12/10/2017

Interpretação de hieróglifo acabou de resolver um mistério de mais de três mil anos


Alguns fatos a respeito de civilizações e antigas culturas, assim como seus idiomas e costumes, acabam se perdendo ao longo da história por diversos motivos, e compreender melhor certos eventos do passado pode realmente ser um desafio para os historiadores e acabam se tornando mistérios bem interessantes. Mas muitas vezes a dedicação dos mesmos atinge os objetivos almejados, como no caso relatado na matéria abaixo.

Uma equipe de arqueólogos suíços e holandeses redescobriu e decifrou uma inscrição hieroglífica na língua luvita, que descreve os acontecimentos no final da Idade do Bronze na região do Mediterrâneo.

Assim, um dos maiores enigmas do passado do Mediterrâneo Oriental pode ser solucionado.

Um longo caminho até a tradução

A inscrição de 29 metros de comprimento, feita em uma pedra de calcário de 35 centímetros de altura, foi encontrada em 1878 na aldeia de Beyköy, aproximadamente 34 quilômetros ao norte de Afyonkarahisar, na Turquia moderna.

É a mais longa inscrição hieroglífica conhecida da Idade do Bronze. No entanto, logo depois que o arqueólogo francês Georges Perrot conseguiu copiar cuidadosamente o conteúdo do calcário, os camponeses locais usaram a pedra como material de construção para a fundação de sua mesquita.

Hieróglifos luvitas só foram decifrados a partir de 1950. Nessa época, uma equipe de especialistas turcos e norte-americanos foi criada para traduzir esta e outras inscrições que, durante o século XIX, abriram caminho para as coleções do Império Otomano.

Em torno de 1985, todos os pesquisadores envolvidos no projeto morreram. Algumas cópias de inscrições luvitas ressurgiram recentemente em propriedade do historiador inglês James Mellaart, cujo filho, Alan, entregou parte do legado ao geoarqueólogo suíço Dr. Eberhard Zangger, após o falecimento de James.

A história

De acordo com Zangger, a inscrição foi encomendada por Kupanta-Kurunta, o Grande Rei de Mira, um Estado da Ásia Ocidental Menor durante o fim da Idade do Bronze.

Depois de reforçar seu reino, pouco antes de 1190 aC, Kupanta-Kurunta ordenou que seus exércitos marchassem para o leste contra os Estados vassalos dos hititas. Após conquistas bem-sucedidas em terra, as forças unidas da Ásia Ocidental Menor também formaram uma frota e invadiram várias cidades costeiras (cujos nomes são dados na inscrição) ao sul e sudeste da Ásia Menor, bem como na Síria e na Palestina.

Quatro grandes príncipes comandaram as forças navais, entre eles Muksus de Trôade, uma região próxima da antiga Tróia. Os luvianos da Ásia Ocidental Menor avançaram até as fronteiras do Egito e chegaram a construir uma fortaleza em Ashkelon, no sul da Palestina.

De acordo com esta inscrição, os luvianos da Ásia Ocidental Menor contribuíram decisivamente para as chamadas invasões dos Povos do Mar e, portanto, para o fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo Oriental.

Publicações

A publicação acadêmica da tradução dessa inscrição com comentários detalhados aparecerá em dezembro deste ano, na revista Proceedings of the Dutch Archaeological and Historical Society.

Um resumo de seu conteúdo também aparece em um livro de autoria de Eberhard Zangger, já lançado na Alemanha sob o título de “Die Luwier und der Trojanische Krieg – Eine Forschungsgeschichte”.

Fonte: Hypescience

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