoltante em qualquer crime a negação do ato pelo suspeito, isso pra mim se caracteriza um psicopata quase que irreversível, só um milagre pra fazer um ser desse criar sentimento..
    Seria justo prisão perpétua pra quem tira o direito de viver de outro ser vivo.

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