14/06/2016

Os ditadores mais sanguinários da história


O século 20 testemunhou alguns eventos fantásticos que deram grandes passos para a humanidade. Só que, no entanto, também viu o pior que o ser humano pode produzir: a morte e abate numa escala sem precedentes na história mundial. E ainda que hoje o mundo só se recorde das vítimas da chamada "solução final", a história da humanidade presenciou outros casos de genocídio, atos atrozes perpetrados com a intenção de destruir um grupo por motivos muitas vezes banais como a etnia, a religião, o orgulho próprio ou o expansionismo. Abaixo compartilho com vocês uma lista que me foi enviada pelo amigo e colaborador Elson Antonio Gomes, na qual elencamos alguns governantes, que durante seus governos causaram direta ou indiretamente a morte de milhares de pessoas.

Os livros de história estão cheios de notícias, crônicas e narrativas horríveis e o século passado merece especial destaque. Este foi o século do Holocausto e de duas guerras mundiais; de comunistas, nazistas, fascistas e ditadores que entre eles mataram mais de 100 milhões de pessoas.

Ainda que setores mais a esquerda gostem de reclamar um grande número de mortos nas guerras ditas "imperialistas", esta lista se reserva a elencar apenas as vítimas de guerras lideradas por ditadores, aqueles mais sanguinários da nossa história. Os amigos e amigas podem observar que o tópico de alguns ditadores acabou recebendo uma descrição um tanto maior, isso em função da história em torno dos mesmos.

Outro detalhe que eu gostaria de frisar são os números de mortes atribuídos a certos governantes. Existem muitas controvérsias até hoje em relação ao número de vítimas da maioria dos ditadores abaixo, logo os amigos e amigas podem encontrar em outras fontes na internet ou mesmo em livros diferentes valores para as vítimas. Os dados contidos nessa matéria são baseados em estimativas mencionadas pela muita fonte principal de pesquisa.

Por uma questão de definição não podemos considerar esses monstros serial killers, mas os atos e ordens desses sujeitos, que fazem parte da lista abaixo, causaram tantas mortes que fariam qualquer serial killer parecer um bebê em busca de atenção.

Essa matéria não tem intenção em defender ou criticar determinados regimes políticos, mas apenas elencar atos cruéis de certos governantes.


Mao Tsé-Tung

China (1949-1976)
Vítimas do regime comunista de Mao Tsé-Tung: 60 milhões.


O autointitulado "Grande Timoneiro" foi, sem sombra de dúvidas o maior assassino em massa da história. A maior parte de suas vítimas foram seus próprios compatriotas chineses, assassinados após a tomada comunista, esfomeados ou mortos e torturados em campos de trabalho na Revolução Cultural dos anos sessenta.

Na verdade, o que ficou conhecido como "Revolução Cultural" nem foi uma revolução, nem teve nada a ver com cultura, senão que bem ao contrário. Tratava-se simplesmente de um ajuste de contas entre grupos rivais, dentro do Partido Comunista, e que foi vencido por Mao Tsé-Tung.

Naquela estranha "revolução" em que um guarda vermelho disse "porque somos rebeldes, obedecemos Mao", mais de 700.000 pessoas foram assassinadas sem piedade. Os alunos espancavam seus professores, os torturadores eram mais tarde torturados, ninguém se salvava, a não ser o vicioso Grande Timoneiro.

O número estimado de vítimas da repressão realizada pelo Partido Comunista chinês é de 60 milhões. Sua história é a da mentira para enganar o povo e do crime em massa. Uma busca contínua de inimigos internos que deviam ser assassinados, e assim conseguiram acabar com todo vestígio de humanidade e de moral na sociedade chinesa.

Uma vez que tomou o poder, Mao lançou seus militontos e às massas contra os proprietários de terras, com o objetivo duplo de seguir enchendo a China de cadáveres e de acabar com a propriedade privada. No dogma mais estúpido e mais liberticida inventado na história da Humanidade, Mao recomendou matar 1/1000 do total da população chinesa nas áreas rurais.

