01/08/2017

Terroristas do Estado Islâmico estariam usando a Deep Web para coordenar ataques


ISIS é a sigla em inglês para “Estado Islâmico no Iraque e na Síria”, também conhecido como “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”, ou, hoje em dia, apenas como “Estado Islâmico” (EI). Nos últimos anos o grupo tem espalhado uma onda de terror e insegurança em diversas parte do mundo, seja com suas execuções sumárias ou seus atentados muito bem articulados. E essa articulação estaria sendo realizada por meio de mecanismos encontrados na Deep Web.

Conforme o mostrado no documentário do History Channel: ISIS Terrorismo Extremo, muitos especialistas em segurança dos norte americanos e europeus estão assustados com o grau de organização e rapidez que os terroristas do Estado Islâmico conseguem agir e botar em prática seus atentados. Os especialistas afirmam que um atentado precisa da ação coordenada de vários membros do grupo, e que raramente um ataque, principalmente os que tem acontecido na Europa, é um ato de um indivíduo apenas. Cada indivíduo da equipe teria uma função, como por exemplo: reconhecimento, cuidar do armamento, obtenção de transporte, monitoramento dos órgãos policiais, etc.

O ato terrorista em si seria executado por agentes que não se envolveram em nenhuma das etapas anteriores, assim essas pessoas passariam despercebidas e anônimas aos olhos das autoridades. O raciocínio é o seguinte: quando a pessoa que vai cometer um ato premeditado de terrorismo ela não deve ser a responsável pelo reconhecimento do local do ataque, pois se ela for muitas vezes vista no local pode chamar a atenção das autoridades, principalmente por conta de atitude suspeita.

O problema é que quanto mais pessoas estiverem envolvidas, maior deve ser a capacidade de comunicação e coordenação desses elementos.

O EI tem usado com grande impacto e perícia mídias sociais para recrutar jovem apoiadores islâmicos no ocidente, e isso tem mostrado que os membros do grupo compreendem muito bem o poder da internet, o que tem levantado a hipótese de que o grupo tem usado a Deep Web para coordenar os membros responsáveis pelos ataques terroristas que tem acontecido na Europa.

EI nas profundezas da internet

Para quem acompanha matérias a respeito da Deep Web, ou para quem frequenta a internet oculta, não é nenhuma novidade que grupos de pessoas com atividade ilícitas utilizam esse espaço para agir sem chamar a atenção das autoridades. Aqui no blog Noite Sinistra já tivemos matérias publicadas a esse respeito, como por exemplo a postagem que cala de como age o cibercrime na Deep Web (clique AQUI para acessar). Mais ao final dessa matéria os amigos e amigas podem conferir mais informações a respeito da atuação de grupos extremistas na Deep Web.

Desde 2015 o Estado Islâmico (EI) tem site nas profundezas da internet, a deep web. Um mirror do site do EI na web normal foi lançado na rede anônima Tor, no que parece uma tentativa de tornar seu material de propaganda mais resistente à derrubadas e, de quebra, mais propício para preservar as identidades de seus membros e simpatizantes.

Os antecedentes e os perfis dos terroristas ligados à Ponte de Londres e o ataque ao Mercado de Municípios ainda estão cheios de buracos aguardando serem preenchidos. E, como acontece com qualquer incidente desta escala, a conspiração entre afiliados de uma organização pode eventualmente girar em algo inteiramente não relacionado. Um desses exemplos é a recente demonização da criptografia no Reino Unido – um tópico que se transforma lentamente em uma consulta sobre o papel da Deep Web no aumento do terror.

WhatsApp foi identificado imediatamente por várias figuras políticas em outro ataque recente em Londres. O raciocínio era simples; Khalid Masood, o terrorista que alegadamente atuou sozinho, enviou uma mensagem pelo WhatsApp antes de matar quatro pessoas e ferir dezenas. As autoridades querem encerramento na investigação. E, claro, a situação se desenrolou de forma semelhante à do FBI e da Apple nos Estados Unidos.

