11/03/2014

A tragédia no estádio Nacional de Lima


Olá amigos e amigas. Nos últimos meses todas as Terças Feiras eu publiquei uma postagem da série "Histórias e Lendas brasileiras", porém essa semana deixarei essa série um pouco de lado. A premissa dessa série de postagens era publicar causos e relatos de histórias ao redor de todo território verde e amarelo, contando com dicas de vocês meus queridos leitores e leitoras. No início tivemos muitas dicas, que geraram ótimas postagens, mas com o passar do tempo o ímpeto da galera acabou diminuindo, mesmo assim acabei dando continuidade às postagens com esse tema. O problema é que quando abordamos um assunto por um tempo muito grande acabamos cansando os leitores e a nós mesmos. Continuarei a trazer textos com essa temática, mas eles não serão mais tão periódicos como estavam sendo.

Como todos sabem esse ano será ano de copa do Mundo no Brasil, para alegria de uns e raiva de outros tantos, portanto aproveito o tema para falar daquela que foi a maior tragédia já ocorrida em um estádio de futebol, "A tragédia no Estádio Nacional de Lima no Peru", que resultou na morte de 318 pessoas e deixou mais de 500 feridos.

No dia 24 de maio de 1964, um domingo pela manhã, mais de 45 mil pessoas torciam pela Seleção do Peru, que enfrentava a Argentina em um jogo válido pelo Torneio Pré-Olímpico de 1964, no Estádio Nacional, em Lima.

Revoltados com a anulação de um gol do Peru no fim do segundo tempo, que faria com que a partida empatasse em 1x1, os torcedores transformaram o estádio em um caldeirão em ebulição. Do meio da irada torcida, um homem invadiu o campo para bater no juiz uruguaio, sendo imediatamente coibido por um policial que lhe deu um chute.

O pontapé desferido pelo homem da lei foi o que faltava para o tumulto se agigantar, grupos de torcedores começaram a quebrar o alambrado do campo, invadindo-o e tentando agredir os jogadores argentinos e o juiz, enquanto os policiais lançavam centenas de bombas de gás lacrimogênio contra a multidão enfurecida.

O pânico se estabeleceu e, enquanto parte da multidão tentava escapar do gás lacrimogêneo fugindo das arquibancadas, a outra tentava subir nelas para fugir das balas e pancadas da polícia. Quando o caos aumentou, a polícia soltou cães amestrados que se atiraram sobre o povo, aumentando a onda de terror. A parcela das pessoas que tentou sair do estádio foi esmagada contra as grades de ferro dos portões trancados ou foi pisoteada na correria em direção à saída.


Antes que os portões arrebentassem com a pressão dos corpos, dezenas de saqueadores roubavam carros no estacionamento. Quando saiu, a multidão foi engrossada por pessoas do lado de fora que ajudaram a incendiar ônibus e automóveis, quebrar vidraças e depredar casas comerciais e fábricas pelas ruas da capital peruana.

Alguns dos mais de 500 feridos com a tragédia lotaram hospitais. Parentes e amigos de torcedores que tinham ido assistir à partida rodaram necrotérios em busca de informações de parentes desaparecidos.

O sensacionalistas jornais brasileiros chegaram a anunciar uma tragédia maior do que de fato ela foi

Quando amanhecer, você já será um de nós...


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2 Comentários
Comentários
2 comentários:
  1. Infelizmente, isso está muito perto de acontecer aqui por vários motivos, entre os principais estão a falta de segurança nos estádios, a violência das torcidas e pelo lado esportivo, a corrupção no sistema de arbitragem; uma coisa leva a outra, e o resultado final são massacres como este ocorrido no Peru !

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