18/12/2012

A montanha negra


Em meio a uma floresta, cresce em direção ao céu uma enorme massa de rochas escuras no norte da Austrália. Trata-se da Montanha Negra, conhecida pelos aborígines como "Kalkajaka", o lugar mais assustador e enigmático do norte de Queensland, situado a 25 Km ao sul de Cooktown. Os aborígines evitam o lugar, fazendo alusão a antigas, e assustadoras, lendas. Muitas pessoas já foram até o lugar e nunca mais voltaram, como se tivessem sido engolidos pela terra ou pela própria montanha. Pássaros e animais evitam a área e aviões evitar toda a região por conta de suas peculiar de rajadas de ar e distúrbios magnéticos. A montanha é como uma grande pilha irregular de grandes rochas de granito. Ela atinge 430 metros de altura. O lugar é repleto de cavernas e passagens.

Em 1991, uma aeronave do departamento de recursos minerais sobrevoou a montanha negra, nos sentidos Norte-Sul e leste-oeste. Com a ajuda de um magnetômetro de hélio e um espectrômetro, foram realizados testes para a presença de rochas magnéticas e radiação. Os resultados foram negativos.

Lugar assombrado
Conspiracionistas acreditam que o Kalkajaka foi construído por meios artificiais, e que é a ruína de uma antiga civilização, que remonta ao alvorecer do mundo. A montanha seria uma porta para um império subterrâneo, povoada por uma raça extraterrestre de "reptilianos" e um grupo semelhante de escravos humanos, mantida sob controle reptiliano. Os aborígines acreditam que o lugar é o lar de uma imensa serpente, "A serpente do asco-íris". O caminho para o coração da montanha seria guardado pelos espíritos dos mortos, demônios, e cobras venenosas.

A montanha sempre foi uma fonte de terror para os aborígines. Os mesmos preferem manter distância, uma vez que o local é palco de eventos sobrenaturais. É verdade que muitos dos aventureiros que haviam entrado no subsolo, para pesquisar a montanha, não retornaram. Eles simplesmente desapareceram da face da Terra. 

Historiador Hans Looser de Cooktown é um dos que estudam os mistérios da montanha negra. Ele não quis entrar em suas passagens subterrâneas. Ele passou sua carreira reunindo compilações aborígenes, mitos e lendas, notas sobre aqueles que desapareceram misteriosamente, e há relatos de testemunhas oculares.Que confirmam que não estavam lidando com um mero boato. 

Velhos registros policiais e antigos inquéritos desses eventos incompreensíveis, foram perdido há muito tempo, mas Hans guardou artigos antigos a respeito do assunto. Uma delas foi uma entrevista de 70 anos de idade, com o sargento. Mac de Cooktown sobre pessoas que desapareceram no interior da montanha. 

A primeira vítima fatal conhecida, se perdeu no local em 1877, foi um mensageiro chamado Grayner, que estava a cavalo, depois disso ocorreram vários relatos de pessoas e animais que desapareceram no lugar.

Vários anos mais tarde, após um tiroteio com seus perseguidores, um fugitivo criminal, Sugarfoot Jack e dois de seus comparsas se esconderam dentro da montanha. Nenhum deles jamais foi visto novamente.

Após 13 anos, o policial Ryan estava seguindo um homem procurado, os rastros indicavam que o fugitivo havia entrado na montanha. O procurado nunca mais foi visto. Mais recentemente, um comerciante de ouro com o nome de Renn foi adicionado à lista. Durante semanas, os esquadrões da polícia e rastreadores foram pentear toda a área, em vão.

E os misteriosos desaparecimentos não param por aí. Harry Owens, o proprietário do Oakley Creek Station, cavalgou um domingo de manhã para a montanha, procurando pelo gado desgarrado. Quando ele demorou demais para retornar, seu parceiro, George Hawkins, alertou a polícia e, entretanto, saiu para procurá-lo por conta própria. Dois policiais rastreadores nativos entraram em uma das cavernas, seguindo os rastros de um dos dois amigos. Um dos policiais conseguiu sair vivo. No entanto, ele estava tão nervoso com seu encontro com o terror que ele não poderia dar uma explicação clara do que aconteceu. Aparentemente ele enlouqueceu dentro da montanha.

Durante os anos vinte, dois jovens exploradores europeus, decidiram resolver o enigma dos desaparecimentos anteriores. Nem eles, nem dois rastreadores nativos que tentaram encontrá-los foram ouvido de novo.

A última fatalidade ocorreu em 1932. Um empacotador de nome Harry Page desapareceu no local, mas desta vez a polícia o encontrou. Infelizmente, já era tarde demais. Ele estava morto.

A cor peculiar
A montanha negra possui essa coloração, pois é composta de granito cinza claro, mas um filme preto cobre as pedras, e empresta-lhe a aparência peculiar. Depois de períodos de chuva constante, a cor da montanha aprofunda ainda mais. Inicialmente, os geólogos atribuíram a estranha tonalidade preta, a um depósito de uma camada muito fina de óxidos de ferro e manganês, posteriormente disseram que as pedras estariam cobertas por líquen.

O que aconteceu com aqueles que em vários momentos durante os últimos cem anos teriam desaparecido sem deixar vestígios? Seria realmente a montanha negra a entrada para um mundo perdido?

Recentemente um grupo de pesquisadores entrou no lugar, eles relataram que ao chegar no meio da montanha poderiam seguir na direção que quisessem, através de passagens estreitas. A montanha permitiria que eles fossem para baixo, para cima ou para qualquer lado. Seria muito fácil se perder lá dentro, e a morte poderia ser causada por sede, ou por ataque de animal, que porventura habitasse os labirintos rochosos.




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