22/08/2014

Doranngel Vargas Gomez: O canibal venezuelano


Hoje voltaremos a falar de um assassino canibal aqui no blog Noite Sinistra. Falaremos de Doranngel Vargas Gomez, ou “El come gente” como se tornou conhecido na Venezuela. Venham comigo conhecer mais esse terrível criminoso, que não satisfeito em matar 10 pessoas, acabou devorando as suas vítimas.

Infância

Nascido em 14 de maio de 1957, na região de Caño Zancudo, Estado Mérida, na Venezuela, em uma família de agricultores, Dorangel Vargas Gomez apresentou sinais aberrantes já na infância, sendo uma criança violenta. Seu comportamento bizarro levou sua família a acreditar que Dorangel estava possuído por espíritos malignos. Como todos sabemos, em muitos países da América latina é muito comum associar o comportamento agressivo a questões religiosas, isso acaba sendo ainda mais marcante em comunidades rurais afastadas dos grandes centros.

Sendo membro de uma família humilde, Dorangel largou os estudos durante o primário para ajudar a obter o sustento da família atuando como agricultor. Tempos depois deixou as atividades agrícolas de lado se dedicando a cometer pequenos furtos, como roubar galinhas e gado. Tais delitos acabaram levando Dorangel a ser preso, ficando pouco tempo na prisão por conta da baixa gravidade de seus delitos.

Muitos bandidos começam suas carreiras criminosas com delitos leves. Por esses delitos muitas vezes eles são presos e logo postos em liberdade, o que certamente os leva a provar uma sensação de impunidade, o que pode contribuir para que futuramente eles almejem voos mais altos. Com Dorangel não foi muito diferente.

Prisão

Em 1995 Dorangel acabou preso, graças a uma denuncia feita por Antonio López Guerrero, amigo de Cruz Baltazar Moreno que havia sido morte e devorado por “El come gente”. Apenas os pés e as mãos de Moreno escaparam do apetite de Dorangel Vargas.


Após esta prisão, Vargas foi internado no Instituto de Reabilitação Psiquiátrica Peribeca. Após 2 anos de tratamento foi libertado, embora sua avaliação psicológica tenha confirmado que ele ainda seria uma ameaça. Foi aconselhado que Dorangel continuasse recebendo acompanhamento psiquiátrico, porém sua família não possuía condições financeiras para pagar o tratamento do mesmo.

Então, se mudou para a cidade de San Cristóbal, capital do estado de Tcháchira, nas proximidades com a fronteira entre Venezuela e Colômbia, onde aparentemente levou uma vida normal como mendigo.

Aparentemente, construiu uma casa rústica em uma fazenda abandonada, mas preferia dormir em um estreito túnel sob a ponte Libertador. Ali, fez amizade com moradores da área e sua próxima vítima foi Manuel, seu companheiro de prisão. Mais tarde quando os policiais perguntaram por que ele foi morto, Dorangel respondeu que, como Manuel era uma boa pessoa, ele tinha certeza de ser bem saboroso também.

Entre novembro de 1998 e janeiro de 1999 que ele começou uma matança que resultou na morte de pelo menos 10 pessoas. Vargas confessou ter matado e comido suas vítimas, o que lhe rendeu o apelido de “El come gente” e “Hannibal Lecter dos Andes”.

Modus Operandi

Dorangel permanecia perto do rio Torbes, onde caçava trabalhadores e atletas que viviam ou trabalhavam nas redondezas. Quando suas vítimas estavam desprevenidas, ele as atacava com um cano de metal de um metro de comprimento. Dorangel desmembrava suas vítimas embaixo de uma ponte. Ele guardava as partes que ele iria comer e jogava mãos, pés e cabeças das vítimas na estrada da montanha, em direção à fazenda abandonada. Parentes de vítimas logo procuraram a polícia para relatar os desaparecimentos, mas os policiais não encontraram ligação entre as vítimas, exceto que muitos deles eram homens adultos.

A ponte chamada "Libertador", foi o lugar escolhido por Vargas para desmembrar suas vítimas

Prisão definitiva

A polícia começou a desconfiar de Dorangel quando os investigadores descobriram que ele costumava circular pela região onde os ataques estavam acontecendo. Como a polícia tinha registros dos antecedentes de Dorangel e sabedores dos problemas mentais que o perturbavam, ele passou a ter suas atividades monitoradas. Após algumas semanas a policia acabou chegando ao rancho onde Dorangel havia se instalado. Ao verificarem a cozinha do casebre, os investigadores encontraram carnes e miudezas preparados para o consumo. Ao localizar Dorangel nas redondezas os investigadores perguntaram a ele sobre o casebre que eles acabaram de encontrar. A surpresa foi imensa quando Dorangel começou a narrar todos os seus atos aos policiais.

Desde então até os dias de hoje Doranngel Vargas Gomez permanece trancado em uma cela da Direção de Segurança e Ordem Pública, Estado Táchira. Ele não foi levado à julgamento devido sua capacidade mental.


Declarações polêmicas do canibal venezuelano

Na Venezuela, assassinos em série não é um fenômeno comum, tanto que a princípio a comunidade local não acreditou que Dorangel fosse de fato responsável por todas essas mortes, as pessoas acreditavam que tais crimes tivessem sido cometidos por traficantes, e para elas Dorangel era apenas um bode expiatório da polícia. Mas nos arredores do casebre onde Dorangel havia se estabelecido foram encontrados muitos restos humanos. As confissões do assassino ricas em detalhes, não apresentaram conflitos com o que a polícia havia apurado junto à família das pessoas desaparecidas, tais fatos acabaram quebrando a resistência popular, que existia em relação à ideia de que um assassino em serie estivesse atuando na região.

Peritos analisam os pés de uma das vítimas de Dorangel
Análise dos restos mortais encontrados em uma das cenas dos crimes de Dorangel
Como Dorangel parecia gostar de falar a respeito do caso, isso acabou sendo um prato cheio para a impressa venezuelana. Não eram raras as entrevistas onde “El come gente” explicava como ele costumava escolher suas vitimas. Em uma entrevista, Dorangel disse:

“Claro que eu como pessoas. Qualquer um pode comer carne humana, mas você tem que lavar e cozinhar bem para evitar doenças. Eu só como pedaços de músculos, principalmente das coxas e panturrilhas, que são minhas partes favoritas. Eu faço um guisado muito saboroso com a língua e uso os olhos para fazer uma sopa nutritiva e saudável. Carne humana é boa, mas eu também como cães, gatos e lagartos...”.


Em outras oportunidades Dorangel disse que preferia o gosto de homens e mulheres adultas. Ele não comia mãos, pés ou testículos, embora estivesse a ponto de experimentá-los em diversas ocasiões. Ele rejeitava pessoas acima do peso, pois tinham muito colesterol, e idosos, pois a carne deles “se contaminava com mais facilidade”.

Quando tinha muita fome, “fazia sopa com eles”. Para ele, os homens teriam a carne “resistente, como carne de porco, presunto”, já as mulheres seriam doces, “como comer flores” e deixava o estômago vazio, como se não tivesse comido nada.



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3 Comentários
Comentários
3 comentários:
  1. Então para o maniaco, comer mulheres era como comer uma saladinha, e comer os homens era como comer o arroz e feijão.

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  2. Elson Antonio Gomes22 de agosto de 2014 16:14

    Pelo jeito a justiça da Venezuela não é muito diferente da daqui. É comprovado que o individuo é incapacitado e ainda o libertam deixando uma família que não tem condições para cuidar.

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