15/11/2013

Robert Pickton: Assassino da Fazenda de Porcos


Robert Pickton nasceu em 1949, em Port Coquitlam, Canadá. Virou fazendeiro ao herdar, junto com o irmão e uma irmã, a criação de porcos dos pais, quando eles morreram na década de 1970. Apesar do convívio diário com os irmãos, Robert levava a fama de quieto e solitário.

Em 1996, Robert e o irmão David fundaram uma suposta organização de caridade em que organizava eventos dentro de um celeiro. De beneficente as festas não tinham nada, eram regadas a álcool e serviam como point para prostitutas.

Assim como seu irmão David que em 1992 havia sido acusado de estupro, Robert tinha uma enorme ficha policial. Em 1997 a facadas, ele foi acusado por uma prostituta de tentativa de assassinato. Robert teria tentado assassinar a garota usando uma faca. A Garota Wendy Eistetter, foi algemada, mas conseguiu escapar após atacar Pickton com uma faca. Umas das testemunhas tentou incriminar Robert, que após pagar fiança de 2 mil dólares foi solto.

David Pickton

Inicio das investigações a respeito do desaparecimento de prostitutas

Um grupo ligado aos direitos humanos entra no Departamento de Polícia de Vancouver. Em mãos, eles tem uma lista com dezenas de nomes de mulheres desaparecidas da região de Low Track. O grupo exige da polícia canadense uma investigação imediata dos desaparecimentos. A lista é enviada para diversos jornais de Vancouver e a mídia sem perder tempo começa a noticiar o estranho sumiço de mulheres. Pressionados, o Departamento de Polícia de Vancouver decide agir.

Começava ai uma das investigações mais longas e difíceis de toda história do Departamento de Polícia de Vancouver. O que ninguém poderia suspeitar é que o desfecho dessa investigação deixaria todo um país em choque.

As buscas oficiais pelas mulheres desaparecidas de Vancouver começaram em setembro de 1998, após um grupo ligado aos direitos humanos entregarem uma lista à polícia de supostas vítimas assassinadas em Downtown Eastside. Apesar da repercussão do caso, a Polícia canadense num primeiro momento não deu muita importância para a lista de desaparecidas, talvez por achar que “procurar prostitutas” não fosse o trabalho da polícia e talvez também pela própria experiência policial.

Após examinarem a lista, o Departamento de Polícia de Vancouver fez um pronunciamento dizendo que algumas das “vítimas” deviam estar mortas por doenças ou overdose de drogas, outras deixaram Vancouver e fugiram para outras cidades.

Mas um detetive do Departamento de Polícia de Vancouver ficou intrigado com a denúncia. Dave Dickson começou a fazer uma investigação por conta própria, seguindo à lista das prostitutas de Low Track que haviam desaparecido do mapa. Conversou com moradores e prostitutas. Ao final da sua investigação, Dickson tinha uma segunda lista, com dezenas de nomes de prostitutas desaparecidas. Ao apresentar sua investigação ao Departamento de Polícia, seus superiores concluíram que existiam nomes o suficiente para uma investigação mais detalhada. Uma força tarefa foi montada para investigar o caso.

A Lista

A polícia de Vancouver começou com a revisão de 40 casos de desaparecimentos não-solucionados de mulheres locais datados de 1971. Os desaparecimentos vinham de todos os lugares de Vancouver, mas na busca por um padrão, a lista foi reduzida a 16 prostitutas de Low Track, dadas como desaparecidas em apenas 3 anos (1995 a 1998).

Os investigadores descobriram que nos primeiros desaparecimentos, nenhum padrão foi perceptível. Rebecca Guno, 23 anos, foi vista pela última vez viva em 22 de junho de 1983, foi dada como desaparecida 3 dias depois. Muitas das mulheres desaparecidas em Downtown Eastside não estavam propriamente desaparecidas. Muitas só eram dadas como desaparecidas muitos anos depois, como no caso de Sherry Rail, 43 anos, que não foi reportada como desaparecida até 3 anos depois do seu desaparecimento em janeiro de 1984. Elaine Auerbach, 33 anos, disse a amigos que estava se mudando para Seattle em Março de 1986 mas ela nunca chegou ao seu destino, foi dada como desaparecida em abril do mesmo ano. Teressa Ann Williams, 26 anos, foi vista viva pela última vez em julho de 1988, dada como desaparecida em março de 1989. 14 meses se passaram do desaparecimento da doente mental Ingrid Soet, 40 anos, até ser dada como desaparecida em outubro de 1990. Kathleen Wattley, 39 anos, desapareceu em junho de 1992, e foi dada como desaparecida em 29 do mesmo mês.

