13/03/2014

A maldição da princesa de Amen-Ra


Olá amigos e amigas... Abaixo poderemos conhecer uma história de maldição bastante famosa. Ao final do texto eu compartilharei ainda alguns fragmentos de textos encontrados na web internacional que fala do assunto, que segundo esses textos não passa de histórias e lendas.

A lenda

Uma figura importante da época Egípcia, foi a Princesa "Amen-Ra", sacerdotisa de "Amon-Ra", e que viveu por volta de 1500 aC no antigo Egito. Quando ela morreu foi embalsamada e colocada em um belo sarcófago de madeira, e enterrada em uma cripta em Luxor (clique aqui para conhecer as lendas dessa cidade), ao longo das margens do rio Nilo no Egito [Coordenadas GPS: Latitude / Longitude = 25°41'32.62"N, 32°38'4.40"E].


No final da década de 1890, quatro ingleses abastados, visitando as escavações na região, foram contatados por um indivíduo que lhes ofereceu um misterioso sarcófago contendo os restos mortais da princesa de Amon-Ra. Eles iniciaram uma disputa monetária pela peça e ofereceram lances cada vez mais altos, tal como num leilão. O vencedor acabou pagando vários milhares de libras esterlinas pelo raríssimo artefato e mandou que o entregassem em seu hotel. Horas mais tarde, o tal cavalheiro foi visto caminhando sozinho deserto adentro. Nunca mais foi encontrado.

No dia seguinte, um de seus três companheiros perdeu um braço depois de ser acidentalmente ferido por um disparo de arma de fogo feito por um dos seus servos egípcios.

A maldição atacou também os outros dois que restaram quando retornaram para a Inglaterra.

Um descobriu que suas economias haviam desaparecido, e o outro acabou atingido por uma grave doença, que pelo longo tempo de recuperação lhe custou o emprego. Esse senhor terminou seus dias vendendo fósforos na rua.

Sabe-se lá como, mas o sarcófago acabou chegando à Inglaterra, obviamente causando uma série de desgraças durante o caminho. Em pouco tempo foi adquirido por um negociante residindo em Londres. O seu novo proprietário seria mais uma vítima da cadeia de acontecimento estranhos e assustadores que acompanhou a múmia em sua trajetória macabra. Três de seus parentes ficaram feridos em um acidente de carro e sua casa foi queimada em um incêndio, logo após o sarcófago ter sido adquirido por ele.

Quando o empresário adquiriu o amaldiçoado artefato, ele teria ficado sabendo dos recentes acontecimentos que para alguns era prova de que uma maldição atacava a todos que possuíssem o sarcófago, porém ele não teria dado muita atenção a essas histórias por considerá-las baboseiras supersticiosas, mas quando os fatos ruins mencionados acima aconteceram aos seus familiares, ele decidiu doar a peça ao Museu Britânico.

Mas a maldição que acompanhava a múmia em seu sarcófago, atingiu também o seu transporte para o museu. O veículo que carregava o sarcófago, de forma misteriosa, se colocou em movimento sozinho quando o sarcófago era descarregado do veículo, e atropelou um pedestre. Além disso, um dos transportadores quebrou uma perna e o outro morreu poucos dias depois, atingido por uma doença desconhecida.

Os problemas foram agravados quando o sarcófago da princesa foi colocado na sala egípcia do museu. Os guardas do museu passaram a ouvir pancadas e soluços vindos de dentro do sarcófago, e outras peças do local passaram a se mover sem causa aparente. Um guarda noturno foi encontrado morto no trajeto de sua ronda no museu o que levou os outros vigilantes a abandonar o trabalho. Toda a equipe de limpeza do museu se recusou a trabalhar no local onde estava o sarcófago.

Um visitante zombeteiramente esfregou um pano de limpeza no rosto pintado sobre o sarcófago. Seu filho morreu de sarampo dias depois. Por fim, as autoridades acharam melhor transferir a problemática múmia para uma sala isolada no porão, imaginando que lá embaixo ela não poderia causar maiores complicações. Após uma semana, um dos funcionários caiu seriamente enfermo e o supervisor da tarefa de transferir a peça foi encontrado morto em seu escritório.

Depois de tantos acontecimentos, a imprensa, de vários países europeus, começou a divulgar para o público a maldição que acompanhou o sarcófago. Então um repórter tirou uma foto do sarcófago. Quando a foto foi revelada, apareceu um rosto humano horrível em vez do rosto pacífico e belamente pintado na madeira do sarcófago. O assustado profissional foi direto para casa, trancou-se no quarto onde ele se matou com um taco no quengo.


Pouco tempo depois, a múmia foi vendida para um colecionador particular. Não se sabe ao certo o motivo, mas pouco tempo depois de adquirir o artefato, o novo dono guardou o malfadado sarcófago no sótão.

Assustado o colecionador solicitou ajuda a Madame Helena Blavatsky, uma autoridade sobre o mundo do ocultismo do início do século XX (clique aqui para ler sobre ela).