Após a coletivização do campo, qualificado como o "Grande Salto em Frente"’, o Partido Comunista chinês considerou que isso melhoraria os resultados das colheitas. Os servidores públicos locais do partido começaram a emitir estatísticas triunfalistas, mas quando os números da safra começaram a chegar e viram que eram exíguos, longe de reconhecer o erro, decidiram culpar os agricultores.

Pese que o partido tinha considerado que a coletivização produziria por si mesma fenômenos milagrosos, muitos agricultores abandonaram a roça e foram trabalhar na indústria do aço. Pior? Quando os números da agricultura não responderam à demanda pretendida pelo partido, acusaram os camponeses de ocultar suas colheitas. Resultado? Mais mortes... muitas mortes.

Durante os três anos da "Grande Fome", entre 1959 e 1961, foram documentados casos de famílias que comeram seus próprios filhos. Os relatos oficiais dizem que a fome, na qual morreram quarenta milhões de pessoas, foi produzida por catástrofes naturais. O "Desastre Natural de Três Anos", como denominado na propaganda oficial comunista.

Um grande exemplo da canalhice do regime de Mao, para poder assassinar os dissidentes, era recorrer à mentira contínua. Em 1957, lançaram o "Movimento das Cem Flores", cujo lema era ”Deixar que brotem cem flores e que debatam cem escolas de pensamentos”. O movimento alentava as pessoas a expressarem-se criticamente, prometendo que não haveria censura e nem penalidades.

Foram então organizados debates e muitos, a maioria de comunistas, expressaram críticas para melhorar o regime. Pouco tempo depois, Mao lançou o "Movimento Antidireitista", onde estabeleceu que aproximadamente 540.000 pessoas que tinham criticado o regime eram "da direita" e, portanto, extermináveis, e a grande maioria foi.

Há numerosos episódios que elucidam seu sadismo. Liu Shaoqi, um ex-presidente chinês, que fora o número dois de Mao, no dia em que completava 70 anos, recebeu a visita da guarda pessoal do ditador que lhe entregou um presente, um rádio, para que o pobre idoso escutasse o relatório oficial da Oitava Sessão Plenária do Comitê Central Comunista, que dizia o seguinte:

- "Recomenda-se a expulsão permanente do traidor, espião e desertor do Partido, Liu Saoqi, bem como a exposição e acusação de seus cúmplices pelos delitos de traição e conspiração". O pobre homem foi longamente torturado e seu corpo começou a apodrecer antes de sua morte.

Mao considerava que o comunismo devia estar continuamente assassinando e impondo o terror, e foi o que fez durante toda sua vida. Torturava as esposas para que denunciassem seus maridos. Entendia que o assassinato de alguns comunistas por outros estreitava os laços da seita destrutiva.

Em 1966 ele desatou a fúria do terror vermelho com a chamada Revolução Cultural. Mediante conceitos difusos de acabar com as velhas ideias e velhos hábitos, animava os jovens chineses a que se convertessem em assassinos. Os alunos dedicaram-se a assassinar seus professores e alunos que não tinham bons antecedentes nas aulas, os donos de terra, camponeses ricos, reacionários, maus elementos - sempre da direita -. Algumas definições de quem deveria ser castigado eram tão vagas que quase qualquer um podia ser assassinado, inclusive o assassino. E durante um ano ninguém ficou a salvo.

O assassino compulsivo Mao Tsé-Tung recebeu o culto de um deus vivente. Durante a Revolução Cultural exigiram que todo o povo chinês praticasse rituais pseudo religiosos de culto à personalidade. Pediam instruções ao partido pela manhã e rendiam homenagens pela noitinha. O líder tinha que ser reverenciado várias vezes ao dia como forma de desejar-lhe longevidade ilimitada. Os coitados deviam pronunciar frases políticas ao levantar-se e ao deitar-se: "Com Mao me deito, com Mao me levanto..." Mao era citado o tempo todo com axiomas. Chegou-se mesmo ao ponto em que não se vendia comida nos restaurantes às pessoas que não pronunciassem alguma frase de Mao.

