28/02/2017

Ilhas Pohnpei: As misteriosas ruínas de Nan Madol


Fora da ilha de Pohnpei na Micronésia, encontra-se a antiga cidade de Nan Madol, a única cidade antiga já construída sobre um recife de coral. Composto por um conjunto de quase 100 plataformas de pedra e coral, sobre ilhas artificiais, separadas por canais estreitos e fechadas por um paredão exterior, Nan Madol é uma maravilha da engenharia. No entanto, apesar da enormidade do empreendimento na construção da cidade, não existem registros de quando exatamente foi construído, de onde vieram as enormes rochas, como elas foram transportadas para lá e por que razão foi construída sobre um recife.

São 58 as ilhas que fazem parte do chamado "setor mortuário" das ruínas de Nan Madol. A maioria delas foi ocupada pelas residências dos sacerdotes Iniciados.


Outras serviam a propósitos bem específicos: a comida era preparada em Usennamw (uma ilha próxima), as canoas feitas em Dapahu; o óleo de coco, extraído em Peinering.

As grandes sepulturas, caracterizadas por altas paredes, ficam nas ilhotas de Peinkitel, Nandauuwas, Karian e Lemenkou.

Em Pohnpei, ilha situada ao norte do oceano Pacífico, uma tradição antiga e fantástica repousa sob as águas do litoral e nas ilhotas-satélite, ilhas artificiais, feitas de rocha vulcânica, edificadas sobre bancos de coral.


Na vista aérea, os terraços, quadrangulares, distinguem-se claramente nas imediações de um maciço rochoso principal. Ali, ruínas de uma cidade megalítica guarda segredos que os arqueólogos ainda não conseguiram desvendar.


Sob os mar do litoral da Ilha de Pohnpei (ou Ponape), no Oceano Pacífico, se esconde uma página da história da humanidade. Por esta razão, os Iniciados da Irmandade dos Tsamoro, dão a esta ilha este nome: "Sobre o Segredo". Um lugar que parece esconder os mais fantásticos segredos.

Em frente à costa, estão as ruínas enigmáticas da cidade aquática de Nan Madol, construída - não se sabe quando e nem por quem - com gigantescos blocos de basalto sobre 91 ilhas artificiais.

Invadida pela mata e mangues, continua sendo para os nativos uma cidade proibida, onde - de acordo com sua tradição - a morte espreita quem fica depois que o sol se põe.

Em 1939 apareceu na imprensa alemã uma notícia curiosa: mergulhadores japoneses haviam efetuado mergulhos na Ilha Carolina de Ponape (a antiga Pohnpei) a fim de explorar uma camada de destroços de platina.

Não era uma formação natural coberta de coral; era um tesouro submarino. Notícias posteriores afirmam que na costa oriental de Pohnpei se encontram dispersadas, em uma ampla área, misteriosas construções cobertas pela floresta: um sistema de canais, muros ciclópicos, ruínas de fortificações, ruínas de palácios, etc...

Uma Cidade Submersa

Muito antes da Primeira Guerra - explicaram os nativos - coletores de pérolas e comerciantes japoneses sondaram clandestinamente o fundo do Mar. Os mergulhadores regressaram com narrações fabulosas: ali embaixo podiam se encontrar ruas totalmente conservadas, recobertas por moluscos, colônias de coral e outros habitantes marinhos.


Desconcertante havia sido, segundo eles, a visão de numerosas abóbadas de pedra, colunas e monólitos!

Esta misteriosa cidade submersa guarda tesouros concretos que podemos chamar de "Panteon dos nobres" do lugar, pois suas múmias se encontram ali.

Mas o assombroso é que cada uma dessas múmias estaria encerrada em sarcófagos de platina!

Foram estes sarcófagos que - na época da dominação japonesa, entre as duas guerras mundiais - os mergulhadores japoneses haviam localizado.


De acordo com testemunhas, os mergulhadores iam extrair a platina das relíquias, contudo eles não voltaram mais a partir daquele momento. Desapareceram sem deixar rastro, levando consigo seu moderno equipamento de mergulho e de trabalho: nunca mais foram vistos.

Seus antepassados aplicam tecnologias mágicas

O principal enigma que se apresenta são as ruínas de Nan Matol. Com respeito a elas, a arqueologia oficial reconhece abertamente seu desconhecimento absoluto sobre a finalidade das mais impressionantes ruínas do Oceano Pacífico; e além do mais é a única cidade em ruínas que se pode visitar nos 166 milhões km² do leito daquele do oceano.

