02/06/2014

Frenologia: Estudo da personalidade e de psicopatia pela forma da cabeça


Frenologia é uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo "caroços ou protuberâncias"). Desenvolvido por médico alemão Franz Joseph Gall por volta de 1800, e muito popular no século XIX, está agora desacreditada e classificada como uma pseudociência. A Frenologia contudo recebeu crédito como uma protociência por contribuir com a ciência médica com as ideias de que o cérebro é o órgão da mente e áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções do corpo humano.

Princípios da Frenologia

Seus princípios eram que o cérebro controla diferentes faculdades mentais e o comportamento, cada sentido em particular tem sua representação em uma parte diferente do cérebro. Estas áreas seriam proporcionais a cada indivíduo, dadas as propensões e importância da faculdade mental e personalidade, e o osso sobrejacente do crânio refletiria estas diferenças.


A Frenologia, que foca a personalidade e o caráter, é diferente da craniometria, que é o estudo do tamanho do crânio, peso e forma e Fisionomia, é o estudo das características faciais. No entanto, estes campos de estudo têm tentado reivindicar a suposta capacidade de predizer características ou inteligência. Este assunto também é razão de estudo e controvérsias na antropologia/etnologia e às vezes utilizado "cientificamente" para justificar o racismo. Enquanto no passado alguns princípios da Frenologia foram estabelecidos, atualmente a premissa básica de uma personalidade poder ser determinada em grande parte pelo formato do crânio é considerada como falsa.

A Frenologia como método de estudo para a psicopatia

Como já foi mencionado acima, a frenologia visava predizer características como personalidade através do estudo de características do crânio do indivíduo, logo alguns estudiosos resolveram fazer uso dessa ferramenta de estudo para tentar encontrar pontos em comum entre indivíduos que pudessem sofrer de algum tipo de psicopatia. Ao longo de muitos anos a ciência procura elementos comuns aos psicopatas, como forma de criar algum tipo de método rápido para a identificação de indivíduos que podem ser vitimas de algum tipo de transtorno que poderá vir a se manifestar, tornando esse indivíduo potencialmente perigoso para a sociedade.

Cesare Lombroso  foi um importante estudioso da mente criminosa durante o século XIX, foi um entusiasta da frenologia. Muitos de seus trabalhos envolviam o estudo de cabeças de criminosos executados. Muitos desses crânios se encontram conservados no Museu de Antropologia Criminal Cesare Lombroso, localizado na cidade de Turim, Itália (clique AQUI para conhecer esse bizarro museu).


História da Frenologia

A tentativa de localizar os sentidos ou a personalidade dentro da cabeça remonta ao filósofo Aristóteles da Grécia antiga. No entanto, as primeiras tentativas cientificas de medir o formato de um crânio e tentar estabelecer uma suposta relação com o caráter foram feitas pelo médico alemão Franz Joseph Gall (1758-1828), que é considerado o fundador e pai da Frenologia. Franz Joseph Gall foi um dos primeiros a considerar o cérebro como o lar de todas atividades mentais.

Na apresentação a seu principal trabalho "A Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso em Geral, e do Cérebro em Particular", Franz Joseph Gall faz a seguinte declaração a respeito dos princípios em que ele baseou sua doutrina:
  • Que a moral e os sentidos intelectuais estejam inatos.
  • Que seu exercício ou manifestação depende da organização.
  • Que o cérebro é o órgão de todas as propensões, sentimentos e sentidos.
  • Que o cérebro é composto de muitos órgãos particulares como há propensões, sentimentos e sentidos que diferem essencialmente um do outro.
  • Que a forma da cabeça ou crânio representa a forma do cérebro, e assim reflete o desenvolvimento relativo dos órgãos do cérebro.

Estas declarações podem ser consideradas como as leis básicas que a Frenologia foi construída. Por observação cuidadosa e medidas experimentais extensas, Gall acreditava que tinha encontrado ligações entre os aspectos do caráter, em que chamou de faculdades, como sendo um órgão específico dentro do cérebro. O colaborador mais importante de Gall era Johann Spurzheim (1776-1832), que com êxito disseminou a frenologia no Reino Unido e os Estados Unidos. Spurzheim foi o responsável pela popularização do termo "Frenologia".


