06/01/2014

Método de execução: Esquartejamento


Esquartejamento é o ato que consiste em cortar um corpo em diversas partes. Ao longo da história, esse foi um método de execução ou punição aplicado por diversos meios, em especial ao regicídio, sendo também utilizado por assassinos, o período de maior utilização desse cruel método foi a Idade Média. Esse método em muito se parece, e algumas vezes até se confunde, com o método Desmembramento (clique aqui para conferir), a principal diferença é que no esquartejamento, cada membro amputado do apenado é cortado individualmente, enquanto que no desmembramento, os quatro membros costumam ser arrancados simultaneamente. Muitas vezes ambos os métodos foram usados juntos, sendo que nesse caso o esquartejamento teria um caráter mais de tortura.

Além de usado como método de execução, o esquartejamento foi usado como método de tortura. Muitas vezes esse processo foi realizado na vítima, depois que esse estivesse morto, o objetivo era justamente fracionar o corpo, que normalmente seria levado a diferentes lugares como forma de mostrar a população o que aconteceria com traidores, bandidos, revoltosos, etc... O método em si, consistia em cortar, as vezes lentamente, partes do corpo, como dedos, mãos, pés...torturando a vítima, que muitas vezes morria por hemorragia. Porém o que acontecia normalmente era que a vítima tinha braços e pernas amputadas, sofrendo terríveis dores. Se o executado resistisse a esse processo, ele seria então decapitado.

Esquartejamentos após a morte

Usada em Portugal desde a Idade Média, essa forma de execução popularizou-se na Inquisição e foi aplicada sempre que houve motivo, do ponto de vista da coroa.

Mascarenhas Barreto, na sua História da polícia em Portugal, refere a instauração pelo marquês de Pombal da tortura de esquartejamento, exemplificada na sentença: "(..) ali, vivo, lhe sejam cortadas as mãos e que, depois, seja tirado e desmembrado por 4 cavalos, sendo o seu corpo feito em pedaços".

Em 1792 teve lugar em Minas Gerais a execução de Tiradentes, um dos conjurados de 1789 na luta pela Independência do Brasil. O suplício teve lugar no campo de São Domingos, da cidade do Rio de Janeiro, sendo primeiro enforcado e depois esquartejado, conforme a certidão da época.


Na Inglaterra Willian Wallace foi estrangulado até ficar quase inconsciente, e então, amarrado a uma mesa, estripado, e suas entranhas, queimadas, ainda presas a ele. Provavelmente foi também castrado e, então finalmente, foi libertado do seu sofrimento inimaginável, pela decapitação. Seu corpo foi esquartejado, e os pedaços, enviados para Newcastle upon Tyne, Berwick, Perth e Stirling. Sua cabeça foi colocada em um pique na Ponte de Londres, de modo que todos a vissem, como advertência para outros possíveis "traidores".

Muitos casos de desmembramento após a morte aconteceram durante o período da ditadura militar no Brasil, como forma de facilitar a ocultação do cadáver. Esse prática foi e ainda é muito utilizada por assassinos em série (clique aqui para conhecer um desses casos) e volta e meia o método ganha as manchetes, como no caso do empresário Marcos Matsunaga.

Casos de mortes por esquartejamento

Henrique VIII de Inglaterra, no Palácio de Westminster durante a conspiração da pólvora esquartejou católicos romanos, que colocaram explosivos debaixo do palácio e pretendiam detoná-los durante o Estado de Parlamento Aberto, foram descoberto e os conspiradores foram mais tarde julgados, por Alta Traição, no Westminster Hall.

Francisco de Valois, delfim da França, delfim da França e duque da Bretanha após uma partida de tênis, pediu um copo d'água, o que lhe foi trazido por seu secretário, o Conde Montecuccoli. Depois de bebê-lo, Francisco adoeceu e morreu dias depois. (Montecuccoli, que fora trazido à corte por Catarina de Médici, foi acusado de ter sido pago por Carlos V, e quando seus aposentos foram vasculhados, um livro sobre tipos diferentes de veneno, foi encontrado). Sob tortura, Montecuccoli confessou o envenenamento do Delfim. Ele foi condenado ao esquartejamento, a punição tradicional para regicídio.

Na Tanzânia, uma criança albina foi esquartejada por praticantes de rituais macabros, tendo sido partes do seu corpo vendidas para esses rituais, por acreditarem que albinos eram de alguma forma, especiais para o ato. Números indicam que, desde 2006, pelo menos 75 albinos foram esquartejados naquele país, entre eles um bebê de sete meses (clique aqui para conhecer melhor esse problema).

Representação, onde Índios esquartejam vítima para posterior canibalização
Quando amanhecer, você já será um de nós...
1 Comentários
Comentários
Um comentário:
  1. É um método muito usado por assassinos, eles tem adoração por esse método de execução.

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