Rebecca Guno, Sherry Rail, Elaine Auerbach, Teressa Ann Williams, Ingrid Soet e Kathleen Wattley
Depois do desaparecimento de Kathleen Wattley em 1992, os investigadores observaram uma lacuna no tempo: não houve reportagem de desaparecimentos em 1993 e em 1994. Mas em 1995 novas mulheres começaram a desaparecer.

Catherine Gonzales, 47 anos, sumida em março de 1995 e reportada como desaparecida em 9 de fevereiro de 1996. A segunda vítima no ano, em abril, Catherine Knight, 32 anos, desapareceu 7 meses antes da polícia reportar seu desaparecimento em 11 de novembro. Dorothy Spence, 36 anos, desaparecida 4 meses depois de Catherine Knight, em agosto de 1995, mas seu desaparecimento foi reportado antes, em 30 de outrubro. A última vítima do ano foi Diana Melnick, 23 anos, desaparecida em dezembro, reportada como desaparecida dia 29 de dezembro.

Catherine Gonzales, Catherine Knight, Dorothy Spence e Diana Melnick
Em 1996, mais uma vez, o número de mulheres desaparecidas foi baixo. Tanya Holyk, 24 anos, desapareceu em outubro de 1996, reportada desaparecida em 3 de novembro. Olivia Williamns, 22 anos, desapareceu em dezembro de 1996 e foi ignorada até 4 de julho de 1997.

Em 1997, os desaparecimentos começaram com Stephanie Lane, 20 anos. Ela foi hospitalizada em 10 de março de 1997, por uma overdose de drogas. Teve alta no dia seguinte, foi vista viva pela última vez no Hotel Patricia na Rua Hastings. Janet Henry, a nossa personagem do começo do post desapareceu em 28 de junho de 1997, 2 dias depois de seu último contato com parentes.

Tanya Holyk, Olivia Williams, Stephanie Lane e Janet Henry
O mês de agosto de 1997 foi o mês mais letal, 3 mulheres desapareceram, embora a polícia só fosse ter conhecimento dos desaparecimentos após 1 ano. Marnie Frey, 25 anos, dada como desaparecida em 4 de setembro de 1998. 19 dias depois, em 23 de setembro, Helen Hallmark, 32 anos desapareceu. Jacqueline Murdock, 28 anos, foi dada como desaparecida em 3 de outubro de 1998.

A lista de desaparecidas só crescia. Cindy Bec, 33 anos, desapareceu do mapa em setembro de 1997, seu desaparecimento foi relatado em 30 de abril de 1998, 4 meses antes da primeira desaparecida do mês de Agosto, Andrea Borhaven. Ela desapareceu em 1997, porém só foi dada como desaparecida em 18 de maio de 1999, 2 anos depois. Kerry Koski, 39 anos, desapareceu em janeiro de 1998 e foi reportada como desaparecida em 29 do mesmo mês.

Marnie Frey, Helen Hallmark, Jacqueline Murdock, Cindy Bec, Andrea Borhaven e Kerry Koski
Mais 4 sumiram em 1998. Jacqueline McDonnell, 23 anos, desapareceu em janeiro de 1998, oficialmente dada como desaparecida em 22 de fevereiro de 1999. Inga Hall, provavelmente 46 anos, foi vista pela última vez em fevereiro de 1993, dada como desaparecida em 3 de março. Sarah Jane de Vries, 29 anos, vista pela última vez em 14 de abril de 1998, dada como desaparecida no mesmo dia por amigos. Sheila Egan, prostituta desde os 15 anos, desaparecida em 20 de julho de 1998, dada como desaparecida em 5 de agosto do mesmo ano.

Jacqueline McDonnell, Inga Hall e Sheila Egan
Sarah Janes de Vries. Sarah deixou para trás um diário escrito com observações sobre sua vida sofrida: “Eu acho que o meu ódio vai ser o meu destino, minha execução”
A essa altura, os detetives do Departamento de Polícia de Vancouver estavam confusos e os desaparecimentos continuavam a acontecer. A polícia não tinha a mínima ideia do que poderia estar acontecendo às prostitutas em Low Track. Mas a grande verdade é que a Polícia não estava totalmente interessada nesses desaparecimentos. O departamento de polícia montou uma força tarefa para investigar esses casos apenas para dar uma satisfação à sociedade e aos grupos de direitos humanos que faziam pressão. Os detetives investigavam, mas de maneira separada e pouco eficiente.

Mas a investigação de um criminalista do Departamento de Polícia de Vancouver daria um novo rumo às investigações e criaria divergências dentro da própria polícia.

