15/08/2014

Chacina de Doverlândia - GO


Faz um tempo considerável que todas as sextas feiras o blog Noite Sinistra trás aos amigos e amigas um texto falando de alguma tragédia ou crime violento. Hoje falaremos de uma chacina que aconteceu no Brasil, mas bem que poderia ser o roteiro de um filme de terror dos anos 80, onde um assassino ataca um grupo de pessoas em um lugar remoto. Venha comigo conhecer um pouco mais da Chacina de Doverlândia, no interior do estado de Goiás.


O Crime

O dia 28 de abril de 2012 ficou marcado por colocar a pequena cidade de Doverlândia, no sudoeste de Goiás, a cerca de 400 Km de Goiânia, nas páginas policiais graças a um terrível massacre. Já era noite quando os policiais da cidade receberam o pedido de socorro vindo da fazenda de Lázaro Oliveira Costa de 57 anos de idade. Lázaro era figura muito conhecida em toda a região. Ao atender o chamado, os policiais encontraram na fazenda Nossa Senhora Aparecida, que fica a 43 quilômetros da cede da cidade goiana, um cenário digno de filme de terror.


No local foram encontrados 7 pessoas mortas, todas degoladas. Os corpos de cinco  das vítimas foram encontrados espalhados pela fazenda, e mais dois corpos foram encontrados dentro da casa sede.

Fonte: O Aprendiz Verde
Fonte: O Aprendiz Verde
Corpos de Lázaro de Oliveira Costa e Leopoldo Rocha Costa (Fonte: O Aprendiz Verde)
Segundo a Polícia Militar, as primeiras vítimas foram Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda, e seu filho, Leopoldo Rocha Costa, 22. Eles foram assassinados dentro da sede e os corpos colocados no banheiro. A porta da casa estava trancada e, aparentemente, nada foi roubado. No momento do crime, a esposa de Lázaro estava ausente, em um retiro religioso.

Lázaro de Oliveira Costa e seu filho, Leopoldo Rocha Costa
Por volta das 18 horas, Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, foi visitar Lázaro em sua casa junto com a esposa, Miracy Alves de Oliveira, 65, o filho Adriano Alves Carneiro, 22, e a nora, Tames Marques Mendes da Silva, 24. Eles seguiam em um Fiat Uno e Adriano ficou no meio do caminho para conversar com Heli Francisco da Silva, 43 anos, vaqueiro da fazenda de Lázaro. Joaquim, Miracy e Tames foram mortos, retirados do carro e deixados em um pasto a poucos metros da casa onde já estavam os corpos de Lázaro e Leopoldo. A polícia acredita que Adriano e Heli foram assassinados em seguida, quando caminhavam em direção à sede da fazenda. Antes de ser morta, Tames teria sido estuprada e teve a capeça praticamente decepada.

Tames Marques Mendes da Silva e Adriano Alves Carneiro

A Testemunha

A única testemunha é o filho de 14 anos do vaqueiro Heli da Silva, que também foi morto na chacina. Ele seguia com Adriano e Heli para a casa de Lázaro quando retornou para separar dois cavalos que estavam brigando.

Quando separava os cavalos, o adolescente ouviu gritos e foi até a casa do cunhado de Lázaro, que mora perto da fazenda. De volta a sede da propriedade, eles viram os corpos de Lázaro e Leopoldo pela basculante do banheiro e avisaram à polícia por volta das 21h30. Joaquim, Miracy, Tames, Adriano e Heli foram encontrados às 5 horas da manhã do dia seguinte.

Suspeito do crime

O principal suspeito do crime era um jovem de 22 anos, Aparecido de Sousa Alves. Aparecido Souza Alves falou sobre a chacina em uma entrevista à TV Anhanguera na ocasião do crime. Ele confirmou ter matado sete pessoas para pegar um dinheiro que estaria na propriedade: "No momento, só pensei no dinheiro. Fui totalmente estúpido".



Queda do helicóptero

O trabalho para reconstituir a chacina mobilizou uma verdadeira força-tarefa. Delegados e agentes de Goiânia foram ao município para ajudar no trabalho da perícia, mas a tragédia que já havia ganhado grande repercussão ficou ainda maior. No dia 8 de maio de 2012, após a reconstituição, o helicóptero da Polícia Civil caiu em uma fazenda na cidade de Piranhas, quando retornava para Goiânia. Cinco delegados, dois peritos e o suspeito do crime morreram na queda.

