23/03/2016

A lenda de Herne: O Caçador


Saudações galera atormentada. Hoje falaremos da lenda de Herne, que fora um grande caçador na sua época, mas que depois de salvar a vida de um rei acabou sendo vítima da inveja de outros caçadores, o que o levou a cometer suicídio. Acredita-se que seu espírito ainda vaga pela floresta de  Windsor, na Inglaterra, e que seu avistamento é sinal de má sorte.

Segundo a lenda, Herne foi um grande caçador de muito prestígio na corte, sendo ele um dos caçadores reais do Rei Richard II. Tinha sua morada perto da floresta de Windsor, na Inglaterra. Certo dia, o rei reuniu seus cães e seus melhores caçadores para uma incursão pela floresta de Windsor, com o propósito de caçar um grande cervo que havia sido visto pelas redondezas. Quando o Rei Richard II se deparou com o animal, um enorme cervo branco, o animal partiu em disparada em sua direção e o atacou antes mesmo que qualquer um pudesse disparar uma flecha. Agindo por reflexo, Herne se mete na frente do rei e o salva do animal feroz. Salvou a vida do Rei, mas ele próprio foi gravemente ferido no peito, lugar onde o cervo cravou sua enorme galhada.

Um dos serviçais pessoais do rei, a pedido do próprio, tratou dos ferimentos do caçador. Esse servo era um homem bastante conhecido como um grande mago e curador. Com seus poderes mágicos, pegou a galhada do animal morto e as colocou na cabeça de Herne. Em contrapartida, porém, o mago avisou a Herne que ele teria que abandonar a suas habilidades de caçador em troca da cura, e também, deveria manter a cabeça do animal sobre a sua própria a fim da cura magica pudesse fazer efeito. Apesar da tristeza de não poder mais fazer o que tanto amava, Herne ficou satisfeito com o agradecimento do rei assim como sua amizade. Até o dia em que os outros caçadores, devido a enorme inveja que sentiam da relação de amizade estabelecida entre Herne e o Rei, forjaram uma acusação de roubo contra o antigo caçador. Herne foi julgado injustamente e condenado a perder tudo o que possuía, bem como seus privilégios. Perturbado com esse ultimo golpe, Herne foi até o único lugar onde se sentia realmente em casa, a Floresta de Windsor. Ele foi encontrado no dia seguinte ao seu sumiço, morto pendurado em um solitário carvalho. Desde então, muitos são os relatos de pessoas que dizem terem visto um homem com enormes galhadas (chifres de cervo) andando pelas matas ou sentado aos pés de um velho carvalho. Outros afirmam terem visto um homem com galhas montando um enorme cavalo.


Existe outra versão que conta que Herne não teria ficado sozinho na floresta, mas, teria feito seus caluniadores de reféns após a morte. Esses homens que foram diretamente responsáveis pela sua desgraça e suicídio, agora, na morte, estariam sendo seus vassalos e empregados.

Frequentemente Herne é visto também montado em seu cavalo, acompanhado por outros caçadores selvagens e as almas capturadas daqueles que ele encontrou em sua jornada. Ele é, portanto, um fantasma de mau agouro, principalmente para o país e, especificamente, a Família Real. Ele tem um brilho fosforescente e é acompanhado por cães demônios, uma coruja com chifres e outras criaturas da floresta.


Para uma figura tão icônica, há surpreendentemente poucas escrituras e referências a Herne o Caçador antes da década de 1840.

Shakespeare foi a primeira fonte a descrever Herne o caçador como um "espírito que é visto andando em volta de um carvalho, com grandes chifres ragg'd, à meia-noite durante o Inverno". O primeiro relato escrito de Herne vem da obra de Shakespeare intitulada: As Alegres Comadres de Windsor, de 1597.

R. Lowe Thompson sugere, em seu livro de 1929 "The History of theDevil", que Herne, bem como outros caçadores selvagens nofolclore europeu, todos derivam da mesma fonte antiga, citando que "Herne" pode ser um cognato do nome Cernunnos, divindade gaulesa, da mesma forma que o Inglês"chifre" é um cognato do latim "corno". Alguns neo pagãos modernos, como os wiccanos, aceitam aligação de Herne com Cernunnos.

Curiosidade: A suposta localização do Carvalho de Herne sempre foi um mistério. Por muitos anos, seu paradeiro foi uma questão de especulação local e muita controvérsia. Alguns mapas mostram o Carvalho de Herne um pouco ao norte da casa Frogmore (ao lado do parque Windsor). Isso geralmente é acreditado para ser o local correto, justamente por ter existido ali um enorme carvalho no tempo de Shakespeare, que infelizmente foi derrubado em 1796.


Fonte: Calafrio

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