17/11/2015

A Lenda de Maria Perpétua Calafate de Souza


Saudações amigos e amigas atormentados. Hoje eu volto a compartilhar com vocês uma matéria da série "Histórias e Lendas brasileiras" que me foi enviada pela amiga Vanessa. Essa lenda trata de falar de uma portuguesa que acabou vindo parar aqui no Brasil, estabelecendo-se em São Sebastião, SP. Ela teria sido uma pessoa altamente cruel, e seu nome é relacionado com bruxaria e outras coisas mais.

Maria Perpétua nasceu na cidade do Porto em Portugal no ano de 1790 e casou-se ainda muito jovem, contava apenas com 12 anos de idade, porém rapidamente tornou-se viúva. Com a morte do marido mudou-se para o Brasil e casou-se novamente, passando então a residir na ilha de São Sebastião, litoral norte do estado de São Paulo.

Perpétua, como era mais conhecida, era uma mulher de personalidade forte e dona de um comportamento considerado avançado para época; por isso ela não era aceita pela maioria dos moradores da ilha e passou a ser considerada uma má influência para o lugar.

Ela ficou ainda mais mal falada depois que teve um filho fora do casamento, o que para a época era considerado um escândalo.

Perpétua era tida também como uma mulher perversa, principalmente com seus escravos.

Costumava puni-los cruelmente por qualquer deslize. Diziam que ela os deixava passando fome, mantinha-os presos em correntes, amarrava-os em troncos de arvores para açoita-los, mutilava-os e até mesmo matava-os quando sentia vontade.

Conta-se que certa vez ela mandou decepar a língua de um de seus escravos só porque este lhe respondeu atravessado.

Megera, mandona, cruel, adjetivos não faltavam para defini-la.

Com o casamento em crise, Perpétua passou a se interessar por magia e ocultismo e a receitar práticas mágicas de diversos tipos incluindo ingredientes inusitados como excrementos humanos, pedacinhos de unhas, insetos mortos e raspas de ossos de defunto.

Sua fama como feiticeira aumentava cada vez mais e ela passou a vender poções do amor para pessoas apaixonadas não correspondidas, estimulantes sexuais para os mais velhos e venenos para aqueles que desejavam matar alguém.

Por volta de 1812, ela foi denunciada às autoridades locais por bruxaria e feitiçaria. Entre os denunciantes estava o capitão Domingos, o traficante de escravos mais poderoso da região. Segundo consta, Perpétua teve um desentendimento com Joana, a escrava preferida do capitão Domingos, e jurou vingar-se. Coincidentemente, alguns dias depois, Joana adoeceu e, em seguida, veio a falecer. O capitão Domingos, junto com outros moradores da ilha, deu queixa ao padre do vilarejo acusando Perpétua de ter jogado um feitiço na escrava e assim ter provocado a morte da mesma. O governador da capitania de São Paulo ficou sabendo do ocorrido e deu ordem para que a casa dela fosse investigada. Além de diversos apetrechos de magia, foi encontrada uma orelha humana seca.

Perpétua foi levada para a cadeia de São Vicente, mas foi liberada logo em seguida graças ao marido que era um homem muito rico e influente.

Em 26 de outubro de 1817, durante uma discussão com o marido, Perpétua levou uma facada e acabou morrendo por hemorragia.

Reza a lenda que por ter sido muito má em vida, Perpétua recebeu um castigo divino na sua morte e foi condenada a vagar eternamente assombrando os habitantes da ilha de São Sebastião. Dizem que ela aparece vestida de branco nas noites de lua cheia.

Aquele que tiver o infortúnio de encontrar com o fantasma de Perpétua e deixar de fazer uma oração pela salvação da alma dela será atormentado para sempre pelo espírito maligno da terrível mulher. Dizem, ainda, que no local onde o corpo dela foi sepultado havia crescido um enorme pé de Guapuruvu que, ao ser tocado, escorria sangue.

A verdade é que passado quase 200 anos depois de sua morte ela ainda continua viva nas estórias e lendas contadas pelos antigos caiçaras da ilha de São Sebastião.

Agradecimentos ao amigo Vanessa pela valorosa dica.


Quando amanhecer, você já será um de nós...


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9 Comentários
Comentários
9 comentários:
  1. essa estória parece-me um tanto forçada, diz que ela teve um filho extranconjugal e isso foi um escandalo para a epoca. ué hoje também uma mulher estando casada e fixa com o marido e ficar gravida de outro homem também hoje não seria um escandalo ?
    diz que chegou a ser presa, e foi liberada pois o marido a liberou ? e o mesmo só foi mata-la depois ...então ele era um corno manso.

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    1. kkkkkk deveria ser mesmo um corno kkkk

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  2. essa história é veridica poie existem documentos de época comprovando a denuncia que fizeram contra ela por bruxaria e atestado de óbito e tudo mais...

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  3. Afinal de contas o fato do fantasma dela vagar pela ilha assombrando todo mundo conforme o texto seria um tipo de "punição" , mas afinal a punição é para ela ou para os moradores da ilha ?! parece que o castigo é para eles.

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    1. concordo coitados deles kkkkk

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    2. O castigo é pra ela já que não descansou.A punição é ficar vagando pela ilha e não poder descansar,pra quem a vê é um susto mas se essa lenda for verdade já se passam 200 anos que ela não descansou ainda.

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    3. http://historiahoje.com/?p=7906

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  4. Essa história é verdadeira vc encontra ela e alguns documentos nesse blog aqui: http://historiahoje.com/?p=7906

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  5. os descendentes dela tem o grimorio dela dela ate hj, devem morar em sp eu acho.
    http://culturailhabela.blogspot.com.br/2015/05/o-grimorio-da-feiticeira-de-ilhabela.html

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