Um dos responsáveis pelo ataque de San Bernardino possuía um iPhone que estava protegido pelos mecanismos de segurança da Apple. O FBI queria acesso, mas afirmou que não tinha a proeza técnica. A agência lutou uma batalha legal com a Apple e, finalmente, foi com uma fonte externa semelhante à Cellebrite. A Apple recusou-se a criar uma falsa atualização de firmware para o telefone que removeu a criptografia do dispositivo.

Quando Masood enviou a mensagem no WhatsApp, ele inconscientemente causou uma potencial reforma da segurança cibernética. A USA Today publicou uma peça intitulada “Os terroristas usam a Dark Web para se esconder”. No artigo, a conexão entre a Deep Web e o terrorismo veio de uma frase cunhada por um ex-diretor do FBI:

“É o surgimento desses segredos secretos e inacessíveis da Internet que preocupam as agências de aplicação da lei, que falaram há vários anos sobre os perigos que representam criminosos e terroristas que agora podem “se esconder nas trevas” usando criptografia forte”.

O autor descreveu o uso do Tor e posteriormente escreveu que “a Deep Web também desempenha um papel fundamental na estratégia global de comunicação dos terroristas”. Ela explicou então que o conceito de querer túnel através da criptografia veio da década de 1990. Essa parece ser a primeira grande notícia centrada em torno da Deep Web e do terror com uma conexão específica com WhatsApp e a Masood.

Um autor de um site de notícias italiano fez todas as perguntas feitas pelos pesquisadores no Reino Unido. O tema subjacente envolveu a radicalização de Youssef Zaghba – o responsável pelo ataque na Ponte de Londres, sem conexões aparentes com a propaganda terrorista. (Sem conexões que poderiam radicalizá-lo, salvo as palestras radicais que assistiu no YouTube). O autor respondeu às perguntas de uma forma que apontou diretamente para uma conexão on-line entre os três homens. E isso levou à conexão na Deep Web.

O termo “Deep Web” dependia da seguinte declaração que seguiu a menção de suas aulas de informática:

“Mas, acima de tudo, suas excelentes habilidades em informáticas lhe permitiram entrar em contato com as páginas da Isis, algumas delas – de acordo com fontes da polícia postal contactadas por [Il Mattino, o site] – através do Tor, software que permite navegar [Deep Web] anonimamente. Os pesquisadores acreditam que Zaghba [usou a Deep Web] para que ele pudesse encontrar contatos na Síria com pessoas conectadas aos líderes do Califato”.

Muitos países e agências investigaram ligações entre o terror e a Deep Web. E se tanto o autor do artigo acima como a fonte da Polícia Postal Italiana estavam corretos, a Itália também se juntou à investigação.

Os grupos extremistas na Deep Web

Muitos são os grupos extremistas que atuam na Surface, o que muda para Deep é o número e a forma como agem. Esses grupos não se limitam apenas a extremistas religiosos, mas também grupos separatistas, xenofóbicos, etc...

Na DeepWeb, os extremistas que disseminam todo tipo de preconceito, na maioria das vezes, optam por fóruns bloqueados, nos quais o usuários passa por diversos testes para entrar. Há crackers atuando junto com esses grupos e pode ter certeza que a sua vida vai ser vasculhada por inteiro antes de você por os olhos no que está escrito em algum desses fóruns.

Existe também os mais amadores. Esses não tem cuidado algum, porém, não deixam de serem violentos. Reúnem membros para marcarem ataques às suas vítimas, mostram imagens dos seus feitos – como, por exemplo, vídeos de grupos atacando judeus nas ruas – , apresentam teses sem pés nem cabeça sobre o porquê o seu preconceito deve ser alimentado, recrutam pessoal e fazem iniciações desses recrutados. Sorte nossa que muitos órgãos policiais ficam de olho nesses camaradas e cada vez mais eles param na cadeia.

Abaixo os amigos e amigas podem conferir dois prints publicados pelo site DeepWebBrasil, de sites da deep web ligados a grupos terroristas.




Fonte: History Channel, Motherboard e DeepWebBrasil

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