Uma nova teoria para os desaparecimentos

O inspetor e criminalista do Departamento de Polícia de Vancouver, Kim Rossmo, achou bastante estranho o desaparecimento das mulheres e criou um “perfil geográfico”, que consistia de um mapa de crimes não resolvidos, destinado a descobrir qualquer padrão ou assinatura criminosa ignorada pelos detetives que investigaram os casos de forma separada.

O chamado “Perfil Geográfico” é uma metodologia de investigação criminal que analisa as localizações de uma série de crimes ligados uns com os outros para determinar a área mais provável da residência do criminoso ou assassino. Essa metodologia é normalmente utilizada em casos de assassinatos em série ou estupro (mas também bombardeio, incêndios, roubo e outros crimes). A técnica ajuda os detetives da polícia a priorizarem informações que são fornecidas em grande escala, oriundas de investigações que envolvem centenas ou milhares de suspeitos e pistas.

Em maio de 1999, Rossmo relatou uma concentração incomum de desaparecimentos em Downtown Eastside. E para Rossmo, esses desaparecimentos eram frutos da ação de um único criminoso, ou seja, havia um serial-killer agindo em Downtown Eastside.

A teoria de Rossmo, que ligava o desaparecimento das prostitutas à ação de um serial-killer deixou alguns membros do Departamento de Polícia de Vancouver bastante raivosos.
”Não estamos de nenhuma maneira dizendo que há um serial killer lá fora. Não estamos de maneira nenhuma dizendo que todas essas mulheres desaparecidas estão mortas. Nós não estamos dizendo nada disso.”, disse na época um dos inspetores chefe Gary Greer à imprensa canadense.

A polícia então passa a cogitar a atuação de algum assassino em série, ou mesmo considera que, talvez, vários assassinos em momentos diferentes tenham agido no local. Essas considerações levantam vários nomes de suspeitos, dentre eles muitos assassino em série americanos que já haviam sido capturados, mas poderiam ter cometido crimes no Canadá. Dentre esses nomes podemos citar: Dayton Leroy Rogers, Keith Hunter Jesperson, George Waterfield Russel, Robert Yates, John Eric Armstrong e o melhor suspeito até então Ronald Richard McCauley. Porém nada foi provado com relação ao envolvimento dos suspeitos acima, no caso dos desaparecimentos das prostitutas.

As investigações transcorriam lentamente até que uma denúncia realizada. Em 2002 a policia chegou até a fazenda de Robert Pickton. A Acusação partia de um ex-empregado dos irmãos, que agora eram suspeitos pelo desaparecimento de mulheres na região.

O funcionário em questão era Bill Hiscox, que denunciou a polícia as "festas" organizadas na fazenda de porcos, onde prostitutas sempre se faziam presentes. Bill contou também sobre o ar macabro do local, e que haviam muitos lugares de acesso restrito na propriedade.


Porcos Carnívoros

Robert tinha seu próprio "cão de guarda", um porcão com mais de 270 quilos que atacava e mordia sob seu comando. Pickton esquartejava as garotas e jogava seus pedaços aos porcos. A Porcalhada se encarregava da ocultação de cadáveres devorando os restos mortais das vitimas.

A Noticia que Abalou o Canadá

Em 08 de março de 2002, investigadores deram a notícia de que um exame de DNA comprovou que restos mortais encontrados na fazenda de Pickton eram de Sereena Abotsway. Em 21 de março de 2002 o Departamento deu uma declaração de que as buscas na fazenda de Pickton poderiam durar até 3 anos. Mais de 120 oficiais estavam trabalhando no caso.


Os peritos vasculharam a areá e constataram que Pickton utilizava um triturador de madeira para misturar carne suiná e humana. Indícios os levam a crer que Robert servia a carne moída nas festinhas do clube da caridade. Restos de 30 mulheres foram encontrados em um Freezer.


Perry Kendall, responsável de Saúde da província de Columbia Britânica, advertiu sobre a possibilidade de contaminação na carne processada dentro da fazenda. No entanto a carne produzida por Pickton nunca foi distribuída comercialmente, e que poucas dezenas de familiares e amigos comeram a carne.


Pickton, de 54 anos de idade, foi detido em fevereiro de 2002, no processo de uma investigação para investigar o paradeiro de mais de 60 mulheres que desapareceram no centro de Vancouver desde a década de 1980.

Modus Operandi

Robert William Pickton não tinha muita dificuldade em conseguir vítimas. Frequentava Low Track onde pegava prostitutas e levava para a sua fazenda para um suposto programa.

Chegando à sua fazenda, Pickton levava as mulheres para o seu trailer. Lá ele amordaçava amarrava e estuprava as vítimas. Algumas das vítimas forma mantidas por longo período de tempo presas no local até serem mortas. Pickton usava diferentes métodos para assassinar as vítimas. Em 4 das vítimas foram encontradas balas, o que sugere que foram mortas por armas de fogo. Ele teria matado outras esfaqueando as mesmas, estrangulando e até com golpes na cabeça.