Quando Madame Helena entrou na casa, sentiu imediatamente uma presença maligna que parecia vir do sótão, onde sem ela saber, estava o sarcófago com a múmia da princesa. Ela então não concordou com a ideia da realização de um exorcismo no local, e implorou a seu proprietário para se livrar do sarcófago urgentemente.

Mas quem, na Inglaterra, iria querer comprar um sarcófago com uma múmia, depois da imprensa ter noticiado os tantos acontecimentos trágicos, indicando a existência de uma maldição que acompanhava a todos aqueles que adquirissem aquilo? Ninguém, nenhuma pessoa ou museu na Inglaterra manifestou interesse no sarcófago.

Porém veio da America o comprador: um arqueólogo norte americano que atribuía todos aqueles infortúnios que aconteceram à uma série de coincidências, nada mais que isso.

Então após as tratativas, para felicidade do antigo proprietário, o sarcófago com a múmia da princesa "Amen-Ra" foi preparado para ser enviado à Nova York (EUA).

Na noite de 10 de abril de 1912, o antigo proprietário entregou os restos de princesa de "Amen-Ra" em um grande navio, o qual estava prestes a cruzar o Oceano Atlântico com 2.224 passageiros a bordo: um transatlântico da classe Olympic, batizado com o nome de RMS TITANIC. O amaldiçoado sarcófago da princesa egípcia mergulhou para o fundo do oceano atlântico junto com 1517 pessoas, nesse que é o mais emblemático acidente náutico da humanidade.



Desmascarando a lenda

Confesso aos amigos e amigas que quando li pela primeira vez essa maldição, achei ela um tanto estranha, afinal no texto são sitados várias mortes por causa de doenças, mas raramente é mencionado o nome da doença, tampouco o nome das pessoas envolvidas com o fato. Por esses motivos acabei pesquisando em sites internacionais a respeito desse assunto, e tal pesquisa me levou a crer que a lenda não poderia ser real.

O artefato sitado acima de fato existe, mas não tem nada haver com uma múmia. O artefato consiste numa tampa de sarcófago, fabricado de madeira. Não há nenhuma inscrição que mencione a quem pertenceu o sarcófago, o que impossibilita saber ao certo quem era o dono, ou dona do mesmo. Pelo tamanho e pelos ornamentos, que desenham um rosto feminino, acredita-se que ele teria pertencido a uma mulher. A riqueza de detalhes indica que a pessoa foi muito importante.

A forma e o estilo de decoração da peça indicam que ela teria sido criada na 21 ª ou 22 ª Dinastia (950-900 aC). No artefato não existem inscrições mencionando o nome da pessoa a quem pertenceu o sarcófago, mas existem algumas inscrições de caráter religioso. O local onde a peça foi encontrada seria Tebas, e não Luxor como afirma a maldição.

A tampa do caixão foi doada ao Museu Britânico, em Julho de 1889 pela Sra.Warwick Hunt, em nome de seu irmão Arthur F. Wheeler. Foi exibido na "Sala Egípcia primeiro" do Museu, já em 1890.

A tampa teria sido removida da sala egípcia apenas no decorrer da segunda guerra mundial (1939-1945), para que não sofresse nenhuma avaria. Esse fato por si só indica que esse artefato não poderia ter sido embarcado no Titanic.

Em 1985, Charles Haas, presidente da Sociedade Histórica do Titanic ganhou acesso ao manifesto de carga originais do Titanic, e não encontrou nenhuma menção de uma múmia a bordo da embarcação.

Como apenas a tampa do sarcófago veio para a Inglaterra, e a múmia teria sido deixada para trás, acredita-se que isso tenha gerado a crença da maldição. William Stead e Douglas Murray, teriam sido os responsáveis por espalhar e elaborar a história da maldição da múmia de Amen-Ra. A fama de amaldiçoada não teria sido contestada pelo museu no início, pois essa fama acabou atraindo muita atenção, e visitas, para o museu e para o artefato em si. Sem contar que a fama de amaldiçoada ganhou força após a morte do escritor e jornalista britânico, Bertram Fletcher Robinson . Robinson realizou uma pesquisa sobre a história desse artefato enquanto trabalhava como jornalista para o jornal Daily Express durante 1904. Ele se convenceu de que a "múmia" tinha poderes maléficos e morreu apenas três anos mais tarde, com 36 anos.

Foto recente do artefato

Quando amanhecer, você já será um de nós...

4 Comentários
Comentários
4 comentários:
  1. Esse boato de que a múmia estaria a bordo do Titanic não passa de lenda !

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    1. Não leu todo o texto e emitiu comentário...isso que vc comentou ta escrito no parágrafo, cujo subtítulo é "Desmascarando a Lenda"...

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  2. A história foi e sempre será feitas de lendas...Mas se tem uma coisa q eu adoro são as Lendas e estórias do mundo antigo...Principalmente do Antigo Egito e de Alexandre o Grande,são simplesmente as melhores histórias q se tem!...Parabéns pelo blog.Raramente comento por aqui,mas é um blog q nunca deixo de visitar! Afinal,aqui tem matérias com muita qualidade.

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    1. Muito agradecido pelo elogio...e se vc tiver alguma dica de assunto, sinta-se a vontade para compartilhar...

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