06/06/2014

Os assassinatos do lago Bodom


Olá amigos e amigas. Hoje voltaremos a falar de um crime que atravessa décadas sem solução. Em diversas partes do mundo existem muitos casos de crimes não desvendados, mas alguns desses crimes acabam se tornando mais marcantes para a população local por diversos fatores. Hoje falaremos de um caso não solucionado ocorrido na Finlândia, onde esse caso é conhecido como: O Mistério do lago Bodom.

O Lago Bodom (Järvi Bodom em Finlandês) é um lago que se localiza nas proximidades da cidade de Espoo. O lago tem aproximadamente três quilômetros de comprimento e um quilômetro de largura.

O lago ficou conhecido pelos assassinatos ocorridos na noite de 4 de Junho de 1960, quando 4 adolescentes foram acampar no local. O grupo de jovens era constituído de 2 garotas de 15 anos: Maili Irmeli Björklund e Anja Tuulikki Mäki, e 2 garotos de 18 anos: Seppo Antero Boisman e Nils Wilhelm Gustafsson.

O crime do lago Bodom

O dia em que os jovens chegaram ao local estava belo e ensolarado, portanto perfeito para acampar e para atividades ao ar livre, coisa um tanto rara na Finlândia por culpa dos seus longos e rigorosos invernos. O acampamento escolhido pelos jovem já havia sido visitado previamente pelos garotos. Naquela época a região era calma e quase inabitada.

Para passar a noite no lago, as garotas tiveram que argumentar com seus pais, que estavam receosos por causa de um crime recente que havia sido cometido em outro ponto do país. Embora o assassino desse caso já havia sido capturado (os índices de assassinatos na Finlândia são extremamente baixos, ao contrário dos índices de suicídios) os pais das garotas estavam um tanto amedrontados pelo ocorrido.

Depois de montar seu acampamento, os 4 jovens foram comprar alguns mantimentos, em um quiosque, próximo ao acampamento. Eles voltaram para o acampamento por volta 19:30 horas, quando os últimos pescadores e aprendizes foram embora. Essa foi a última vez que os jovens foram vistos vivos.


Entre as 3 e 6 horas da madrugada o grupo foi atacado. O agressor pulou sobre a barraca e apunhalou os jovens através da lona. Os principais golpes foram na cabeça, pescoço e tronco. Uma das garotas chegou a ser atingida 11 vezes apenas no pescoço. Nils tentou rastejar para fora da cabana, mas acabou apedrejado. O assassino levou várias coisas dos garotos: carteiras, roupas de banho, documentos, etc. Todos itens levados eram de pequeno valor.

No dia seguinte, Erkki Johansson, foi nadar numa praia próxima, com seus dois filhos. Acidentalmente, ele notou a cabana destruída, e próximo dela o corpo ensanguentado de Nils. Erkki Johansson chamou a polícia imediatamente. Quando os policiais e os médicos chegaram Maili, Anja e Seppo foram declarados mortos, mas Nils ainda estava vivo, apesar dos machucados causados pela arma do assassino e pelas pedradas. Ele tinha ao todo 10 ferimentos graves, incluindo uma fratura na mandíbula.


O motivo do crime era um mistério absoluto, e não havia pista alguma - a não ser uma fronha de travesseiro de 80cm x 40cm, que não pertencia aos jovens. Provavelmente o assassino enrolou a arma do crime nessa fronha até chegar no local do ataque, o que poderia indicar que o crime tivesse sido premeditado. A polícia aguardava ansiosamente que Nils se recuperasse e acordasse, afinal, ele poderia ter alguma informação sobre o assassino. Mas foi uma grande decepção, pois a primeira coisa que ele disse ao acordar foi: "Como foi que eu fui parar num acidente de carro?!". Nils não se lembrava de nada que tinha acontecido naquela noite.


Cerca de um mês após do ocorrido, Nils se recuperava bem, e se submeteu a um processo de hipnose, visando recordar alguma coisa daquela triste noite. Embora Nils ainda estivesse debilitado ele concordou em se submeter ao processo, pois assim, talvez ele pudesse dar alguns detalhes sobre o assassino e assim ajudar a polícia a prender o culpado pela morte dos amigos. Mas a única coisa que ele conseguiu lembrar foi o brilho assustador dos olhos do agressor enquanto cometia o ataque.

Toda a Finlândia ficou horrorizada com o assassinato triplo e a história se tornou capa de jornais ao redor do mundo todo. A maior caçada da história dos crimes da Finlândia havia começado!

Conseguiram encontrar algumas outras testemunhas (que também foram hipnotizadas para dar mais detalhes), como Olavi Virtanen, que viu alguém indo embora do lago às 6 horas da manhã. Foram feitos retratos falados a partir da descrição destas testemunhas mas, infelizmente, estes não ajudaram em nada. A polícia estava sofrendo grande pressão por parte do público, insatisfeito com o resultado das investigações.

Um dos maiores suspeitos era o dono do quiosque no qual os 4 jovens foram na mesma noite do assassinato, mas não existiam provas reais contra ele.

Tempos depois do ataque, após uma bebedeira em um bar ele teria dito diversas vezes: "FUI EU!". Seus amigos não entenderam o motivo que o levava a dizer isso. No dia seguinte ele se suicidou, atirando-se no lago.


Existiam também alguns rumores de que ele havia proibido os garotos de acampar naquela área do lago, mas os jovens não se preocuparam com isso e acamparam lá, ignorando suas ameaças. Porém, mais tarde, a polícia chegou à conclusão de que não poderia ter sido ele, já que um álibi havia aparecido.

