21/05/2015

A misteriosa cratera de Patomskiy: O ninho da Águia de Fogo


A Rússia é sem dúvida nenhuma um país deslumbrante do ponto de vista dos amantes de mistérios e de lugares curiosos. O gigantesco país é palco de alguns dos mais interessantes mistérios da história da humanidade, assim como de alguns dos casos mais bizarros de avistamentos de alienígenas e seu território possui diversos pontos considerados obscuros e misteriosos. É justamente sobre um lugar misterioso do território russo que abordaremos na postagem de hoje.

Em 1949, Vadim Kolpakov deparou-se com uma estranha forma alegadamente geológica em forma de funil na região de Irkutsk, na Sibéria. Ele não tinha a menor ideia de que a sua descoberta teria trazido a tona um dos mistérios científicos mais controversos do nosso tempo.

Vadim Kolpakov
O geólogo russo viu-se diante de um enorme cone convexo com um monte oco e arredondado em forma de funil ao centro, muito parecido com um ninho de águia, com ovos no seu interior. Essa comparação rendeu ao local o apelido de “Ninho da Águia de Fogo”. De fato se o local for observado a partir de um helicóptero este cone, de 40 metros da altura, se assemelha a um ninho de grandes proporções. Tem um diâmetro de 160 metros, o que ultrapassa a área de um campo de futebol. O cume tem uma superfície lisa. E no centro, como que um ovo gigante, se localiza uma colina de 12 metros.

Mais tarde, a cratera foi batizada com o nome de “Patomskiy”, por causa do rio que corre nas redondezas.

Kolpakov tentou inúmeras vezes retornar ao local a frente de alguma expedição científica, com a finalidade de coletar amostras para que fossem analisadas e estudadas, porém ele nunca conseguiu estudar a fundo o local que ele mesmo havia descoberto.

Outros estudiosos conseguiram, anos mais tarde, realizar algumas expedições ao local, o que permitiu que algumas suposições a respeito da origem do local fossem postuladas. Apenas a partir de 2005 equipes de pesquisadores passaram a visitar o local com grande frequência.

Em primeiro lugar, procurou-se identificar a época de formação. De acordo com os estudos realizados, a cratera formou-se entre 350 e 300 anos atrás: isso significa no final do século XVII. A divisão das áreas da cratera sugere uns processos geológicos ainda ativos, talvez causados por emissões de gases a partir da base da cratera.

A origem da cratera

A origem da cratera Patomskiy tem confundido os cientistas ao longo das décadas, pois apesar das teorias ainda não foi alcançada uma conclusão unânime. Alguns dos pesquisadores acreditam que o "ninho de águia" seja o resultado do impacto dum meteoro, embora nenhum vestígio de material deste tipo tenha sido encontrado para apoiar a teoria.


Além disso, de acordo com os geofísicos do Instituto de São Petersburgo e de Yekaterinburg, as crateras de meteoritos têm uma forma muito diferente.

Segundo outras especulações, a cratera foi provocada por um fragmento do "meteorito" de Tunguska. Mas nunca foi encontrado um meteorito em Tunguska e as datas não coincidem (o episódio de Tunguska é de 1908).

Em 2006 uma explicação passou a ser mais aceita pela comunidade científica internacional. Segundo essa conclusão o local seria um criovulcão, ou seja, vulcão gelado, que teria surgido nas condições do permafrost há 500 anos, na Pequena Idade do Gelo. Dmitri Gladkotchub esclarece as eventuais causas do seu aparecimento.

"O congelamento que durou centenas de anos causou a “meteorização” da superfície. A alteração do clima se seguiu a elevação de temperaturas que fez derreter o gelo no interior. Deste modo, a parte central da colina, sob a ação da força da gravidade, acabou por afundar-se, tendo formado tal estrutura.".


O cientista não exclui a hipótese de a cratera Patomsky continuar em vias e formação. Para confirmar isso, em alguns pontos da elevação foram instalados captadores especiais. Segundo Dmitri Semenov, membro permanente da equipe de pesquisadores que atuam no local, se no próximo ano os cientistas descobrirem mudanças na sua localização, ninguém terá dúvidas de que a cratera esteja "viva". 

"Após a expedição mais recente que se deu há dois anos, recebemos certos materiais e dados a serem precisados. Os geofísicos do Instituto de Mineração dos Urais fizeram ali algumas pesquisas importantes. Agora será necessário deslocar-se àquele sitio para ver até que ponto se alterou a cratera – se continua a afundar-se, se eleva ou se alastra.". Afirma Dmitri Semenov.

A próxima expedição prevê a realização de uma série de novas investigações. Os equipamentos modernos permitem que a cratera seja estudada à profundidade de 1,5 km. Desta maneira, será possível obter dados exatos sobre a sua composição.

Teorias alternativas

Alguns cientistas alternativos e teóricos da conspiração não estão satisfeitos com as teorias mais aceitas pela comunidade científica. Esse grupo segue acreditando que o local foi alvo de algum meteorito, ou até mesmo, de alguma atividade alienígena.


Como foi visto acima, a hipótese de queda de meteorito foi refutada pela comunidade científica, pois nenhum vestígio foi encontrado no local. Os teóricos da conspiração possuem uma explicação para isso: intervenção do governo.

Vadim Kolpakov descobriu o local em 1949, e nunca obteve autorização para retornar ao local. Segundo a linha de pensamento dos teóricos da conspiração, Kolpakov não obteve autorização, pois o governo soviético estava conduzindo estudos no local ao longo dos anos seguintes ao descobrimento do local. Segundo essas teorias, a época em que o objeto foi descoberto coincidia com o período da Guerra Fria, logo o governo soviético tratou de tomar para si a investigação do local, e manter as descobertas sob total sigilo.

