20/01/2016

Curiosas fantasias usadas em festivais que remetem a rituais pagãos na Europa


O mundo é realmente cheio de povos e culturas curiosas, sendo que nunca ouvimos falar de alguns desses grupos e suas inusitadas crenças. Na séria intitulada “Wilder Mann”, o fotógrafo Charles Fréger reuniu fotos de fantasias impressionantes, ainda usadas por povos europeus em rituais alegadamente pagãos.

Viajando por 19 países da Europa, charles encontrou uma realidade selvagem e tribal, bem diferente da que estamos acostumados a vislumbrar em relação ao velho continente.

Um coração primitivo ainda bate na Europa em meio aos tempos modernos. Rituais antigos que remontam às colheitas e solstícios, medo do escuro inverno e de monstros misticos do passado, parecem  ainda estarem vivos na memória de alguns grupos.

Essa conexão é reavivada durante os festivais que ocorrem em todo o continente a partir do início de dezembro até a Páscoa. As celebrações correspondem aos feriados cristãos, mas os próprios rituais muitas vezes antecedem o Cristianismo e remontam ao que hoje chamamos de paganismo.

As raízes são difíceis de rastrear. Homens vestidos com trajes curiosos escondem seus rostos e escondem suas verdadeiras formas. Em seguida, eles tomam as ruas, onde os seus disfarces lhes permitem cruzar a linha entre o humano e o animal, real e espiritual, civilização e deserto, morte e renascimento. Um homem "assume uma dupla personalidade", diz António Carneiro, que se veste como um careto diabólico para o Carnaval em Podence, Portugal. "Ele se torna algo misterioso."

As formas das roupas variam entre regiões e mesmo entre aldeias. Em Corlata, Romênia, os homens se vestem como veados reencenando uma caçada com dançarinos. Na Sardenha, Itália, caprinos, veados, javalis, ou ursos podem desempenhar o papel de sacrifício. Em toda a Áustria, Krampus, a contrapartida bestial para St. Nicholas (papai Noel), assusta crianças desobedientes.

Mas em todos os lugares, há o homem selvagem. Na França, ele é l'Homme Sauvage; na Alemanha, Wilder Mann; na Polônia, Macidula é a versão cômica. Ele se veste de peles de animais ou líquen ou de palha ou ramos de árvore. Metade homem e metade animal, o homem selvagem mostra a complicada relação que as comunidades humanas, especialmente as rurais, têm com a natureza.

Tradicionalmente, os festivais são também um rito de passagem para os homens jovens. Vestir na feição de um urso ou o homem selvagem é uma forma de "mostrar o seu poder", diz Fréger. Sinos pesados ​​pendurados em muitas fantasias para sinalizar virilidade.





















Quando amanhecer, você já será um de nós...


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