Tão logo Mao morreu, em tese o país abraçou o capitalismo e caminha célere para o topo da liderança mundial.

Adolf Hitler

Alemanha (1933-1945)
Vítimas do regime nazista liderado por Hitler: 30 milhões.


Certamente Hitler é um dos sujeitos mais odiados da história, não pra menos, afinal o horror da ditadura de Adolf Hitler está na singularidade do seu crime mais notório, o Holocausto: a aniquilação sistemática e burocrática de seis milhões de judeus por parte do regime nazista e seus colaboradores durante a Segunda Guerra Mundial. A guerra acabou custando milhões de vidas, deixando a Europa devastada e seu Terceiro Reich em ruínas.

Em 1945 dois em cada três judeus europeus tinham sido assassinados. Ainda que os judeus fossem as principais vítimas, mais de 250 ciganos também resultaram vítimas do genocídio nazista.

Em 30 de janeiro de 1933, Adolfo Hitler foi nomeado Chanceler, a posição mais poderosa dentro do governo Alemão. Hitler era o líder do forte Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (conhecido também como o Partido Nazista). Uma vez no poder, Hitler se mobilizou rapidamente para pôr fim à democracia alemã. Ele convenceu seu gabinete para que permitissem a suspensão das liberdades individuais da imprensa, de expressão e de assembleia. Também em 1933, os nazistas começaram a pôr em prática sua ideologia racial.

Começaram então a surgir ideias que consistiam na "superioridade racial" dos Alemães, e não demorou muito para aparecerem os primeiros razoamentos de que haveria uma luta pela sobrevivência entre eles e as "raças inferiores". Eles viam nos judeus e ciganos uma ameaça biológica séria contra a pureza da "Raça (Ariana) Germânica".

O termo "ariano" originalmente referia-se aos indivíduos de povos indo-europeus. Os nazistas modificaram o significado deste termo para suportar suas ideias racistas, ao ver todos esses antecedentes alemães como um exemplo do legado ariano, que eles consideravam racialmente superior. Para os nazistas, o estereótipo de ariano típico era loiro, de olhos azuis e alto.

Os judeus, perto de 500.000 na Alemanha, eram o alvo principal do ódio nazista. Eles foram identificados erroneamente como uma raça e definidos como "inferiores". Também financiaram uma enorme propaganda que culpava os judeus pela depressão econômica no país, bem como também pelo fracasso durante a Primeira Guerra Mundial.

Em 1933, novos estatutos alemães forçaram os judeus a renunciarem a seus trabalhos, seus estudos nas universidades e a retirarem-se de toda atividade em outras áreas da vida pública. Ainda que tenham sido o principal alvo da cólera de Hitler, os nazistas também oprimiram outros grupos que foram identificados como inferiores racial ou geneticamente. A ideologia racial nazista era impulsionada por cientistas que aventavam a criação seletiva para melhorar a raça humana.

Outra consequência do regime ditatorial de Hitler nos anos 30 foi à detenção de oponentes políticos e comerciantes unionistas e muitos outros que foram etiquetados como "indesejáveis" ou "inimigos do estado". Muitos homossexuais, a maioria homens, foram presos e levados para os campos de concentração; sob o código criminoso nazista.

As Testemunhas de Jeová foram proibidas como organização em abril de 1933, porque as crenças deste grupo religioso proibiam que eles fizessem qualquer promessa ao estado ou ao serviço militar alemão por serem objetores de consciência. Sua literatura foi confiscada, e perderam seus trabalhos, os benefícios de seu desemprego, suas rendas, e todos os benefícios de caráter social. Muitas Testemunhas de Jeová foram enviadas para a prisão e campos de concentração na Alemanha nazista e seus filhos foram enviados às casas de detenção juvenil ou orfanatos.

