22/02/2013

Cine Sinistro 5: Quadrilha de Sádicos (1977)

Olá meus amigos...Hoje, sexta feira, trago a vocês mais uma dica de filme. Porém dessa vez os comentários a respeito do filme serão feitas pelo especialista em filmes DiMarte, dono do blog DiMartizando. Vamos ao filme então...

Título: Quadrilha de Sádicos
Título Original: The Hills Have Eyes
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 89 min.
Ano de Lançamento: 1977
Estúdio/Distrib.: Vanguard
Direção: Wes Craven
Elenco: Susan Lanier (Brenda Carter); Robert Houston (Bobby Carter); Martin Speer (Doug Wood); Dee Wallace (Lynne Wood); Russ Grieve (Big Bob Carter); Virginia Vincent (Ethel Carter); John Steadman (Fred); James Whitworth (Papa Jupiter); Lance Gordon (Mars); Michael Berryman (Pluto); Arthur King (Mercury); Janus Blythe (Ruby); Cordy Clark (Mama); Brenda Marinoff (Katy).

Sinopse:
Durante uma viagem de carro pela Califórnia, a família Carter resolveu pegar um atalho. Foi a sua desgraça. Eles encontraram um grupo de canibais que transformou suas vidas num pesadelo infernal.

Crítica:
Segundo filme de Wes Craven, Quadrilha de Sádicos é um Cult violento e bizarro bem que aparenta em alguns instantes ser um trash, contando com um pequeno elenco e uma dosagem forte de sangue. Não dá para se falar muito da trama porque ela é extremamente limitada, porém explorada até o fim com o melhor da agressividade gratuita disponível na década de setenta, e sem ser um gore. As atuações são básicas, um ou outro ator se destacam mais, como é o caso de Michael Berryman ao encarnar deformado e esquisito Pluto. Resumidamente, é o tipo de filme que tinha tudo para se tornar ruim, mas acabou resultando em algo bom, e se tornou um dos filmes mais populares do diretor.

Quadrilha de Sádicos até tem clichês (um monte, para ser honesto), entretanto, o filme consegue fazer o espectador se desligar um pouco da realidade e ficar preso nessa situação traumatizante e desesperadora paras as vítimas. Quem sente repulsa por filmes violentos instantaneamente não vai gostar, e quem espera um show de carnificina e tripas irá se decepcionar, pois o filme é violento, mas não é um espetáculo de açougue. Para algumas pessoas o filme pode chegar a ser cansativo, é isso é compreensível, afinal, não existem grandes mudanças no decorrer da história. A tensão é mais trabalhada, proporcionando um roteiro simples, porém, eficiente.

Levando ou não as limitações, o filme é marcante e conta com um visual interessante. A trama, como já disse, é um pouco criativa, porém o foco do filme não é uma batalha elaborada para escapar de um grupo psicopata, e sim uma brutal e simples luta pela sobrevivência. Não estou dizendo que todos os personagens sejam tapados, só que o nível de inteligência entre eles é mediana, até mesmo entre os brutais e perigosos habitantes daquela região desértica. Os diálogos são igualmente simples, os personagens são planos, mas mesmo assim você não conseguirá desviar sua atenção do até o desfecho memorável e imperdível de Quadrilha de Sádicos.

Produções assim seguem uma linha diferente de raciocínio, pois em nível técnico o filme é muitas vezes tem que ser relativizado, ou seja, como que as limitações existentes são superadas. Não considero Quadrilha de Sádicos um dos melhores trabalhos de Craven, porém o julgo indispensável para quem se diz gostar de terror. O remake perde toda a verdadeira essência da trama, muito inferior ao original (o que não chega a ser novidade), e por isso eu sugiro que veja esse filme o mais breve possível. Quadrilha de Sádicos pertence á outro nível de cinema e de terror, o independente, mostrando desde o início que Wes Craven é um diretor competente quando está inspirado.

Cenas:


Você ainda tinha dúvida de que o filme é da década de 70?



Curiosos com o filme?


Fonte: DiMartizando

Quando amanhecer, você já será um de nós...
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