Existe um foco mágico, oculto na abrupta espessura de floresta de Salapwuk, nas altas montanhas do reino de Kiti, em sudoeste de Pohnpei.

Ali e em outros pontos da ilha, na memória dos pohnpeyanos, continua perpetuada a recordação dos gigantes, de pessoas que sabiam voar, de uma raça dotada de assombrosos poderes mágicos que permitiam transporte aéreo de grandes blocos de pedra.


Tais poderes mágicos que permitiam a levitação das rochas, são as explicações dos nativos para o fato dos antigos construtores de Nan Madol conseguirem transportar grandes quantidades de imensos blocos de pedra.

Claro que tais crenças são construídas sob a perspectiva da religião e do misticismo pois os nativos não compreendem como tais blocos foram deslocados.

Teóricos das teorias dos antigos Deuses astronautas também possuem suas próprias explicações para tal feito: uso de tecnologia antigravidade que teria sido aprendida com visitantes de outros planetas.

Indiferente das teorias e do misticismo, a engenharia empregada em tais construções é fascinate, basta observar a rede de canais estabelece a comunicação entre as ilhotas artificiais de Nal Madol; paredões de pedra funcionam como represas que contêm a violência das ondas do Pacífico. Na ilha mortuária de Nandauwas, segundo a lenda, encontra-se a tumba de um herói local chamado Isokelekel.


Mitologia local

Pensile Lawrence, um dos transmissores vivos da história esotérica de Pohnpei, relata a tradição:

- "Nove casais - nove homens e nove mulheres - entram numa canoa e lançaram-se em alto mar, buscando uma terra nova para se estabelecer.”.

Pensando nisto eles toparam com um polvo fêmea de nome Letakika, que averiguou o motivo de sua viagem e lhes indicou um lugar no oceano em que havia uma rocha surgindo em cima das ondas.

Os casais prosseguiram seu caminho e acharam a rocha. Sobre ela começaram a construir uma ilha.

Quando ficou pronta, um casal ali fixou sua moradia; depois disso os outros casais continuaram seu caminho e, sucessivamente, construíram ilhas até que os nove casais ocuparam as nove ilhas.


O nome do homem não tinha importância, não tinha nome. Quem tinha nome era a mulher, que se chamava Lemueto. Lemueto é a primeira mulher de Pohnpei cujo povoamento se deu através de um matriarcado (governo onde é a mulher que manda).

O relato é claramente alegórico. O número nove aparece como um signo representativo de nascimento.

Os casais e canoas, ou nave, também são imagens recorrentes, que aparecem em mitologias de diferentes povos, em todo o mundo. A nave-canoa remete, segundo teorias, ao bíblico "dilúvio de Nóe".

Os casais micronésios de Pohnpei também levavam alimentos e sementes para cultivar na "nova terra".

A lembrança dessa simbologia durou muito tempo. A cada nove meses, os antigos ilhéus costumavam se reunir em Salapwyk (uma das ilhotas) que, segundo a tradição, foi a primeira ilha edificada, onde se localiza a pedra fundamental de Pohnpei.


É o principal lugar de culto onde os iniciados realizam suas cerimônias, rigorosamente vetadas para estranhos.

Iniciados e a Sociedade Secreta

Como muitos outros povos indígenas, os ilhéus de Pohnpei também têm uma lenda sobre um instrutor divino, que transmitiu aos antepassados uma série de conhecimentos práticos, da agricultura à magia.

Esses instrutores são ali chamados de "Sau Rakim" e preservavam seus segredos sob compromisso de pena de morte para aquele que violasse o silêncio. Tal mito, se verdadeiro, pode ser o indicativo de como tal técnica de construção acabou se perdendo com o passar do tempo.

Esses instrutores conheciam as antigas histórias de Pohnpei. Quando morriam, começava a chover, a relampejar e trovejar.

Os Sau Rakim eram os iniciados mais graduados. Abaixo deles estavam os membros da sociedade secreta dos Tsamoro.


Os chefes de tribo eram, automaticamente, membros dessa sociedade; outros, não-chefes, para entrar na sociedade passavam anos sendo submetidos a provas antes da admissão. Entre as provas, era preciso dominar a língua da sociedade, diferente da língua do povo.