A Segunda Guerra Mundial trouxe grandes mudanças ao sistema dos campos de concentração. Um grande número de prisioneiros novos, deportados de todos os países ocupados pela Alemanha, enchiam estes campos. Depois, grupos inteiros eram enviados aos campos, como os membros das organizações de resistência. Para acomodar o incremento intensivo no número de prisioneiros, estabeleceram centenas de novos campos em territórios ocupados da Europa oriental e ocidental.

Durante a guerra, os guetos, campos de trânsito, e campos de trabalhos forçados foram criados pelos Alemães em adição aos campos de concentração para capturar judeus, ciganos e outras vítimas do ódio racial e étnico, bem como também oponentes políticos e membros da resistência.

Após a invasão da Polônia, criaram mais de 400 novos guetos onde segregaram o restante da população. Grandes números de judeus também foram deportados de outras cidades e países, incluindo a Alemanha, para os guetos da Polônia e em outros territórios do leste ocupados.

Nas cidades polonesas que se encontravam sob a ocupação nazista, os judeus foram confinados em guetos selados onde a fome, a superpopulação, o frio e as doenças contagiosas mataram dezenas de milhares de pessoas. Entre 1942 e 1944, os Alemães iniciaram a exclusão dos guetos na Polônia ocupada e outros territórios, deportando os residentes dos guetos para os "campos de extermínio", centros de eliminação com equipamentos para o manejo do gás, localizados na Polônia.

Após a reunião dos oficiais maiores do estado Alemão no final de janeiro de 1942, a decisão de implementar a "solução final à questão judaica" tornou-se uma política formal de estado e os judeus da Europa Ocidental também foram enviados aos centros de extermínio no leste. Os seis lugares de assassinato em massa foram escolhidos devido a sua proximidade com vias ferroviárias e sua localização em zonas semi rurais.

Os métodos de execução foram os mesmos em todos os centros de extermínio, que eram operados pela Schutzstaffel (SS). As vítimas chegavam em vagões de trem vindas, a maioria, de guetos e de campos da Polônia ocupada, mas também de quase todos os países europeus.

À sua chegada, os homens eram separados das mulheres e crianças. Os prisioneiros eram forçados a tirar suas roupas e a entregar todos seus valores. Eles eram então levados nus para as câmeras de gás, que eram disfarçadas de vestiários com chuveiros, e dentro deles utilizavam o monóxido de carbono.

A minoria selecionada para trabalhos forçados logo ficavam, após longas quarentenas, vulneráveis à má nutrição, expostos a doenças e experimentos médicos e à brutalidade; muitos pereceram como resultado.

Os Alemães levaram a cabo suas atividades de extermínio sistemáticas com a ajuda ativa de colaboradores locais em muitos países, e com a indiferença de milhões de pessoas que não se importavam com a situação.

Em maio de 1945, a Alemanha nazista foi enfim derrotada e os campos deixaram de existir. O Legado nazista foi um império de extermínios, pilhagem e exploração que afetou cada país da Europa ocupada.

Quem tiver mais interesse em conhecer os horrores causados pelo regime nazista, podem conferir a série de postagens aqui do blog Noite Sinistra intitulada "Assassinos Nazistas" (clique AQUI para acessar).

Joseph Stalin

União Soviética (1929-1953)
Vítimas do regime comunista de Stalin: 20 milhões.


Sucessor paranoico de Lênin, Stalin ocupa o terceiro posto da tríade de ditadores facínoras assassinos. Stalin impôs uma fome deliberada sobre a Ucrânia, matou milhões de camponeses -os kulaks- forçando-os a deixar suas terras, e purgou gente de seu próprio partido, matando milhares e enviando milhões para trabalhar como escravos. A grande fome Ucraniana e os atos de canibalismo já foi tema de uma matéria aqui no blog Noite Sinistra que pode ser acessada clicando AQUI.

