27/11/2013

Sambaquis, as milenares pirâmides do Brasil


Aos poucos, o Brasil se dá conta de que sua história começou muito antes de 1500. Um povo pouco conhecido dos arqueólogos descobriu o litoral pelo menos cinco mil anos antes de Pedro Álvares Cabral. Seu maior legado são os sambaquis, monumentos feitos de conchas cuja grandeza e finalidade, enterrar os mortos, lembram as pirâmides construídas por outros povos antigos. Os enormes amontoados de cascas de moluscos e ossos de animais marinhos desafiam a imaginação dos cientistas há mais de 100 anos, mas só na última década começaram a fornecer indícios de como viviam os primeiros habitantes do litoral brasileiro.

Há atualmente mais de 900 sambaquis na faixa que vai do Amapá até o Rio Grande do Sul, com exceção dos Estados do Nordeste. Os mais antigos têm cerca de cinco mil anos, portanto muito mais antigos que as pirâmides egípcias e as pirâmides Maias, mas a prática de amontoar restos de moluscos pode ter começado há nove mil anos. “Os sambaquis mais antigos foram destruídos pela alteração no nível do mar”, afirma Paulo De Blasis, arqueólogo da Universidade de São Paulo e uma das autoridades no assunto. O recuo do mar explica por que alguns exemplares são encontrados até 90 quilômetros distante da costa.


Há exemplares de sambaquis em Santa Catarina com 22 metros de altura e 600 metros de comprimento , alguns chegam a 80 metros de altura. Elas ajudam a conservar material orgânico enterrado, o que explica o achado de milhares de restos mortais. Em apenas um sambaqui, na cidade de Jaguaruna, em Santa Catarina, foram identificadas 43 mil ossadas humanas.



As escavações demonstraram que os nativos viviam basicamente da pesca e moravam em cabanas circulares feitas de madeira e palha erguidas sobre os montes de conchas. Estudiosos dos hábitos de vida desse povo supõem que os nativos dominavam a navegação, uma vez que usavam ossos de tubarão e baleia nas construções. Os utensílios esculpidos em osso e pedra sugerem que os construtores dos sambaquis usavam fibras naturais para tecer, manuseavam artefatos de madeira, produziam redes de pesca e anzóis. Os mortos eram enterrados em posição fetal junto de seus adornos – colares, lâminas de machado e zoolitos, esculturas de pedra polida em forma de animais como peixes e golfinhos.


O fim desse povo é cercado de mistérios. Mil anos antes da nau de Cabral aportar na Bahia, já não se construíam mais sambaquis por aqui. Pesquisadores acreditam que os sambaquieiros foram exterminados por tupis e outros povos indígenas – ou dominados e aculturados por eles. No velho estilo de ocupação das terras brasileiras.


Até o início desse século a maioria tinha dos Sambaquis haviam sobrevivido ao tempo, mas entre os anos vinte e sessenta foram utilizadas como fonte de matéria-prima para construção de estradas, o que acabou por destruir uma importante parte do grande quebra cabeça que é a história brasileira.


Fontes: Revista IstoÉ, Pequena Dúvida e Piramidal

2 Comentários
Comentários
2 comentários:
  1. Aqui onde eu moro em Arraial do Cabo existe alguns gigantes e muito mas muito antigos mesmo ...

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    1. Legal manolo...se algum dia vc quiser enviar algumas imagens a respeito, eu adoraria publicar...

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