Após matá-las, Pickton esquartejava as mulheres na mesma mesa onde desmembrava porcos. Usava machadinhas, cerras, facões e outros objetos. Atirava pedaços das mulheres para os suínos comerem, outros pedaços eram triturados juntos com a ração dos porcos, e algumas partes era moídas e misturadas a carne de porcos abatidos na fazenda. Vísceras e órgãos eram misturados com vísceras de porcos e despejados em uma fábrica. Pickton guardava cabeças e mãos dentro de baldes. Outras cabeças eram mantidas congeladas em freezers. Alguns crânios eram deixados em beira de estradas.

Condenação 

Em 11 de dezembro de 2007, o Juiz da Suprema Corte da Columbia Britânica, James Williamns, sentenciou Robert William Pickton à 6 prisões perpétuas com possibilidade de pedir a liberdade condicional em 25 anos (2031).

O Juiz fez a seguinte declaração - "A conduta do Sr. Pickton foi assassina e covarde. Eu não posso saber os detalhes, mas sei que o que aconteceu com elas foi absurda e repugnante."


Vítimas confirmadas

Em 17 de dezembro de 2007, Pickton foi condenado por assassinato em segundo grau na morte de seis mulheres, mas ele é suspeito de ter assassinado cerca de 60 pessoas.

Sereena Abotsway, tinha 29 anos quando desapareceu em agosto de 2001.


Mona Lee Wilson, tinha 26 anos, quando ela foi vista em 23 de novembro de 2001 pela última vez. Assassinada em 30 de novembro de 2001.


Andrea Joesbury, 22 anos de idade quando vista pela última vez em junho de 2001.


Brenda Ann Wolfe, de 32 anos, quando vista pela última vez em Fevereiro de 1999 e foi dada como morta em abril de 2000.


Marnie Lee Frey, vista pela última vez Agosto de 1997.


Georgina Faith Papin, vista pela última vez em 1999.


As supostas vítimas

Pickton também foi acusado de assassinato em primeiro grau na morte de vinte outras mulheres até que essas acusações foram arquivadas em 4 de agosto de 2010.

Jacqueline Michelle McDonell, de 23 anos, quando ela foi vista pela última vez em janeiro de 1999.

Dianne Rosemary Rocha, tinha 34 anos, quando vista pela última vez em 19 de outubro de 2001. Morta em 13 dezembro de 2001.

Heather Kathleen Bottomley, tinha 25 anos, quando ela foi vista pela última vez em 17 de abril de 2001.

Jennifer Lynn Furminger, vista pela última vez em 1999.

Helen Mae Hallmark, vista pela última vez Agosto de 1997.

Patricia Rose Johnson, vista pela última vez em março de 2001.

Heather Chinnock, tinha 30 anos, quando vista pela última vez em abril de 2001.

Tanya Holyk, 23 anos, quando vista pela última vez em Outubro de 1996.

Sherry Irving, 24 anos, quando vista pela última vez em 1997.

Inga Monique Hall, 46 anos, quando vista pela última vez em Fevereiro de 1998.

Tiffany  Drew, vista pela última vez Dezembro de 1999.

Sarah Vries, vista pela última vez Abril de 1998.

Cynthia Feliks, vista pela última vez em dezembro de 1997.

Angela Rebecca Jardine, vista pela última vez 20 de novembro de 1998.

Diana Melnick, vista pela última vez em dezembro de 1995.

Jane Doe - nome dado a um cadáver feminino não identificado oficialmente.

Debra Lynne Jones, vista pela última vez em dezembro de 2000.

Wendy Crawford, vista pela última vez em dezembro de 1999.

Kerry Koski, vista pela última vez em janeiro de 1998.

Andrea Fay Borhaven, vista pela última vez em março de 1997.

Cara Louise Ellis conhecida como Nicky Trimble, tinha 25 anos, quando vista pela última vez em 1996.

Existe um processo em andamento contra Robert Pickton pelo assassinato das mulheres abaixo.

Mary Ann Clark, 25 anos, desapareceu em agosto de 1991 do centro de Victoria.

Yvonne Marie Boen, tinha 34 anos quando visto pela última vez em 16 de março de 2001 e dado como morta em 21 de março de 2001.

Dawn Teresa Crey, desaparecida em dezembro de 2000. Crey é o principal tema de um filme documentário de 2006 sobre as mulheres indígenas assassinadas e desaparecidos no Canadá, intitulado "Finding Dawn".

Duas mulheres não identificadas.


Fontes: Murdepédia, Estação do Terror, ID Serial Killer

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