09/02/2017

Antigo mistério peruano pode ter sido resolvido a partir do espaço


Arqueólogos usaram imagens de alta resolução de satélites para tentar desvendar um mistério que envolve os povos antigos da região de Nasca, no Peru. Não, não estamos falando das famosas linhas de Nasca, mas sim de uma série de buracos espirais cuidadosamente construídos, chamados puquios, escavados no solo do deserto da região.

Estas formações peculiares não podiam ser datadas usando técnicas de carbono tradicionais, e o povo de Nasca não deixou para trás qualquer evidência de quando se estabeleceram na área pela primeira vez.

Logo, os arqueólogos passaram séculos tentando descobrir o seu propósito, em vão.

Nova hipótese

Agora, Rosa Lasaponara, do Instituto de Metodologias para Análise Ambiental na Itália, sugere uma nova hipótese. Na verdade a hipótese não é tão nova, afinal de contas muitos arqueólogos já sugeriam tal finalidade para as estruturas, porém a explicação dada por Rosa para o funcionamento das mesmas é o ponto inovador do seu estudo.


Ela estudou imagens feitas do espaço para traçar a distribuição dos puquios e como eles estavam relacionados com assentamentos próximos – estes, sim, mais fáceis de datar com precisão.

As imagens forneceram dicas de como esta rede de túneis e cavernas foi criada em Nasca. Lasaponara acredita agora que o objetivo principal dos puquios era habilitar as comunidades a sobreviver em uma área continuamente atingida pela seca: os buracos eram essencialmente um sistema hidráulico muito eficiente, usado para recuperar água de aquíferos subterrâneos.

“O que é claramente evidente hoje é que o sistema deve ter sido muito mais desenvolvido do que parece”, disse Lasaponara. “A exploração de um abastecimento de água inesgotável ao longo do ano contribuiu para uma agricultura intensiva dos vales em um dos lugares mais áridos do mundo”.

Como funcionavam

Os buracos funcionavam canalizando vento em canais subterrâneos, vento que então forçava a água de reservatórios profundos a chegar aos lugares necessários. O que sobrava era armazenado em piscinas na superfície.


A construção era de um padrão tão alto que alguns puquios funcionam até hoje. Lasaponara crê que “tecnologia especializada” deve ter sido usada para erguer o sistema. “O que é realmente impressionante é o grande esforço, organização e cooperação necessários para a sua construção e manutenção regular”, argumenta.

Construir algo nessa escala teria exigido uma compreensão abrangente da geologia da região, bem como das variações anuais no abastecimento de água.

“Os puquios foram o projeto hidráulico mais ambicioso na área de Nasca e tornaram a água disponível durante todo o ano, não só para a agricultura e irrigação, mas também para as necessidades domésticas”, explica.



Alguns mistérios perduram

Existe uma controvérsia a respeito de quem foram os construtores de tais estruturas. Alguns pesquisadores como Katharina Schreiber e Josué Lanchon Rojas defendem que elas foram construídas por povos muitos antigos da America Latina.

Já Monica Barnes e David Fleming afirmam que as estruturas foram construídas após a chegada dos espanhóis, isso porque os primeiros exploradores da região não fizeram nenhuma menção a essas estruturas antes de 1692. Esse argumento é rebatido por outros estudiosos afirmando que, o fato dos primeiros exploradores não terem encontrado, ou dado importância, as estruturas não pode servir de afirmação para que as mesmas não existiam até aquele momento da história.  

Fonte: Hypescience

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