Sob a égide de Stalin, iniciou-se um período de repressão geral da sexualidade e leis contra o homossexualismo foram introduzidas em todos os códigos penais das Repúblicas Soviéticas. A homossexualidade chegou a ser mesmo considerada contrarrevolucionária e uma manifestação da decadência da burguesia, tanto que em 1952 a Grande Enciclopédia Soviética versava:

- "A origem da homossexualidade está ligada às circunstâncias sociais cotidianas, para a grande maioria das pessoas que se dedicam à homossexualidade, tais perversões se interrompem assim que a pessoa se encontra em um ambiente social favorável [...] Na sociedade soviética, com seus costumes saudáveis, o homossexualismo é visto como uma perversão sexual e é considerado vergonhoso e criminoso. A legislação penal soviética considera a homossexualidade castigável, com exceção daqueles casos nos quais seja a manifestação de uma profunda desordem psíquica."

O que nos permite inferir que, na atualidade, os que padecem de grandes transtornos psíquicos ou de limitação cognitiva são os homossexuais sectários do regime comunista.

Os primeiros pesquisadores em tentarem contar o número de pessoas mortas sob o regime de Stalin se viram obrigados a depender em grande parte às provas anedóticas. Suas estimativas variavam de 3 a 60 milhões. Após a dissolução da União Soviética em 1991, as evidências dos arquivos soviéticos foram liberados e de acordo com os registros, ao redor de 800.000 presos foram executados pelo regime de Stalin por delitos políticos ou penais, enquanto ao redor de 1,7 milhões morreram em campos de trabalho forçados e 390.000 pereceram durante reassentamentos forçados, o que resulta em um total de 3 milhões de vítimas.

O debate continua, no entanto, já que alguns historiadores acham que o arquivo, por ser comunista contém números pouco confiáveis. Por exemplo, Robert Gellately sustenta que uma infinidade de suspeitos torturados até a morte, enquanto estavam na custodia da investigação, não constam nas listas dos executados. E também existem categorias de vítimas que não foram registradas de forma correta pelos soviéticos, como as vítimas das deportações étnicas, ou transferências de população alemã após a Segunda Guerra Mundial.

Assim, enquanto alguns pesquisadores estimam que o número de vítimas das repressões de Stalin não ultrapasse um total de 5 milhões, mais ou menos, outros acham que o número é consideravelmente superior. O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, faz as seguintes estimativas: execuções (1,5 milhões), gulags (5 milhões), deportações (7,5 milhões) e prisioneiros de guerra e civis alemães (1 milhão), o que perfaz um total de 9 milhões de vítimas da repressão. Junte se a isso os aproximadamente 8 milhões de vítimas da fome de 1932-1933 e cegamos aos 17 milhões de vidas ceifadas pelo regime de Stalin.

O pesquisador Robert Conquest afirma que é muito pouco provável qualquer número abaixo de 15 milhões de mortos, em seu livro "The Great Terror" ele sugere ao menos 20 milhões, um número que pode ser coroado com uma frase do próprio Stalin:

- "Matar uma pessoa é um assassinato e um milhão é uma estatística.".

Rei Leopoldo II

Bélgica (1886-1908)
Regime: império colonial no Congo
Vítimas: Oito milhões de escravos congoleses.


O episódio da tentativa de expansão belga na África acabou conhecido como O Holocausto no Congo (clique AQUI para ler mais). Além de confiscar terras e aldeias inteiras de congoleses, o rei fez da escravidão a principal forma de trabalho em seus domínios. Logo Leopoldo II aumentaria a carga de tributos e literalmente se tornaria dono de toda borracha e marfim extraídos no Congo. Suas vontades foram garantidas com a ajuda da Força Pública, um temível corpo de soldados reforçado por mercenários.

O número de mortes e a crueldade com a qual os escravos foram tratados nesse caso é considerado um dos eventos mais cruéis da história humana.

Ismail Enver Pasha

Turquia otomana (1915-1920)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: Dois milhões de armênios, gregos e assírios.