No período Vitoriano, a Frenologia frequentemente era vista com seriedade. Muitas personalidades proeminentes tal como o Reverendo Henry Ward Beecher (um colega de faculdade e sócio inicial de Orson Fowler) promoveram a frenologia ativamente como uma maneira fácil de conhecimento, introspecção psicológica e crescimento pessoal. Milhares de pessoas consultavam um frenologista para receberem conselhos em questões como empregados pessoais ou para procurar um marido e casamento.

No entanto, a frenologia foi rejeitada pela academia de mestres; a disciplina foi excluída da Associação Britânica para a Promoção da Ciência. A popularidade de frenologia foi declinando durante o século XIX, com alguns considerando como o campo da astrologia, quiromancia ou meramente uma atração decadente, enquanto outros publicaram livros científicos e diários sobre o assunto.

A Frenologia como ferramenta da Eugenia

A frenologia foi a base para comportamentos sociais visando a Eugenia, a "seleção dos melhores para purificação da raça". A lógica de uma teoria não significa que ela seja real. Um raciocínio gerado sobre premissas falsas é um sofisma. Não havendo prova da premissa de que a forma e as dimensões da cabeça estejam relacionadas a qualquer padrão de comportamento, os críticos da frenologia argumentam que esta é apenas uma argumentação sofismática para comportamentos racistas de certos grupos sociais.


Fonte: Wikipédia

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1 Comentários
Comentários
Um comentário:
  1. VAI AQUI UM RELATO INTERESSANTE SOBRE A EXPERIÊNCIA DE GUILHERME (OU WILLIAN) MILLER COM A FRENOLOGIA:
    "A frenologia era popular na década de 1840. Alegava que o caráter de uma pessoa poderia ser percebido pela forma de sua cabeça e estava bem em voga naquele tempo mandar examinar a cabeça em virtude dessa crença. Em março de 1842, quando Miller estava pregando em Medford, Massachusetts, não distante de Boston, um cristão que havia adotado os pontos de vista adventistas persuadiu Miller a visitar um frenologista amigo seu, esperando sem dúvida, convertê-lo. O frenologista, que não se interessava nem um pouco pelo adventismo, jamais havia visto Miller pessoalmente, e portanto, não o reconheceu.
    "Ah, aqui está uma cabeça bem equilibrada e bem desenvolvida", declerou ele ao correr seus dedos práticos sobre o crânio de Miller. "Vou-lhe dizer, senhor, esse Miller teria dificuldade em converter este homem!" Avançando um passo e olhando para o rosto de Miller, ele acrescentou: "O senhor tem muito bom senso para engolir as baboseiras do tal Miller!"
    O frenologista continuou fazendo uma série de comparações apimentadas entre a cabeça que ele estava examinando e a cabeça de Miller tal como imaginava que fosse. "Oh! como eu gostaria de examinar a cabeça desse Miller", suspirou ele, dirigindo-se aos homens que se assentavam na fileira de cadeiras ao longo da parede. "Eu bem que lhe daria um aperto!" Então, colocando a mão sobre o "lóbulo do fanatismo", ele disse bem humorado: "Aposto qualquer coisa que o velho Guilherme Miller tem um calombo de fanatismo do tamanho de meu punho, em sua cabeça."
    E conforme o frenologista apertava o punho como ilustração do que dizia, os que esperavam em fila, riam-se divertidamente com ele, davam palmadinhas nas pernas, e um apalpava a cabeça do outro, imitando com seus punhos os gestos do doutor.
    O frenologista era o que ria mais alto.
    Com o exama completado, o frenologista indagou polidamente:
    – Cavalheiro, pode me dizer seu nome para que eu o escreva no seu gráfico?
    – Oh! – respondeu Miller com compaixão – meu nome não tem importancia. Deixe-o em branco.
    – Mas, eu realmente gostaria de colocar um nome junto a uma cabeça tão explendida como a sua. Além disso, necessito do nome para meus registros.
    – Muito bem – concordou o examinado relutantemente – pode me chamar de Miller, se preferir.
    – Miller? Miller? – gaguejou o frenologista. – Mas, se me permite, qual é o seu primeiro nome?
    – Chamam-me de Guilherme Miller.
    – O cavalheiro que faz conferências sobre as profecias?
    – O próprio.
    Com isso o frenologista sentouse na cadeira, tremente de perplexidade e consternação."3
    (Conte Isto ao Mundo, págs. 21 a 23) ou pelo link http://www.scribd.com/doc/229471936/Historia-Do-Adventismo
    HILÁRIO... KKKKKKKKKKKK :D

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