14/11/2013

Dogons, o povo das estrelas


Dogon é um povo que habita o Mali e a Burkina Faso. Os dogons do Mali são um povo que vive em uma remota região no interior da África Ocidental - são cerca de 200 mil e a sua maioria vive em aldeias penduradas nas escarpas de Bandiagara, ao leste do Rio Níger. Ainda não podem ser qualificados como "primitivos", pois possuem um estilo de vida muito complexo, e não são excelentes candidatos a possuir conhecimentos científicos. Contudo, possuem um conhecimento muito preciso do sistema estelar de Sirius (incluindo pelo menos uma estrela que ainda não foi identificada pelos astrônomos) e dos seus períodos orbitais. Os sacerdotes Dogons dizem que sabem desses detalhes, que aparentemente são transmitidos oralmente e de forma secreta, séculos antes dos astrônomos.



Esses conhecimentos foram publicados pela primeira vez em 1950, no livro "A Sudanese Sirius System", escrito pelos antropólogos franceses Germaine Dieterlen e Marcel Griaule, que viveram muito tempo com os dogons no final dos anos 1940. Os dois cientistas ganharam a confiança dos sacerdotes até o ponto deles lhe confiarem esses notáveis conhecimentos, muito ligados às suas crenças religiosas.

Dança ritualística do povo Dogon

As crenças do povo Dogon

Entre as crenças do povo Dogon, podemos destacar que eles acreditam fielmente que a humanidade surgiu da estrela Sirius. Suas lendas e tradições transmitem essa ideia desde tempos antigos, e até hoje eles fazem rituais para a estrela.

A estrela foi descoberta oficialmente no século XIX, e somente nos anos de 1970 que os pesquisadores puderam analisá-la melhor. A estrela Sirius B é invisível a olho nu, pois é muito menor que a gigante Sirius A, a estrela mais visível durante a noite.

Comparação entre Sirius A e B
E o povo Dogon sabia com razoável precisão os dados desse sistema binário. Além disso, eles tinham conhecimento das quatro maiores luas de Júpiter: Io, Calisto, Ganimedes e Europa, e sabiam que Saturno possui um sistema de anéis. O povo há tempos também sabia que os planetas do sistema solar orbitam o Sol.


A origem da vida

Para os dogons, toda a criação está vinculada à estrelas que eles chamam de Po Tolo, que significa "estrela semente". Esse nome vem da minúscula semente chamada de "fonio", que em botânica é conhecida como Digitaria exilis. Com a diminuta semente, os dogons referem-se ao inicio de todas as coisas. Segundo os dogons, a criação começou nessa estrela, qualificada pela astronomia como anã branca, e que os astrônomos modernos chamam de Sirius B, a companheira muito menor da brilhante Sirius A, da constelação Cão Maior.

Fonio
Caverna sagrada Dogon
Os dogons sabem que a Po Tolo tem uma enorme densidade, totalmente desproporcional ao seu reduzido tamanho e acreditam que isso deve-se à presença do sagala, um metal extremamente duro e desconhecido na Terra. Continuam descrevendo que as órbitas compartilhadas da Sirius A e da Sirius B formam uma elipse, com a Sirius A, localizada em um dos seus focos.

Os dogons também dizem que a Sirius B demora 50 anos para completar uma órbita em volta da Sirius A, a astronomia moderna estabeleceu que o seu período orbital é de 50,4 anos. Igualmente intrigante é a sua afirmação de que a Sirius B gira em torno do seu próprio eixo e demora um ano terrestre para terminar este movimento. Alguns astrônomos afirmam que isso é possível, enquanto outros discordam dizendo que esse período de rotação é muito longo para uma estrela tão pequena e densa.

Mas, o que é realmente assustador é o conhecimento que dizem ter sobre o terceiro astro do sistema Sirius, descoberto apenas recentemente pelos astrônomos, já que possui um tamanho irrelevante perto dos dois outros astros do sistema, e por isso levou quase meio século para ser descoberto. Os Dogons chamam este terceiro corpo de Emme Ya, ou "Mulher Sorgo" (um cereal) e dizem que é uma estrela pequena com apenas um planeta em sua órbita, ou um grande planeta com um grande satélite. Os modernos intérpretes dessa tradição chamam esta estrela de Sirius C.

Os visitantes Anfíbios

Como um povo que não dispunha de instrumentos óticos poderia conhecer os movimentos e as características da estrela mais brilhante, da sua companheira pouco visível e de um terceiro astro do qual ainda não existem provas cientificas de sua existência?


Acima podemos ver imagens de máscaras confeccionadas pelos Dogons
Os dogons explicam os seus conhecimentos astronômicos do sistema Sirius de uma forma muito simples: seus antepassados os adquiriram de visitantes anfíbios extraterrestres, chamados por eles de "Nommos", provenientes da estrela Po Tolo (Sirius B).

Representação dos Nommos
Contam que os Nommos chegaram pela primeira vez do sistema Sirius em uma nave espacial que girava em grande velocidade quando descia e que fazia um barulho tão forte quanto o rugido do vento. Também dizem que esta máquina voadora rebateu ao aterrissar como se fosse uma pedra pela superfície da água, semeando a terra com "jorros de sangue". Nativos dizem que "jorros de sangue" na língua dogon é semelhante a "escape de foguete", o empuxo invertido usado nos veículos espaciais. Os dogons também falam que pode ser interpretada como "nave mãe" colocada em órbita. Isso não é tão estranho quanto parece: Usando como exemplo a experiência espacial humana, a Apollo 11 ficou em órbita lunar enquanto o módulo descia para fazer a primeira aterrissagem em solo lunar em julho de 1969.

Tudo isso parece ridículo se não fosse pelo paralelismo com as civilizações que apareceram na época das migrações dos antepassados dos dogons. As representações artísticas dos Nommos na forma de réptil assemelham-se ao semideus babilônico Oannes, com rabo de peixe, aos anfíbios dos acadianos conhecidos como Ea. Outra semelhança que pode ser notada relaciona os Nommos ao Deus Sumério Enki, lembrando que os Sumérios possuem uma crença muito forte nos Deuses vindos do espaço (clique aqui e aqui para ler a respeito). Todos esses personagens foram, para seus respectivos adoradores, os pais das suas civilizações.

Representação do Deus Sumério Enki
 Semideus babilônico Oannes
Outra representação de Oannes
Os seus vínculos com as antigas civilizações do Oriente Médio dependem da aceitação da teoria que diz que seus antepassados teriam viajado até o sul, enquanto a afirmação de que os extraterrestres descreveram-lhes o sistema estelar.

Fontes: Mistérios do Mundo, Wikipédia, Thoth3126 

Quando amanhecer, você já será um de nós...
5 Comentários
Comentários
5 comentários:
  1. Nossa... Post incrível...

    Pode até ser que a crença deles possa esta meio equivocada, mas não há provar que esteja errada, já que o conhecimento deles é muito preciso e complexo pra ter vindo apenas de observações a olho nu, caso você tente achar um explicação plausível sem levar as origens dada por eles em consideração...

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    1. Exatamente manolo...por mais que as crenças deles tenham sido, de creta forma, baseadas em informações passadas por culturas mais desenvolvidas, é interessante como essas crenças evoluíram...sobretudo essa "visão" do universo...

      Abraço manolo...

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  2. eles os sumerios como antes mesmo de existir telescópios eles sabiam tudo isso para mim isso pode ser possivel mais se for isso porque eles nao aparecem mais? e se aparecem como os nossos satelites nao percebem as naves deles?

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