O extermínio de Armênios já foi relatado em uma matéria aqui do blog Noite Sinistra chamada "O genocídio Armênio" (clique AQUI para saber mais). Há mais de 90 anos, o povo armênio quase foi exterminado pelos turcos. E, até hoje, luta pelo reconhecimento internacional do massacre, que vitimou cerca de 1,5 milhão de pessoas. Venham comigo conhecer mais um pouco desse cruel evento da história.

Pol Pot

Camboja (1975-1979)
Regime: Comunista (Khmer Vermelho)
Vítimas: Pelo menos 1,7 milhões de adversários políticos.


Aqui no Noite Sinistra já foi ao ar uma matéria falando de Tuol Sleng, um museu que antigamente era um centro de tortura do regime Khmer Vermelho. Nesse museu existe um mapa feito com caveiras de pessoas que padeceram dentro da prisão (clique AQUI para conferir essa matéria).

Kim Il-Sung

Coreia do Norte (1948-1994)
Regime: Comunista
Vítimas: Pelo menos 1,6 milhões de opositores políticos e de civis de fome.


Volta e meia ainda surgem notícias internet afora de supostos casos de canibalismo envolvendo norte coreanos esfomeados. A Coreia do Norte é um país extremamente fechado, o que dificulta a obtenção de informações mais precisa a respeito de tais notícias, mas se as mesmas de fato são verdadeiras podemos imaginar que a situação atual da Coreia do Norte não se alterou muito não.

Mengistu Haile Mariam

Etiópia (1974-1978)
Regime: Ditadura militar comunista
Vítimas: 1,5 milhões de eritreus e adversários políticos.


Yakubu Gowon

Nigéria (1967-1970)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: Um milhão de biafranos esfomeados e soldados mortos na guerra civil.


Jean Kambanda

Ruanda (1994)
Regime: Ditadura Tribal (Hutu).
Vítimas: 800 mil Tutsis.


Em 2014 foi ao ar uma matéria aqui no blog Noite Sinistra falando da prisão de Gitarama, considerada a pior prisão do mundo, e que se localiza em Ruanda (clique AQUI para saber mais a respeito). Em Gitarama estão presas pessoas da etnia Hutu, que era o grupo étnico do ditador Jean Kambanda, e que abraçaram a ideia de eliminar da face da terra os membros da etnia rival, os Tutsis.

Ser enviado à presídio Central de Gitarama, em Ruanda, é a mesma coisa do que ter um pesadelo acordado. O número de presos supera em 17,5 vezes a capacidade máxima do presídio. Não há espaço nem comida para todos. Por isso muitos presos recém chegados, ou enfraquecidos acabam sendo servidos como prato principal, em verdadeiros baquetes canibais. Assim, matam a fome e a superlotação em uma tacada só. Ser enviado para a prisão de Gitarama pode ser considerado uma pena de morte, fazendo essa prisão justificar a fama de "Inferno na Terra".

Saddam Hussein

Iraque (1979-2003)
Regime: Ditadura do Partido Socialista Árabe (Baath).
Vítimas: 600 mil xiitas, curdos, kuwaitianos e adversários políticos.


Josip Broz Tito

Iugoslávia (1945-1980)
Regime: Comunista.
Vítimas: 570 mil adversários políticos.


Sukarno

Indonésia (1945-1966)
Regime: Ditadura Nacionalista
Vítimas: 500 mil comunistas.


Mullah Omar

Afeganistão (1996-2001)
Regime: Ditadua Islâmica (Taliban)
Vítimas: 400 mil opositores políticos e religiosos.


Idi Amin Dada

Uganda (1971-1979)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 400 mil opositores políticos e pessoais.


Idi Amin Dada também já recebeu uma matéria especial aqui no blog Noite Sinistra, na qual eu escrevi um pouco a respeito de suas atrocidades (clique AQUI para ler essa matéria completa). Ele se auto intitulava "O último rei da Escócia", mas se tornou conhecido por apelidos como: "O talhante de Kampala", "senhor do horror" e "o carniceiro da África" são alguns dos diversos apelidos de um dos mais cruéis e desumanos ditadores da África.

