15/11/2013

O paradoxo da biologia


Salve galera atormentada. Hoje voltamos a contar com um texto escrito pelo Marcelo Freitas Ferrari, texto esse que nos foi enviado, via e-mail, pelo primo do MarceloFlavio Augusto Freitas. Se você desconhece essa dupla, o Marcelo possui uma creepypasta, que foi muito elogiada por sinal, publicada aqui no blog (clique aqui para ler). Já o manolo Flavio teve importantíssima participação em algumas postagens da série sobre "Lendas e histórias brasileiras" (Clique AQUI e AQUI para conferir). Bem, chega de blá blá blá e vamos ao que interessa...aproveitem...

O paradoxo da biologia


Classifica minhas ações a intolerância.

Soberano, permaneço com arrogância.

Não ser-me-ia conveniente, ou tão pouco condizente; tratar a tudo sem frieza- quando tal “qualidade” compõe minha natureza.

Toda existência – se (fosse) dotada de inteligência- menoscabaria avidamente minha imagem, que com mil pseudônimos protejo, impondo o antônimo à verdade.

Vos adverto que sou real.... Sim, sou mesmo. Uma verdadeira ameaça a você e a tudo que eu possa tocar. Pois agora vou lhes contar.

Campos férteis devorei, livre-arbítrio eu já tirei de espécies que exterminei.

Eu sou história, eu faço história, seguindo a rotina de um só contexto: Sangrenta, profana... hipócrita.

A terra chora onde eu piso. Sou o parasita que devora suas entanhas; tal qual fazem os vermes aos cadáveres.

Há quem não saiba que eu sou Deus, tão poderoso... Crio divindades para manipular a “massa”, mas quando me convêm, sou também o Diabo; sou o pesadelo de qualquer raça.

Ninguém pode fugir de mim, eu estou por toda parte; criando para matar, matando para criar.

Ninguém pode fugir de mim. Na Terra sou Deus, sou Rei, sou Ditador.

Uso de artifícios icônicos -dotados da mais pura falsidade- para converter a todos à minha ideologia. Pois sou como um anjo sedutor, que com mil palavras de esperança, atrofio vossas mentes para que não ousem pensar por si... Já Você, nem sabe como lhe conquisto...

Venha até mim por vontade própria, eu lhe estenderei a mão e lhe arrancarei a alma em troca.

Por quê distribuir favores quando posso monopolizá-los?

Tomarei seu corpo como propriedade em troca de migalhas, pois você não sabe, mas como muitos, já nasceras tu com o fardo de ser mais um servo de vossa sociedade.

Meu reino é perfeito como a troca de cada estação. Sendo sabiamente corrupto, se expande com suor, sangue e morte. Observo a vida jazer no sepulcro, gozando orgias escravocratas no antro de um camarote.

Eu piso em você... esteja vivo, esteja morto, pois é em meu terreno em que seus restos serão enterrados, junto a uma legião de mortos cujos ossos formam os pilares de meu palácio.

Contudo, já tentaram por muitas e muitas vezes me matar... Todos falharam:

Os exércitos de derrotados, as bombas que detonaram, as armas químicas que inventaram... Ergo-me cada vez maior, alastro-me como uma mancha, um câncer.

Enquanto as gerações passam, canções e lendas são criadas para o meu deleite, ludibriando o povaléu, a verdadeira turba da ingenuidade, evocando sentimentos opostos de amor e ódio.

Não ouses tu atentar minha natureza, ela te comanda, porque...

Não se pode me deter, sou invencível até que o coração do último homem pare de pulsar, pois na verdade é que se encontra a ironia que mantêm minha existência plena.

Então, por acaso você ainda não sabe quem sou eu?

Ah, sim...

Eu sou um, eu sou todos.

Servos que me refiro compõem minha existência.

Muitos nomes tenho para citar. Defina-me em pronomes que você mencionar. Autor/leitor estão inclusos em minha composição.

Querendo ou não, você faz parte de mim como uma célula, que dentre várias, compõe meu corpo, meu gênero, a espécie... o Ser Humano.

Autor: Marcelo Freitas Ferrari

Agradecimentos aos amigos Marcelo e Flavio, pelo material compartilhado. Convido a todos a participarem via comentários.

Recentemente me obriguei a proibir comentários anônimos no blog por problemas com um engraçadinho que estava enviando piadinhas e frases ofensivas contra outros comentaristas, portanto para publicar comentários é necessário que o leitor esteja logado em alguma conta do Google, Blogger, Facebook, etc... Peço desculpas pelo inconveniente...

7 Comentários
Comentários
7 comentários:
  1. Achei o texto muito interessante. Mas fiquei em duvida se entendi ou não o recado rsrs. Mas já escrevi um texto, falando sobre células, humanos, mundo e galáxias, sendo como um todo, uma grande célula. Um mundo dentro de um mundo. O que entendi no texto, é como se existisse um Deus manipulador, e isso é assombroso. Ou entendi errado...

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    Respostas
    1. sabe o que é assombroso ? é eu ter tido essa idéia de que o universo é uma célula em um planeta que abriga outras células (que seriam universos) que está dentro de um universo ( que seria uma célula ) e assim infinitamente , como se células fossem universos , mas abandonei essa teoria por achar complicado demais pra ser explicado , e incrivelmente vc teve essa mesma teoria (como prefiro chamar) que eu , pensamos igual e eu estou chocado O.O

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    2. acho que foi essa a reação de Darwin quando Alfred Russel Wallace desenvolveu uma ideia similar a dele O.O

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    3. desculpe pela inconveniência , mas fiquei chocado mesmo , mas voltando ao texto , não é nenhum deus de nenhuma religião , a resposta está no ultimo trecho do texto

      Querendo ou não, você faz parte de mim como uma célula, que dentre várias, compõe meu corpo, meu gênero, a espécie... o Ser Humano.

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    4. rsrs neh. Mas eu já suspeitava que existisse pessoas que pensassem igual a mim, sobre isso. Desde que descobri que o ferro que tem em nosso alimento, é o mesmo que ferro que enferruja, que comecei a pensar (então somos realmente matéria, somos terra, somos ferro). Somos um adubo, depois que morremos a vida continua, então nunca morremos de verdade, estamos sempre em um vínculo de vida. É muito complexo rsrs

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  2. Que poema incrível, queria muito conhecer o autor.

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