30/12/2014

O caso Guarapiranga


Saudações amigos e amigas. Hoje volto a trazer um material compartilhado pelo grande amigo Elson Antonio Gomes. Hoje a dica do nosso estimado amigo fala de um dos casos mais impressionantes da ufologia nacional, e por isso coloco essa postagem na série sobre “Histórias e Lendas brasileiras”. Convido a todos a conhecerem o Caso Guarapiranga.

Em setembro de 1993, a Revista UFO, em sua edição n° 25, publicou uma matéria sobre um homem que havia sido encontrado com estranhas marcas de mutilação em seu corpo, semelhante àquelas encontrada em casos de mutilações de animais em todo o mundo, e que frequentemente são ligadas a fenomenologia de natureza ufológica, ou seja, aos tripulantes de OVNI`s. A matéria, de autoria de Encarnación Zapata Garcia, uma espanhola, radicalizada no Brasil, percorreu o mundo, sendo aceita por uma parte da comunidade ufológica internacional e rejeitada por outra, como é comum nesse tipo de caso altamente polêmico e controverso. O caso veio a ser denominado "Caso Guarapiranga".

Guarapiranga é um bairro em pleno desenvolvimento localizado na Zona Sul de São Paulo. Pertencente ao distrito de Jardim São Luís, sendo bastante conhecido pela Represa Guarapiranga e por ser a sede do Solo Sagrado da Igreja Messiânica Mundial do Brasil.


O caso Guarapiranga na versão de Encarnación Zapata Garcia

Garcia tomou conhecimento do caso através do conceituado médico paulista, o dermatologista Rubens Góes, que obteve informações dele através de seu primo (Rubens Silvestre Marques) perito criminal do Governo de São Paulo, na época. Rubens Góes mostrou a Garcia, as fotografias do corpo de um homem estranhamente mutilado, em cujo cadáver mutilado, ele percebera a semelhança com as marcas encontradas em animais alegadamente mutilados por seres extraterrestres, casos esses registrados em todo o mundo pela.

Encarnación Zapata Garcia
Eram sete as fotografias do corpo mutilado que Garcia teve acessos. Garcia então ligou para o Dr. José Roberto Cuenca, promotor de Justiça do Estado de São Paulo, o qual era responsável pelo caso.

Foi então marcada um dia para uma entrevista. Através do Dr. José R. Cuenca, Encarnación quase conseguiu a fortuita exumação do cadáver. Infelizmente, ele já havia sido exumado e transferido para outro cemitério pela família do morto. Dois meses depois, entretanto, o Dr. Cuenca conseguiu localizar o processo do caso, e colocou-o à disposição de Encarnación.

Segundo a pesquisadora, o documento revelava que o cadáver fora encontrado em 29 de setembro de 1988, vestindo apenas uma cueca. Ele teria 40 anos e apresentava várias marcas pelo corpo devido à ação de urubus. Foi, então, instaurado inquérito policial para investigar-se o caso. O Boletim de Ocorrência (B.O.) afirmava que não havia sinais de violência ou luta corporal.

Ainda segundo Garcia, o Corpo de Bombeiros improvisou uma maca para a retirada do corpo do local. Esta maca aparece no fundo das referidas fotografias. O Laudo do Corpo de Delito, também adquirido por Encarnación, trazia informações importantes a favor da legitimidade ufológica do caso.

A partir desse ponto iremos apresentar algumas fotografias para que todos possam ter uma ideia das características de uma mutilação animal clássica, com alguns comentários sobre elas. Em seguida apresentaremos as fotografias do caso em questão para que se possa analisar e comparar com as mutilações clássicas. Abaixo de cada fotografia do cadáver transcreveremos os respectivos trechos do laudo de necropsia realizado no cadáver. As imagens são um pouco mais fortes do que costumeiramente publicamos aqui no blog Noite Sinistra.