General Yahya Khan

Paquistão (1970-1971)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: 300 mil bengaleses no Paquistão Oriental.


Benito Mussolini

Itália (1922-1945)
Regime: Ditadura Fascista
Vítimas: 250 mil etíopes, líbios, judeus e adversários políticos.


General Mobutu Sese Seko

Zaire/Congo (1965-1997)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 230 mil adversários políticos.


Charles Taylor

Libéria (1989-1996)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 220 mil opositores políticos, militares e civis.


Foday Sankoh

Serra Leoa (1991-2000)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 210 mil adversários políticos.


Ho Chi Minh

Vietnã do Norte (1945-1969)
Regime: Comunista
Vítimas: 200 mil opositores políticos do Vietnã do Sul.


Michel Micombero

Burundi (1966-1976)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 150 mil hutus.


Em Ruanda os Hutus foram os causadores de um dos maiores e mais cruéis genocídios da história, mas em Burundi eles foram caçados. "Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é".

Hassan Al-Turabi

Sudão (1989-1999)
Regime: Ditadura Islâmica
Vítimas: 100 mil opositores políticos e religiosos.


Jean-Bedel Bokassa

República Central Africana (1966-1979)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 90 mil adversários políticos.


Efrain Rigs Montt

Guatemala (1982-1983)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: 70 mil camponeses e adversários políticos.


Francoise e Jean-Claude Duvalier

Haiti (Papa Doc - 1957-1971 e Baby Doc - 1971-1986)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 60 mil adversários políticos.


Rafael Trujillo

República Dominicana (1930-1961)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 50 mil adversários políticos.


Hissène Habré

Chade (1982-1990)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: 40 mil adversários políticos.


General Francisco Franco

Espanha (1939-1975)
Regime: Ditadura Militar Fascista
Vítimas: 35 mil adversários políticos.


Fidel Castro

Cuba (1959-2006)
Regime: Comunista
Vítimas: 30 mil adversários políticos.


Hafez e Bashar Al-Assad

Síria (Hafez 1970- 2000 e Bashar 2000-)
Regime: Ditadura do Partido Baath
Vítimas: 30 mil opositores políticos e sectários.


Ayatollah Ruhollah Khomeini

Irã (1979-1989)
Regime: Governo islâmica
Vítimas: 20 mil opositores políticos e religiosos.


Robert Mugabe

Zimbabwe (1982-)
Regime: Ditadura Pessoal
Vítimas: 15 mil opositores políticos e tribais.


General Jorge Videla

Argentina (1976-1983)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: 13 mil opositores políticos de esquerda.


Augusto Pinochet

Chile (1973-1990)
Regime: Ditadura Militar
Vítimas: 3 mil adversários políticos.


Agradecimentos ao amigo Elson Antonio Gomes pelo envio dessa matéria.

Fonte: MDIG

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4 Comentários
Comentários
4 comentários:
  1. É muito triste e revoltante ver o que o ser humano é capaz de fazer em nome da religião e de ideologias políticas... Se os mortos nesses genocídios fossem apenas os militantes descerebrados e ignorantes, talvez a raiva fosse menor, entretanto, vidas de inocentes que não tinham absolutamente nada a ver com essa ferocidade toda foram tiradas impiedosamente... E o pior é que, hoje, tudo isso está se repetindo.

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  2. Tudo se repete e a humanidade incapaz de refletir.

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  3. que louco isso !!! repare o numero de mortos pelo comunismo!!!! muito além de outros regimes, não menos penoso pelo número menor de mortos ,e o pior é pensar que existe gente que apoia isso por benefício proprio...... muito triste....

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  4. triste e ver que no Brasil temos partido comunista tentando tomar o poder.
    e os militontos ainda diz que luta pela minoria. se olhamos os números até os mais leigos saberiam que o comunismo não funciona.

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