Várias pessoas viram algo, ou acharam que viram algo, que podia ser o assassino. Alguns pescadores e um ciclista viram um homem de costas. Muitas dessas pessoas que apareceram para testemunhar acabaram se tornando suspeitos também. Até Nils se tornou suspeito, mas ele tinha tantos ferimentos que não teria conseguido golpear a si próprio, continuamente, por tanto tempo. A hipótese de Nils ter atacado os amigos e ter sido ferido por eles enquanto esses tentavam se defender também foi rejeitada, afinal todos os amigos ainda estavam próximos de onde dormiam quando foram encontrados, logo uma luta não poderia ter causado tais danos a Nils, afinal os outros 3 pouco haviam se movido. A cooperação de Nils também foi determinante para que seu nome fosse rapidamente excluído das listas de suspeitos.

O mistério do lago Bondom volta a ser investigado

Em 2003 o mistério voltou a ganhar atenção da mídia finlandesa, isso porque o alemão Hans Assman, morreu. Isso encorajou um famoso professor finlandês, chamado Jorma Palo, a lançar um livro chamado Bodomin Arvoitus, que significa “O Mistério de Bodom”.

Em junho de 1960, Palo estava trabalhando como médico de apoio num hospital próximo ao lago. Entre 12 horas e 32 horas após o assassinato, o já citado Hans Assman foi ao hospital usando roupas ensanguentadas, e num estado psicológico conturbado. Os médicos logo perceberam que o sangue não era dele. Assman não falava finlandês, e eles não conseguiram se comunicar direito.

Hans Assman

Palo e os outros médicos tentaram chamar a polícia ao hospital, mas não foram levados a sério. Pouco depois, Hans Assman saiu do hospital e a polícia nem ao menos quis interrogar Palo, que até hoje está convencido de que Assman era o assassino. A polícia teria interrogado Assman em 2003, pouco antes da sua morte, mas segundo relatório da polícia, Assma possuía um álibi para aquela noite. Não se sabe se esse álibi havia sido construído ao longo dos anos, mas a policia Finlandesa se deu por satisfeita pelas explicações do suspeito.

Nils Wilhelm Gustafsson

No início de 2005 a polícia finlandesa reabriu o caso, com base em uma nova análise de manhas de sangue encontradas na cena do crime. Foram realizadas analises de DNA nessas manchas de sangue, técnica essa que não existia na época dos crimes. Após os primeiros resultados Nils Wilhelm Gustafsson, que então trabalhava como motorista de ônibus, acabou sendo mais uma vez acusado do crime. 


Segundo a teoria da polícia, Gustafsson teve um suposto ataque de ciúmes envolvendo uma das vítimas, Irmeli Björklund, sua namorada. Irmeli foi esfaqueada ao todo quinze vezes naquela noite, enquanto os outros dois adolescentes foram mortos com menos selvageria.

O julgamento

O julgamento começou no dia 4 de agosto de 2005. A promotoria pediu uma pena de prisão perpétua contra Gustafsson em três acusações de assassinato. Eles alegaram que o re-exame da antiga evidência utilizando técnicas modernas apontavam diretamente para ele. A defesa alegou que as mortes foram obra de uma ou mais pessoas e que Gustafsson sofreu ferimentos semelhantes aos sofridos pelas outras vítimas, e, portanto, teria sido incapaz de matar três pessoas.

Gustafsson supostamente teria admitido a um policial, após sua prisão, que tinha cometido os assassinatos, dizendo: "O que está feito está feito, eu vou pegar 15 anos." No entanto, o tribunal rejeitou estas acusações e um processo de falso perjúrio foi inciado.

Em 7 de outubro de 2005, Gustafsson foi absolvido de todas as acusações. Ele foi premiado com € 44.900 por danos pelo seu tempo na prisão e da angústia mental que sofreu em ser acusado.

O Mistério permanece

Já se passaram mais de 40 anos, e o caso não foi resolvido. Há inúmeras teorias, 70 principais suspeitos, centenas de suspeitos menores, mais de 3700 pessoas interrogadas, e teorias sobre dois assassinos. Já se levou em consideração a possibilidade de um ritual, ou assassinatos seriais. Até hoje a polícia trabalha no caso, mas não há muita esperança de encontrarem uma solução, pois tanto o assassino, quanto possíveis testemunhas, provavelmente já faleceram.

Os cadáveres dos garotos, hoje, descansam em túmulos localizados em Vantaa e servem como lembrança do crime brutal. Além disso, uma pequena cruz de madeira foi fincada na área de camping de Hästbergen, como uma homenagem às vítimas inocentes.


Referências atuais ao crime

Em 1993 foi fundada a banda finlandesa Children of Bodom (Tradução: Crianças de Bodom). A banda que foi criada na cidade de Espoo, tem seu nome inspirado nos eventos acontecidos a beira do lago.



Fontes: Curioso e Bizarro e Wikipédia

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4 Comentários
Comentários
4 comentários:
  1. Não sabia dessa história mesmo gostando de Children of Bodom! Valeu pela postagem!

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  2. O estranho é o sobrevivente ser se declarado culpado, mas se ele foi apedrejado, como pode ter feito isso a si mesmo?? muito misteriosa essas mortes

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  3. Ridículo achar que alguém que foi apedrejado, a ponto de quebrar o maxilar, e esfaqueado seria o assassino.

    Tá mais que na cara que foi o cara do quiosque que inclusive se matou. Quanto a "alibi", bem é a coisa mais fácil de conseguir.

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  4. Na minha opinião, o cara que sobreviveu tem muita chance de ser o assassino. Pensa bem, pq que alguém iria matar 3 pessoas e deixar uma viva, tipo ''o assassino'' já matou 3, 1 pessoa a mais não faria diferença. bem estranho!

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