08/05/2015

Exploradores afirmam ter encontrado tesouro pirata nas águas de Madagascar


Uma equipe de exploradores americanos dirigida pelo arqueólogo Barry Clifford recuperou nesta quinta-feira, perto da costa da ilha de Sainte-Marie, no nordeste de Madagascar, o que pode ser uma peça do tesouro naufragado de um famoso pirata escocês do século XII, William Kidd.

Foi o próprio Barry Clifford quem levou à superfície uma barra de prata de 50 quilos, entregando-a ao presidente malgaxe Hery Rajaonarimampianina, que acompanhou o acontecimento junto a membros de seu governo e aos embaixadores de Estados Unidos e Grã-Bretanha. "Para mim, é a prova irrefutável de que temos diante de nós o tesouro do (barco) Adventure Galley do Capitão William Kidd", indicou o arqueólogo independente John de Bry, que chegou para ajudar a equipe de exploradores.

Exploradores afirmam ter encontrado tesouro pirata nas águas de Madagascar
Clifford liderou a equipe de mergulhadores que encontrou o suposto tesouro
"Descobrimos treze navios na baía dos piratas (da ilha Santa María) e trabalhamos em dois deles durante dez semanas: o Fire Dragon e o navio do capitão Kidd, o Adventure Galley", declarou Clifford nesta quinta-feira (07-05-15) à imprensa.

Agora, a barra de prata está sob a custódia de soldados na ilha de Sainte Marie.


O repórter da BBC Martin Volgt acompanhou a cerimônia e relata que a descoberta gerou grande entusiasmo em Madagascar.

"A equipe do explorador Barry Clifford não tem dúvidas de que o tesouro é genuíno", diz Volgt.


Clifford e seus mergulhadores acreditam que a barra de prata data do século 17 e foi forjada na Bolívia. Já o navio onde ela se encontrava teria sido fabricado na Inglaterra.

No entanto, afirma Volgt, ainda existe um ceticismo em torno da legitimidade do tesouro e provavelmente haverá pedidos para que isto seja provado.


Uma alternativa seria retirar amostras da madeira do navio para checar se de fato ele veio da Inglaterra.

O Capitão Kidd

William Kidd, conhecido como Capitão Kidd, nasceu em Greenock, na Escócia, em 22 de janeiro de 1645, e morreu enforcado em Londres em 1701. Ele foi executado em 1701 por pirataria depois de retornar de uma viagem pelo oceano Índico. Ele havia sido designado pela Coroa britânica para combater a pirataria e capturar navios franceses inimigos.


Em 1698, Kidd saqueou um navio armênio, o Quedagh Merchante, que aparentemente navegava sob a proteção da França. Mas o capitão da embarcação era um inglês, e Kidd foi executado em Londres em 1701.

O Quedagh Merchant carregava tecidos, ouro e prata quando foi atacado.

Acredita-se que grande parte de sua carga pertencia à Companhia Britânica das Índias Orientais.

Além da acusação de pirataria, o capitão Kidd foi sentenciado à morte por assassinar um dos seus tripulantes durante uma briga em 1697.


Durante sua execução, a primeira corda colocada em seu pescoço arrebentou. Houve ainda uma segunda tentativa, quando a corda arrebentou novamente.

Kidd só morreu na terceira tentativa. Seu corpo foi coberto por piche e pendurado por correntes sobre o rio Tâmisa para servir de alerta para os interessados em entrar na pirataria.

A lenda dá conta que Kidd escondeu boa parte de seus saques, o que levou a inúmeras caças ao tesouro e inspirou o autor Robert Louis Stevenson a escrever A Ilha do Tesouro (1883), um dos clássicos da literatura infanto-juvenil.

O capitão Kidd também é mencionado em "O escaravelho Dourado" de Edgar Allan Poe.

Fontes: BBC e Correio do Povo

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