26/04/2017

A história da árvore que foi presa no Paquistão


Nos jardins do alojamento do exército na área tribal de Landi Kotal, perto da fronteira do Afeganistão, área atualmente pertencente ao Paquistão, há uma figueira que é mantida acorrentada ao chão, como se ela por vontade própria fosse escapar, com uma placa pendurada em um de seus galhos que em parte diz: “Estou sob prisão“.

De acordo com a história, em 1898, James Squid, um oficial do exército britânico estava bêbado e achou que a árvore estava cambaleando em sua direção. Ameaçado pela árvore, o oficial ordenou ao sargento do alojamento que prendesse a árvore. O sargento confuso, seguiu as ordens do oficial, acorrentando a coitada da árvore. Mais de cem anos depois, a árvore continua cumprindo sua pena.

Nos jardins do alojamento do exército na área tribal de Landi Kotal, perto da fronteira do Afeganistão, área atualmente pertencente ao Paquistão, há uma figueira que é mantida acorrentada ao chão, como se ela por vontade própria fosse escapar, com uma placa pendurada em um de seus galhos que em parte diz: “Estou sob prisão“.


De acordo com a história, em 1898, James Squid, um oficial do exército britânico estava bêbado e achou que a árvore estava cambaleando em sua direção. Ameaçado pela árvore, o oficial ordenou ao sargento do alojamento que prendesse a árvore. O sargento confuso, seguiu as ordens do oficial, acorrentando a coitada da árvore. Mais de cem anos depois, a árvore continua cumprindo sua pena.

“Através deste ato, os britânicos literalmente deram um recado aos homens da tribo Pachtun que ousassem atentar contra o Raj britânico, e mostrar que eles seriam punidos de forma semelhante“, comentou um residente do alojamento ao jornal paquistanês Daily Tribune.

Os habitantes da região acreditam que a árvore em cativeiro é uma alegoria das leis draconianas Frontier Crimes Regulation (FCR), promulgada durante a colonização britânica, especificamente com a finalidade de combater a oposição ao domínio britânico. Tais leis permitiam que o governo punisse coletivamente tribos ou famílias por crimes cometidos por indivíduos dentro desses grupos. E comum na região, as pessoas verem animais acorrentados, mas a árvore é algo inusitado e por isso, muitos acabam vindo de outras regiões só para ver a árvore acorrentada.

Essas leis ainda continuam em vigor e usadas frequentemente na área Federally Administered Tribal Areas (FATA), no noroeste do Paquistão. A lei nega aos moradores da FATA, o direito a um julgamento justo, negando o direito a recorrer a uma ação, de representação legal e de apresentar provas fundamentadas. A lei também permite que os habitantes podem ser presos sem especificar o crime e o governo federal tem o direito de apreender a propriedade dos acusados. As leis FCR são uma grave violação dos direitos humanos básicos.

Em 2008, o então primeiro ministro do Paquistão expressou o desejo de revogar a FCR, mas até o momento, nada foi feito para derrubar tais leis. Em 2011, a FCR passou por algumas reformas, onde foram adicionados novos conceitos, como a prestação de fiança, a compensação por falsas acusações, imunidade a mulheres, crianças e idosos, etc…


Fonte: Magnus Mundi

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