Fotos de casos de mutilação de animais


Nota-se neste caso de mutilação que foi removido um retalho da mucosa labial e língua, além do globo ocular. Este tipo de incisão é padrão em casos de mutilações em animais no mundo todo. Este caso, em particular, ocorreu no estado americano do Oregon.
Na foto acima nota-se, uma incisão na axila do animal. Como este caso, ocorrido no Oregon (EUA), a maioria dos casos de mutilação de animais envolvem a extração destas partes (olhos, mucosas labiais, e orelhas).
Nota-se no caso de mutilação acima, a extração de mucosa labial e globo ocular. Como padrão característico das mutilações de gado associadas à OVNIs observa-se o osso completamente limpo de tecidos musculares e sangue o que o diferencia de um ataque de animais predadores, por exemplo
Na foto acima, nota-se a extração da mucosa anal de um bovino. Neste caso, a vaca foi mutilada no estado do Oregon (EUA). Este tipo de incisão para extração do reto está presente em quase todos os casos de mutilação por Ufonautas registrados em todo o mundo.
As fotografias anteriores nos dão uma ideia de como são as marcas deixadas nos animais. Agora comparemos com o corpo encontrado no Caso Guarapiranga.

Fotos do caso Guarapiranga


Nesta foto, observa-se que a mucosa labial foi retirada como em muitos casos de mutilação de animais que supostamente teriam sido atacados por seres Extraterrestres. O corte não foi tão irregular sendo que alguns trechos se encontram enegrecidos por algum motivo. Vale ressaltar que em casos de mutilação animal já foi encontrado este mesmo tipo de carbonização. As cavidades oculares estavam vazias, sendo mais uma coincidência com as mutilações de animais clássicas. Nota-se que a orelha foi parcialmente removida também. Trecho do exame necroscópico: "remoção com talha em bisel de pavilhão auricular com sinais de esvaziamento em partes moles. Remoção parcial de pavilhão auricular esquerdo com sinais de reação vital. Enucleação de globos oculares direito e esquerdo e com sinais de sangue nas cavidades orbitais".
Detalhe mostrando uma incisão na virilha esquerda do cadáver. Esta incisão é idêntica às encontradas nos outros casos de mutilação de animais.
Aqui temos uma ampliação da incisão na axila direita do cadáver. Ela é semelhante a outras incisões encontradas em cadáveres de animais. Sobre estas incisões o laudo de necropsia afirma que nas regiões axilares direita e esquerda apresentavam-se perfurações circulares com o diâmetro de 4 cm, com margens uniformes, apresentando reação vital e esvaziamento de partes moles. O laudo afirma ainda que as perfurações foram realizadas com instrumentos cortantes e os músculos do peito estavam soltos no subcutâneo. Encarnación alega ter entrevistado médicos que afirmam que estas marcas são incomuns. Nota-se na foto a presença de pouco sangue escorrido das perfurações. Se houve reação vital, ele estava vivo quando tudo ocorreu, sendo que deveria haver muito sangue presente no ferimento.
Nessa imagem podemos notar que o abdômen do cadáver estava vazio, pois apresentava-se murcho. A ausência de órgãos foi comprovada através de exame necroscópico. Aqui existe mais uma série de coincidências entre este caso e as de mutilações de animais comprovadas. A cicatriz umbilical estava ausente, o que é comum em outros casos de mutilação. No local do umbigo havia uma incisão circular de 3 cm visível na próxima imagem
Na foto acima podemos observar a existência de uma incisão elíptica de 3x1,5 cm próxima à virilha. Houve remoção da bolsa escrotal sendo que o pênis ficou estirado para fora. Novamente uma grande coincidência em relação às mutilações de animais. Pode-se verificar que o abdômen está murcho, indicando a ausência de órgãos internos. Também é possível observar que a região do umbigo onde existe uma incisão está enegrecida
Nesta foto, segundo Encarnación é possível observar: "Remoção do orifício anal com ampla incisão de aproximadamente 15x8 cm. E nos pés, entre o segundo e o terceiro dedos havia uma perfuração de 2 cm". Exatamente igual ao registrados em milhares de casos de mutilação de animais espalhados pelo mundo. Abaixo uma ampliação da perfuração


