19/06/2015

Ataque a igreja deixa 9 mortos nos EUA


Nove pessoas morreram em um tiroteio em uma igreja histórica em Charleston, no estado norte-americano da Carolina do Sul, segundo as autoridades. O ataque teria ocorrido por volta de 21h (22h em Brasília) do dia 17-06-15, durante um culto.

Um ataque movido por ódio racial

O chefe da polícia da cidade, Gregory Mullen, disse que oito das vítimas foram mortas dentro da Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel. A nona vítima morreu pouco depois. Segundo ele, o crime teria sido motivado por ódio racial. As vítimas seriam seis mulheres e três homens.

De acordo com o chefe de polícia Greg Mullen, o suspeito participou da reunião na igreja na noite de do dia 17 e ficou no local por quase uma hora antes de matar o grupo. A polícia divulgou fotos do suspeito retiradas de vídeos de vigilância.

Logo após o ocorrido a polícia de Charleston informou no Twitter que persegue um suspeito branco, com cerca de 21 anos, de porte atlético, que estaria vestindo moleton cinza, calça jeans e botas.

Os canais de televisão também mostraram um jovem que corresponde a descrição do suspeito sendo algemado e levado por dois policiais, mas as autoridades alertaram que continuam em busca do atirador.

Além do Departamento de Polícia de Charleston, o FBI também participa das investigações. Helicópteros também sobrevoam a área na busca pelo suspeito.


"Esta é uma tragédia indescritível e comovente nesta igreja histórica", afirmou o prefeito de Charleston, Joe Riley, ao Courier jornal.

Um grupo de pessoas fizeram uma oração próximo a igreja. "Nós queremos respostas reais agora," pediu um dos sobreviventes.

Segundo o relato de alguns membros da igreja que sobreviveram ao ataque, o atirador teria se levantado no meio da cerimônia religiosa e antes de começar a atira ele teria dito que estava lá "para atirar em negros".

Segundo a rede “NBC”, um senador democrata estaria entre as vítimas. O reverendo Al Sharpton, líder de direitos civis em Nova York, tuitou que o senador Clementa C. Pinckney morreu no ataque.

A afiliada da "CNN" na região disse que Elder James Johnson, presidente da organização de direitos civis National Action Network na região, confirmou a morte do senador. O jornal “The New York Times” informou que Pinckney é reverendo no templo, mas não soube precisar se ele estava no local no momento do ataque. As informações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.

Após o ataque, uma ameaça de bomba chegou à polícia local, que isolou o quarteirão onde está localizada a igreja.

Igreja histórica

A Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel foi construída em 1819 e é uma das mais antigas dos Estados Unidos. Um dos fundadores foi Dinamarca Vesey, líder de uma revolta de escravos em 1822. Todas as noites de quarta-feira há um estudo bíblico no local.

Prisão de um suspeito

Poucas horas após o ataque contra A Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, a polícia confirmou que havia prendido um suspeito de ser o autor do ataque.


Dylan Storm Roof, de 21 anos, foi detido em Selby, Carolina do Norte, cerca de 13 horas após o tiroteio em Charleston. A polícia disse que o atirador estava assistindo à reunião da igreja horas antes de abrir fogo contra eles. As autoridades federais investigam o caso como crime de ódio.


A polícia dos EUA havia divulgado o nome do jovem após ter acesso as imagens do circuito de segurança da igreja.

Nas imagens é possível ver também o veículo que o homem usou para fugir.


A polícia já estava à procura de mais informações que levassem ao paradeiro de Roof. A foto dele na mídia social mostra o jovem usando uma jaqueta com o que parecem ser as bandeiras da época do apartheid na África do Sul e na vizinha Rodésia, uma ex-colônia britânica que foi governado por uma minoria branca até se tornar independente em 1980 e mudar seu nome para Zimbábue.


Tensão racial

O crime representa um novo golpe para a comunidade afro-americana nos Estados Unidos, que nos últimos meses foi vítima de crimes aparentemente motivados por racismo, em particular homicídios cometidos por policiais brancos contra homens negros desarmados.

Este foi o caso de Ferguson em 2014 e o de Baltimore há algumas semanas, além de vários crimes similares ao cometido em Charleston que provocaram uma grande tensão racial no país.


Após o tiroteio em Charleston, a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, fez um apelo aos moradores. "Minha família e eu oramos pelas vítimas e os parentes afetados pela tragédia sem sentido desta noite" na igreja, disse a governadora.

"Enquanto ainda ignoramos os detalhes, sabemos que jamais entenderemos o que motiva uma pessoa a entrar em um dos nossos locais de oração e tirar a vida de outros."

Jeb Bush, pré-candidato republicano à Casa Branca nas eleições de 2016, que deve participar de um comício em Charlotte, na Carolina do Norte, escreveu no Twitter que "nossos pensamentos e orações estão com os indivíduos e famílias afetadas pelos trágicos fatos de Charleston."

A pré-candidata democrata Hillary Clinton, que participou na quarta-feira de um ato eleitoral na cidade, escreveu no Twitter: "Notícias terríveis de Charleston. Meus pensamentos e minhas orações estão com vocês".

Mike Huckabee, outro republicano que sonha com a candidatura à Casa Branca, também expressou pêsames.

Fontes: Último Minuto e G1

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