Aparecido de Sousa Alves entrando no helicóptero pouco antes do mesmo cair
As vítimas do trágico acidente são: o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; os delegados Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Melati Júnior, Jorge Moreira da Silva e Vinícius Batista da Silva; os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.


Uma premonição macabra

A reconstituição do crime ocorreu sem maiores problemas, até porque o suspeito da chacina já havia confessado o crime e estava cooperando com as investigações da polícia. Ao irem embora, o Delegado Antônio Gonçalves Pereira chegou a brincar com uma repórter:

“Hoje você vai fazer uma segunda matéria, porque esse helicóptero vai cair. Essa vai ser a manchete.”

Nenhum dos 8 ocupantes do helicóptero sobreviveu a queda. O único corpo identificado sem a necessidade de análises de DNA, foi o do delegado Vinícius Batista da Silva que, possivelmente, foi arremessado para fora do helicóptero quando este entrou em parafuso e caiu.


Conclusão do inquérito

Em janeiro de 2013, a polícia concluiu o inquérito que investigava as causas da chacina. Para a polícia, o assassino confesso do crime agiu sozinho.

De acordo com o inquérito, o que motivou os assassinatos foi uma tentativa de assalto na Fazenda Nossa Senhora Aparecida: “Nós finalizamos a investigação e constatamos que suspeito cometeu o crime sozinho, ou seja, não houve a participação de outras pessoas no crime. Apesar da complexidade do caso, a polícia se dedicou para que a resolução saísse da melhor forma possível”, esclarece o delegado de Iporá responsável por conduzir as investigações, Ronaldo Pinto Leite.




Fontes: O Aprendiz Verde, G1 e Veja

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8 Comentários
Comentários
8 comentários:
  1. Um único individuo foi assaltar uma fazenda e matou várias pessoas e ainda estuprou!?
    Um único cara; numa fazenda; e depois o helicóptero cai com esse único criminoso e os envolvidos na investigação matando todos!?

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    1. pois é...erra isso que a polícia investigava na época...mas depois da queda do helicóptero, acredito que eles se convenceram que essa era a melhor versão para os fatos.

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  2. Elson Antonio Gomes15 de agosto de 2014 15:01

    Tentam-se convencer que “Lee Harvey Oswald” matou “John F. Kennedy”;

    Tentam-se convencer que “Zuzu Angel” morreu num acidente automobilístico;

    Tentam-se convencer que “Osama Bin Laden” arquitetou um ataque terrorista aos EUA de dentro de uma caverna no meio do nada;

    Tentam-se convencer que foi um avião que atingiu o “Pentágono”;

    Tentam-se convencer que “Celso Daniel” foi um sequestro que deu errado;

    Tentam-se convencer que não foi um atentado criminoso a queda do avião que estava o candidato a presidência da república “Eduardo Campos”;

    Tentam-se convencer que a caixa-preta com o dialogo dos pilotos que foi entregue para analise é realmente a do acidente que matou “Eduardo Campos”;

    Tentam-se convencer que a presidANTA “Dilma” só fez maravilhas para o nosso país;

    É tudo a simples questão de tentar convencer!

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    1. Falta vc dizer que tambem não acredita que o homem foi a lua

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  3. Elson Antonio Gomes16 de agosto de 2014 05:18

    Senhora "Paula Ambido" (que com toda certeza não fui eu), a questão foi o que o Adm disse que acontece um crime e o que está decidido todos aceitam. No Brasil temos a péssima cultura de aceitar qualquer desculpa, pois não foi diretamente com a gente, foi com outras pessoas que não estão ligados a nós. Então para que se importar. Quando acontecer com a gente, aí sim vamos querer a justiça, mas como não estamos ligados aos outros, eles não se importarão e teremos que engolir o que as autoridades decidirem.
    No Brasil a justiça não é justa!
    É só ver neste caso do acidente do "Eduardo Campos" que o corpo do cara nem foi liberado do IML, mas já está decidido que foi erro do piloto.
    E realmente não acredito que o homem foi a Lua e só vou te dar uma razão: Olha o tamanho do Modulo Lunar e o tamanho da 'carroça' lunar que os astronautas usaram para se locomover na Lua.

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  4. Eu só queria saber o que se passou na mente do delegado Antônio Gonçalves Pereira na hora em que ele brincou dizendo que o helicóptero ia cair (detalhe: ele ia junto no helicóptero). Não tem lógica esse delegado dizer uma coisa dessa, assim como esse caso.

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