Na foto acima, observa-se o estado em que ficou a orelha da vítima. Segundo Encarnación Zapata, o laudo afirma que: "a vítima sofreu esvaziamento da região cervical, do tórax, regiões axilares direita e esquerda, abdômen pequena bacia, virilha, etc., com remoção de partes moles, remoção da musculatura intercostal a nível de 2°, 3°, 4° e 5° espaços intercostais esquerdos. Na cavidade abdominal e pequena bacia, há a ausência de órgãos com a remoção de todas as vísceras abdominais, evidenciando-se arrancamento dos órgãos com reação vital".
Ainda segundo Encarnación uma Equipe denominada "F" teria investigado o caso. O delegado responsável por esta investigação teria enviado uma carta ao diretor do Instituto Médico Legal (IML). Na carta lê-se: "Com referência ao Laudo n° (omitido), que reporta o exame necroscópico realizado no corpo da vítima, constata-se, dentro das perquirições médicas, a existência de hediondo crime. Contudo, aflora a dúvida, acerca da causa do exício, pois descreve-se a possibilidade de ter ocorrido manobra vagotônica e, conforme consigna-se no referido Laudo, vísceras foram retiradas foram retiradas do corpo mediante aspiração. Assim, faz-se mister parecer médico sobre o tipo de morte mencionada e instrumentos utilizados (1) Pelas lesões observadas, que tipo de instrumento poderia ter sido usado para causar a morte? Que tipo de instrumento causaria a aspiração referida? (2) As manchas que circundam os ferimentos caracterizam reação vital? (3) Poderia ter ocorrido a ação de animais junto ao corpo? (4) Existe nos registros da Medicina Legal ocorrências semelhantes?" Os médicos, segundo Encarnación, não puderam explicar as manchas de coloração escura que circundavam os ferimentos.

O Caso Guarapiranga permaneceu um mistério por vários anos. Os debates sobre o caso continuaram a ocorrer, o que levou Encarnación a escrever outra matéria para a Revista UFO, publicada na edição n° 32, de setembro de 1994. Nesta matéria ela não acrescentou nada de novo ao caso. A Revista UFO publicou ainda outra matéria sobre o caso na edição n° 37, de abril de 1995, onde Encarnación rebateu algumas críticas sobre o caso recebidas.

Ela cita Antônio Hunneus, que distorceu todo o caso em um artigo publicado nos Estados Unidos. Também nesta edição, Encarnación afirma ter estado em uma reunião na casa do ufólogo Claudeir Covo, cujo objetivo era a reestruturação da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil (ANUB). Nesta reunião Claudeir apresentou à Encarnación um delegado que a notificou sobre o Dr. Desgualdo que, segundo ele, havia realizado estudos sobre este incidente em particular um ano após o aparecimento do cadáver. Ele afirmava que a matéria publicada na Revista UFO era puro sensacionalismo e que o Dr. Desgualdo havia exumado o cadáver e o recolocou no mesmo local da represa durante três dias, donde foi constatado que animais predadores atacaram o cadáver. Ele ainda citava fotografias que alegava comprovar o que dizia. No entanto, o Dr. Desgualdo, na realidade, só tomou conhecimento do caso três anos depois de ocorrido. Encarnación entrevistou o Dr. Desgualdo após esta reunião, e o mesmo desmentiu as informações dadas pelo delegado presente na mesma. O Dr. Desgualdo afirmou que, realmente ocorrera uma experiência deste tipo, mas que a mesma se tratava de um cadáver de cachorro e não do infeliz encontrado em 1988.

No corpo do cachorro foram feitas incisões e cortes semelhantes aos que o cadáver apresentava. Ele foi colocado no mesmo local onde fora encontrado o moribundo. Em pouco tempo o cadáver do cachorro foi atacado e devorado. Posteriormente Encarnación entrevistou outro envolvido com a experiência, o qual reafirmou o que foi dito pelo Dr. Desgualdo. Ele acrescentou apenas que, em sua opinião, acreditava que o cadáver realmente tinha sido atacado por predadores e a queimadura existente teria sido provocada por um raio. Porém, Encarnación cita em sua matéria que nos autos da polícia não constam declarações sobre tempestades ou coisas do gênero.

Agradecimentos ao amigo Elson Antonio Gomes, por ter compartilhado esse texto com a gente.

Fontes: Wikipédia e Fenomenum

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