Durante essas investigações, qualquer indício de atividade alienígena, ou vestígio de meteorito, teria sido recolhido por agentes do governo para estudos em bases secretas da União Soviética. Alguns teóricos chegam a afirmar que tais elementos poderiam ter sido levados para a base de Kapustin Yar, considerada a “área 51” da Rússia (clique AQUI para ler sobre). Após os militares conduzirem suas investigações, e “limparem” o local, o mesmo foi liberado para os pesquisadores civis.

Segundo os Yakuts (povo nômade da região), os animais evitam o local e muitas pessoas que se aventuraram por lá sentiram um desconforto estranho.

Misteriosamente, o geólogo, e um dos principais pesquisadores do Instituto de Geoquímica SB RAS Evgeniy Vorobievo, membro da expedição realizada em 2005, teve um ataque cardíaco e morreu no caminho para chegar a Patomskiy. A autópsia mostrou um ataque cardíaco fulminante. Com a trágica morte a operação foi abortada.

Mais um dado misterioso

Algumas fontes afirmam que o Ninho da águia de fogo não é radioativa, mas em torno dele há uma anomalia magnética significativa. Existem relatos não oficiais de que isto é causado por um objeto de metal que encontra-se a uma profundidade de 100 a 150 metros (acredita-se que o objeto esteja sendo "ejetado" do solo, e sua profundidade original era de 600 metros).


Se esse tubo metálico realmente existir no local, por que os militares não retiraram ele do solo? A existência deste tubo contradiz a teoria dos conspiracionistas, que afirmam que o governo soviético, por meio dos seus militares, “limpou” a área, mas também contraria a explicação dos cientistas da equipe de Dmitri Gladkotchub, que estão conduzindo estudos no local. E a pergunta mais importante: se o tubo existe, quem colocou ele lá?

Um estudo alternativo

Desde tempos da União Soviética, se estuda a profundidade de penetração de corpos rígidos que voam em altas velocidades no solo. Esse foco de pesquisa foi determinado por ordens de militares que estavam interessados no comportamento dos mísseis balísticos ao bater numa superfície – diz o Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, e chefe do Laboratório de Ondas Dinamicas IPM-RAS Igor Simonov.

O resultado do trabalho do Dr. Simon e seus colegas no laboratório é o artigo “Modelagem matemática e experimental da cratera Patomskiy.”.

A conclusão da pesquisa é que ela foi formada por um objeto cilíndrico pesado e desconhecido que afundou ali. Os modelos matemáticos e simulações mostraram que ao lançar um objeto cilíndrico, a cratera se formava exatamente como a da cratera Patomskiy. O objeto penetrou o solo muito fundo, mas a uma certa profundidade, seu mergulho foi interrompido, e isso se deu antes de atingir a cavidade subterrânea preenchida com gás sob alta pressão, – a existência de tais bolsões de gás na área já era conhecida por geólogos. – Este gás vem agindo e empurrando lentamente o objeto, ou cilindro metálico, para a superfície. A passo que o objeto está “subindo” ele leva consigo rocha moída, o que explicaria o fato da cratera continuar ativa.

Ao ser perguntado a respeito da suposta origem alienígena do objeto, Igor Simonov é direto:

Eu não faço ideia! Eu sou um mecânico e eu não posso discutir de forma adequada sobre a natureza deste elemento. Mas, como a cratera Patomsky é um fenômeno único, é lógico supor que o objeto pode ser também algo de natureza excepcional.

Ao ser perguntado se foi possível determinar o tamanho de um objeto, ele disse que de acordo com os cálculos, afigurou-se a dimensão de 6 a 16 metros, e um diâmetro do cilindro de cerca de três metros. Maior precisão na medida estimada do objeto envolveria compreender dados que não existem, como a velocidade de impacto.


O cientista também nos diz algo curioso: É certo que não houve explosão. Segundo ele, isso ficou evidenciado pela forma da cratera. Não há pedaços de rocha espalhadas aleatoriamente ao longo de um vasto território.

Curiosamente, a profundidade do cilindro misterioso, calculada pela equipe do Dr. Simonov do Instituto de Problemas em Mecânica, da Academia Russa de Ciências, é consistente com as conclusões dos membros da expedição até a cratera em 2006:

O Professor da Universidade Técnica Estadual Irkutsk, Doutor em Geologia e Mineralogia Alexander Dmitriev. Informou que os resultados da pesquisa de magnetometria da cratera apontaram a profundidade de 150 metros para o objeto anômalo. Sessa forma, dois estudos independentes apontam resultados semelhantes. Posteriormente o PhD Igor Yermolayev do Instituto de Mecânica, da Universidade Estadual de Moscou realizou outra série de experimentos, e provou que o objeto em queda poderia não ser um o cilindro, mas os dois corpos, colidindo um após o outro, voando a uma velocidade de mais de 6,5 km/s.


Isso deixa tudo ainda mais estranho, já que não parece ser o caso de um meteorito. Quem explica é o próprio Igor:

Dois meteoritos não podem voar um após o outro, chegando a um só ponto! Mesmo que o corpo sofra uma grande divisão no ar, em seguida, cada pedaço voa em direções diferentes …

Ao que parece, os mistérios que surgem na Taiga siberiana não devem acabar tão cedo.


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