Chamada argot, esta língua é considerada por alguns estudioso como a "língua dos argonautas" (míticos navegantes e heróis gregos).

Uma vez por ano, durante quatro dias, os Tsamoro se reuniam em um local sagrado, rodeado de muros de pedra. Durante essas reuniões, era consumido o sakau, bebida sagrada dos "seres superiores".


A sede dosTsamoro localizava-se nas matas dos montes de Salapwuk.

Pai Extraterrestre e Mãe Terrestre

Reza a lenda que a conexão celestial dos pohnpeyanos começou com um homem chamado Kanekin Zapatan, descido das alturas, de um lugar desconhecido a Ponhpei, acompanhado de um grupo de pessoas que sabiam voar.

Kanekin Zapatan se casa com uma filha de um chefe nativo. Teremos assim um homem que desceu do céu que se casa com mulher terrestre. (Situação semelhante à "queda dos anjos" narrada no Gênesis bíblico: os anjos "enamoraram-se" das filhas dos homens) vide "Eram os Deuses Astronautas?" de Erich Von Däniken.

Depois disso, Zapatan se junta aos seus companheiros levantando voo. Acompanha-o também sua mulher.

E literalmente disse a tradição: "Meticulosa, a mulher em seu cabelo e ao redor ajusta o nó".

Defensores das teorias dos antigos Deuses astronautas acreditam que essa seria a indicação de que ela poderia estar usando um capacete, algo, segundo eles, indispensável para voar.

Logo após a filha do nativo, no trajeto, dá a luz um filho distinto; dotado de grandes poderes mágicos.

Este menino se chamava Luk, que deixam na terra entretanto eles prosseguem voo.

Mais adiante Luk acende uma fogueira, o fumo sob um tambor, e sobe ao céu, imagem esta que pode equiparar-se, segundo os teóricos dos antigos astronautas, a decolagem de um foguete portador de uma cápsula tripulada.


Ao reencontrar-se com seus pais se recorda que "me geraram na terra". A narração também afirma que "sabia andar sobre o mar".

Dominando a Técnica do Voo

Um curioso invento aparece nos relatos de tempos antigos, os "sacos voadores”. Trata-se de veículos voadores de grande mobilidade com capacidade para um só tripulante.

Também existem narrações que se referem a combates entre vários sacos voadores. Em relação a este tema perguntas perduram em eterna dúvida: "Homens voadores?"

Relatos mitológicos antigas afirmam que esses homens entravam em grandes pássaros, pronunciavam palavras mágicas, o pássaro se levantava e voava céu afora. Construíam "pássaros voadores com árvores." (Aviões?).


Dois Irmãos com Poderes Mágicos

Para começar a decifrar o enigma da cidade morta de Nan Madol é preciso contar o mito de Olosipe e Olosaupa (outra mitologia recorrente: Castor e Pólux, na Grécia; os deuses gêmeos pré-colombianos).

Com eles começa o mistério da cidade de Nan Madol.

A única recordação ancestral que os nativos conservam sobre a construção da cidade que se refere a sua origem é a atuação desses dois personagens.

Nada se sabe de onde vieram; chegaram em uma nuvem, na parte norte da ilha. Eram construtores, engenheiros, arquitetos extraordinariamente inteligentes e dotados de poderes mágicos.

Foram sacerdotes e instrutores que ensinaram os princípios da cultura e da civilização aos pohnpeianos.

Chegaram a Pohnpei para construir um santuário consagrado a um protetor da terra e do mar: a enguia, desde então animal totêmico por excelência em Pohnpei.

Para o pohnpeiano o corpo da enguia é habitado por uma divindade. Como a serpente para os aborígines da Austrália e para os povos meso-americanos, entre outros.



E porque em Pohnpei não aparece a figura da serpente, cobrando vigor, e em seu lugar, o da enguia? Pois que é o único animal nativo da região que pode se assimilar a uma imagem de uma serpente; por uma simples razão: na pequena ilha não existem serpentes.

Voltamos ao propósito de Olisipe e Olisaupa: erguer um santuário para a serpente sagrada.

Sendo a enguia uma cobra aquática, o santuário devia se erguer em um lugar que reunisse mar e terra: o recife de coral que rodeia a ilha, fundação natural de Nan Madol.
By: Elson Antonio Gomes

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