08/04/2015

Lendária cidade perdida descoberta na selva de Honduras


Uma expedição de cientistas e arqueólogos descobriu as ruínas de uma cidade pertencente a uma antiga civilização desconhecida em uma parte da selva hondurenha, descrita como a área mais intacta de floresta tropical na América Central.

Depois de séculos de crença popular que disseminava a ideia de um El Dorado perdido repleto de riquezas incalculáveis nas profundezas da floresta tropical de Honduras, uma equipe de arqueólogos, engenheiros, e antropólogos afirmam ter encontrado o local lendário da Cidade do Deus Macaco ou A Cidade Branca, na qual as pessoas adoravam a um deus macaco e de onde os visitantes nunca retornavam.

A misteriosa civilização

Como já foi dito acima, a cidade do Deus Macaco, era tida apenas como mais uma lenda do folclore local, assim como o possível grupo de pessoas que habitou a cidade. A descoberta das ruínas da cidade trazem a tona não apenas uma cidade perdida, mas também uma civilização igualmente perdida, que teria florescido a cerca de 2 mil anos atrás, e que simplesmente, e misteriosamente, deixou de existir.

Em contraste com a vizinha civilização Maia, essa cultura perdida tem sido pouco estudada e permanece praticamente como uma incógnita no meio acadêmico. Os arqueólogos não têm sequer um nome para essa civilização.

A descoberta da cidade pode jogar alguma luz em relação a esse povo.

A descoberta da lendária cidade

Primeiramente noticiada pela National Geographic, que mandou um fotógrafo e um repórter para acompanhar os cientistas em uma jornada pela selva, a expedição tem sido aclamada como um marco cultural e ecológico.

Tropas hondurenhas conduziram o comboio até uma cidade que serviu de base para helicópteros transportando membros da expedição para um local na floresta tropical de La Mosquitia, onde eles examinaram ruínas de uma antiga cidade.
Christopher Fisher, um arqueólogo mesoamericano da equipe da Universidade Estadual do Colorado, disse que a condição primitiva, e intocada do local era "incrivelmente raro." A cidade teria ainda uma enorme pirâmide, onde eram realizados rituais religiosos.

Christopher Fisher
O objeto mais impressionante que emerge da terra é a cabeça de pedra do que Fisher especula poder ser "um jaguar-homem", descrevendo possivelmente um xamã numa forma transformada, um estado espírito. Como alternativa, o artefato pode estar relacionado a jogos de bola ritualizados que eram uma característica da vida pré-colombiana na Mesoamérica.

"A figura parece estar usando um capacete", disse Fisher. Membro da equipe de Oscar Neil Cruz, arqueólogo-chefe do Instituto Hondurenho de Antropologia e História (IHAH), acredita que os artefatos datam de 1000 a 1400 AD.

Tudo isto dito, os cientistas encontraram e documentaram 52 objetos que acreditam ser datados de 1000 a 1400 d.C, "surgindo da terra", o que inclui cadeiras para cerimoniais, vasos esculpidos com refinamento e decorados com serpentes, e a cabeça de uma esfinge de um jaguar-homem.


Os itens foram deixados sem escavação e simplesmente documentados. O local tem sido mantido em segredo para protegê-lo de possíveis saqueadores em busca dos tesouros em ouro e pedras preciosas mencionados nas lendas a respeito da cidade.

Diferente dos filmes, nos quais heróis fanfarrões que usam chapéus se deparam com cidades escondidas com trilha sonora para marcar o climax, Fisher afirma que o seu momento revelador foi bem menos dramático e aconteceu no laboratório em 2012, enquanto analisava imagens enviadas de um scaner a laser de última geração chamado LIDAR.

O LIDAR é responsável pela detecção e localização a laser e pode mapear o solo, mesmo em florestas densas.

Depois de digitalizar as imagens, Fisher detectou evidências de uma terra que havia sido modificada por homens e de assentamento, tais como possíveis canais de irrigação e rotas.

Fischer também relata que a área provavelmente teria sido uma coleção de diversas "cidades perdidas" ou assentamentos, em vez de uma única antiga sociedade.

Até agora, para evitar possíveis roubos, os cientistas estão mantendo o localização exata em segredo. Mas o local também precisa ser mantido em segredo por sua significação ecológica, afirmou Fisher.

"Agora que a descobrimos, é nossa responsabilidade preservá-la."

Histórias sobre a mítica cidade Branca

As ruínas foram identificadas pela primeira vez em maio de 2012, durante um levantamento aéreo de um vale remoto em La Mosquitia, uma vasta região de pântanos, rios e montanhas que contêm alguns dos últimos lugares cientificamente inexploradas do planeta.


Por cem anos, exploradores e garimpeiros transmitiram uns aos outros as lendas sobre as muralhas brancas de uma cidade perdida vislumbrada acima da folhagem da selva. Histórias indígenas falam de uma "casa branca" ou um "lugar de cacau", onde os índios se refugiaram para fugir de conquistadores espanhóis. Porém, segundo as lendas, ninguém jamais retornou de tal lugar.

Desde 1920 várias expedições haviam procurado a Cidade Branca, ou Ciudad Blanca. O explorador excêntrico Theodore Morde foi o mais famoso deles, em 1940, sob a égide do Museu do Índio Americano (agora parte da Smithsonian Institution).

Theodore Morde
Representação feita para a Cidade do Deus Macaco
Morde retornou de La Mosquitia com milhares de artefatos, alegando ter entrado na cidade. Segundo Morde, os indígenas de lá disseram que na cidade existia uma estátua gigante de um deus macaco, que estava enterrada. Ele se recusou a divulgar o local por medo de que o site fosse roubado. Mais tarde, ele cometeu suicídio e a localização da tal cidade que ele encontrou na selva de La Mosquitia acabou se perdendo.

Desmatamento na região pode por em risco a integridade do sitio arqueológico e outros possíveis sítios na região.

Uma rápida reflexão

É interessante que os pesquisadores encontraram restos dessa cidade em uma região que, segundo as lendas, era o lar de uma cidade perdida. Nesse caso, uma parte da lenda tinha seu fundo de verdade. Isso não significa que tudo quanto é lenda a respeito de cidades perdidas e tesouros perdidos sejam verdadeiras, mas fica a ressalva para que se pense duas vezes antes de ridicularizar pesquisadores que investigam as lendas em busca de descobertas arqueológicas. Penso o quanto devem estar contrariadas as pessoas que julgavam estúpidas as lendas a respeito da cidade perdida de La Mosquitia.

Fontes: MSN e National Geographic

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2 Comentários
Comentários
2 comentários:
  1. Parabéns Adm, disse tudo e mais um pouco em sua reflexão!

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  2. sou leitor desse blog a algum tempo, e já vi várias matérias aqui a respeito de lendas que falam de cidades perdidas no Brasil, como as descritas no Manuscritos 512. seria interessante se pelo menos uma dessas muitas lendas fosse verdade, como no caso da matéria acima. imagina que bacana. também concordo com o que voce escreveu na reflexão. por mais maluca que seja uma lenda, muitas vezes ela representa a crença de um povo, e por isso dese ser, no mínimo, respeitada.

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