22/05/2014

A tragédia de Hillsborough


Hoje o futebol volta a ser tema do blog Noite Sinistra. Nas últimas semanas acompanhamos alguns textos que falavam de tragédias envolvendo o esporte mais popular do mundo, e cujo principal evento será realizado esse ano no Brasil. Também pudemos acompanhar alguns bons exemplos, histórias comoventes e como estádios de futebol já foram usados como arma de governos militares. Hoje falaremos de uma das maiores tragédias ocorridas em um estádio de futebol: A tragédia de Hillsborough.

A "Tragédia de Hillsborough" foi um incidente que ocorreu em 15 de abril de 1989 no Estádio Hillsborough, em Sheffield (Inglaterra) durante o jogo entre Liverpool FC e Nottingham Forest, válido pelas semifinais da Taça da Inglaterra. Durante a partida, 96 torcedores do Liverpool morreram pisoteados e outros 766 ficaram feridos. Foi o maior desastre do futebol inglês e um dos maiores do mundo.


As investigações apontaram que a tragédia não foi causada por ação violenta por parte desses mesmos adeptos. As causas foram a sobrelotação do estádio, bem como o seu péssimo estado de conservação. Além disso, o local não cumpria as normas mínimas de segurança.

A década de fogo do futebol inglês

Na década de 80 o futebol inglês vivia um momento complicado. Os confrontos violentos entre torcidas era extremamente comum. Esse era a época dos hooligans, torcedores ultra violentos. Essa violência desenfreada culminou com a exclusão dos times ingleses dos campeonatos europeus por alguns anos, o que motivou sérias mudanças no futebol daquele pais como um todo, começando pelas estratégias adotadas pela polícia para conter multidões e chegando até as punições aos torcedores envolvidos em brigas.

O desastre

O Estadio Hillsborough era um dos poucos da Inglaterra considerados aptos a receber jogos de grande porte e era um local muito usado para jogos decisivos da Copa da Inglaterra na década de 1980, já tendo hospedado um total de cinco semifinais.


Como é habitual em todos os jogos importantes, o estádio foi dividido entre os torcedores rivais. A polícia optou por colocar os torcedores do Nottingham Forest no setor Spion Kop End do estádio, o qual tinha capacidade para 21000 pessoas. Os torcedores do Liverpool foram colocados na Leppings Lane End, com capacidade para 14600 pessoas, apesar dos torcedores do Liverpool estarem em maior número do que os do Nottinghgam Forest, os torcedores dos Reds acabaram ficando com um setor menor do estádio. O começo do jogo estava marcado para as 3:00 da tarde, com os torcedores aconselhados a tomar suas posições com 15 minutos de antecedência. No dia do jogo, foi comunicado pelo rádio e pela televisão que os torcedores sem ingresso não deveriam comparecer. Entre 2:30 da tarde e 2:40 da tarde, houve um considerável acúmulo de fãs na pequena área fora das entradas com catracas para a Leppings Lane End, todos ansiosos para entrar no estádio rapidamente antes do jogo começar. Os torcedores que tinham sido impedidos de entrar não puderam deixar a área por causa da multidão atrás deles, permanecendo como um obstáculo.


Os torcedores de fora puderam ouvir os aplausos do interior do estádio quando as equipes entraram em campo dez minutos antes do jogo começar, o início não foi adiado, já que alguns dos torcedores estavam dentro. Um portão lateral foi aberto para facilitar a situação. Com um número estimado de 5 000 torcedores tentando passar as catracas, e aumentando as preocupações da possibilidade de um esmagamento no lado de fora dos portões, a polícia, para evitar mortes fora do estádio, abriu um conjunto de portões, originalmente usados como saída, por isso não eram dotados de catracas. O resultado foi um fluxo de milhares de torcedores através de um túnel estreito na parte traseira do campo, e para as já superlotadas duas divisões centrais. As pessoas que estavam a frente desse mar de torcedores estavam sendo pressionadas contra as grades pelo peso da multidão atrás deles. As pessoas que entravam não estavam cientes dos problemas em cima do muro; polícia ou comissários de bordo teriam normalmente ficado na entrada do túnel se as divisões centrais tivessem alcançado a capacidade, e teriam dirigido os torcedores para as divisões ao lado, mas desta vez eles não o fizeram, por razões que nunca foram totalmente explicadas.


Por algum tempo, o problema na parte da frente do compartimento não foi percebido por ninguém, além dos afetados; a atenção da maioria das pessoas foi absorvida pelo jogo, que já tinha começado. Já era 3:06 quando o árbitro, Ray Lewis, após ser avisado pela polícia, parou o jogo durante alguns minutos depois de os torcedores começarem a subir a cerca para escapar do esmagamento. A esta altura, um pequeno portão na grade havia sido arrombado e alguns fãs escaparam por esta via, invadindo o campo, muitos dos quais ensanguentados, outros continuaram a subir durante o cerco, e ainda outros torcedores foram puxados para a perto de outros torcedores no West Stand diretamente acima da Leppings Lane. Finalmente, o muro quebrou sob a pressão das pessoas. Uma avalanche de pessoas despencou. O resultado: 96 torcedores e 766 pessoas feridas.

Fonte: Wikipédia e Revista Placar

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