20/04/2016

A fórmula da vida eterna de Isaac Newton


O físico e matemático britânico Isaac Newton (1643-1727) entrou para a história como "pai da gravidade" por lançar as bases da lei da gravitação universal, inspirado pelo dia em que uma maçã caiu sobre sua cabeça em 1666.

Descobriu-se séculos mais tarde, contudo, seus "estudos ocultos", que mostravam seu interesse por ciências além da física, como cronologia, alquimia, cabala e interpretação de textos bíblicos.

E dada sua boa reputação como inventor, não é de se estranhar que essa revelação, na década de 1930, tenha causado comoção.

A fascinação de Newton abrangia assuntos diversos, e não necessariamente científicos.

Agora, um novo manuscrito veio a público.

E envolve uma fórmula para a imortalidade, escrita à mão por Newton, em que descreve passos do preparo de uma substância "mágica" que converteria metais em ouro e nos faria jovens para sempre.

Tratava-se, na verdade, dos primeiros passos para a criar a chamada pedra filosofal.

Elixir da vida
A pedra filosofal é uma lendária substância da alquimia (química da Idade Média, que buscava o remédio contra todos os males físicos e morais) que conteria os segredos do rejuvenescimento, o elixir da vida e a imortalidade.

Diz a lenda que essa substância poderia ainda transformar metais em ouro ou prata.

A Bíblia e textos budistas e hinduístas mencionam a pedra filosofal, e alquimistas da Idade Média já a buscavam.

E Newton fez suas próprias tentativas no século 17.

Pelo menos é o que revela o manuscrito recém-publicado, que tinha ficado por décadas em uma coleção particular. A Fundação do Patrimônio Químico (CHF, na sigla em inglês), dos EUA, comprou o material em um leilão e fez a divulgação.

No documento, escrito em latim e inglês, o gênio britânico explica a receita do "mercúrio sófico" (ou mercúrio dos filósofos), substância chave no processo alquímico para produzir a famosa pedra filosofal.

Instruções que Newton aparentemente copiou de outro alquimista, o americano George Starkey, após fazer anotações, corrigir e reescrever o texto original.

Juventude eterna
"Esse manuscrito é importante porque ajuda a entender as leituras alquímicas de Newton, principalmente aquelas de seu autor favorito", disse James Voelkel, da Biblioteca de História Química Othmer, nos EUA.

De acordo com Voelkel, o documento também traz provas de outra metodologia de laboratório de Newton.

O físico escreveu mais de um milhão de palavras sobre alquimia em sua vida, e embora essa prática pré-científica não tenha o prestígio internacional da física, é inquestionável que ambas tiveram um papel relevante na vida de Newton.

No fim das contas, a alquimia contribuiu para o desenvolvimento da ciência moderna. E talvez agora a pedra filosofal não interesse tanto, mas continuamos procurando o segredo da juventude eterna.

E Newton, a sua maneira, conseguiu ser imortal.

Fonte: UOL

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4 Comentários
Comentários
4 comentários:
  1. Se alguém puder me informar em que parte da Bíblia é citada a pedra filosofal, por gentileza, me informa. Se for informar o Versículo 22 do Salmo 118 não vale, pois não tem nada a ver.
    A BBC faz umas reportagens muito interessantes - texto original desta postagem - mas reparem que eles nem disponibilizam os comentários para quando escrever coisas como estas não serem desmentidos.

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    1. Há pessoas ligadas ao estudo que interpretam o próprio Jesus Cristo e sua trajetória como uma metáfora da Pedra Filosofal, e a "fé" é interpretada por "ouro". Claro, cada um interpreta da maneira que lhe convém, mas o fato é que a túnica de Jesus era vermelha, e do repouso final no sepulcro, em três dias ascendeu a matéria perfeita. Abraços fraternais :.

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    2. Agradeço sua resposta e se não for pedir muito, lhe peço a gentileza de me informar em que parte da Bíblia cita que a túnica de Jesus era vermelha.
      E vc está totalmente certo em falar que cada um interpreta da maneira que lhe convém, por isso que existem tantas Igrejas e também por isso que citei o Salmo 118 que foi onde começou este blá, blá, blá e foi sendo mudado de acordo com quem escrevia. Mas pelo menos o que aprendi - não posso dar total certeza- é que a lenda ou estória da pedra filosofal surgiu no final da Idade Média. Ela não tem nada a ver com a Bíblia.

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