12/09/2014

A terrível Marquesa de Brinvilliers


Marie Madeleine d’Aubray, marquesa de Brinvillier-La-Motte, nasceu em 22 de julho de 1630. Era a mais velha de cinco filhos. Seu pai era Antoine Dreux d’Aubray, senhor de Offémont e de Villiers, Conselheiro de Estado, Preposto e Visconde de Paris e Tenente Civil da mesma cidade. Marie Madeleine recebeu uma boa educação literária, mas pouco ou nada religiosa e moral para os padrões da época. Tinha muito amor próprio e uma natureza ardente e apaixonada. Reza a lenda que ela teria perdido a virgindade aos 7 anos de idade com um de seus irmãos, mas essa história parece ser mais uma parte do mito, afinal se ela tinha sete anos de idade, e era a filha mais velha, logo ela poderia ter tido relações com seu irmão?

Aos 21 anos Marie se casou com Antoine Cobelin de Brinvilliers, barão de Nocerar, aportando ao matrimônio um dote de 200.000 libras, reunindo entre ambos uma grande fortuna. Amável, fogosa e bela, intrépida, de espírito vivo, de grande sangue frio, imperturbável ante aos imprevistos, resolvida a sofrer ou morrer se fosse necessário, assim a descrevem os que a conheceram vem em sua época. Olhos azuis, cabelos castanhos, de pele muito branca, era, no entanto, uma jovem miúda de pequena estatura.

O marquês de Brinvilliers tinha uma boa amizade com um capitão de cavalaria chamado Godin de Sainte Croîx, bastardo de uma boa família de Gascuña. Logo esse capitão se tornou amante de Marie Madeleine, aparentemente, com consentimento do marido, que por sua vez tinha outras amantes. Mas o pai de Marie Madeleine quando soube de tais eventos se enfureceu e conseguiu que Sainte Croix fosse detido e encarcerado na prisão da Bastilha em 19 de março de 1663.

Foi durante o se período de confinamento, que o capitão Sainte Croix aprendeu a “arte” de preparar venenos, com um tal de Exili (ou Eggidi, ou ainda Gilles). Exilli era um gentil italiano que esteve a serviço da rainha Cristina da Suécia.

Começam os planos de assassinato

Quando Sainte Croix obteve sua liberdade ele voltou a procurar sua amante e a ensinou, por sua vez, todos estes conhecimentos.

Pouco tempo depois Exili foi deportado, mas de alguma maneira escapou e regressou a Paris, alojando-se precisamente na própria casa de Sainte Croix. Exili havia aprendido a química dos venenos de um conhecido químico da época, o suíço Cristophe Glaser, estabelecido em Paris, autor de um célebre "Tratado de Química", boticário do rei. Glaser teria agido como fornecedor de “matéria prima” para a dupla Exili e Croix.

A marquesa Brinvilliers voltou para seu amante logo após este ter saído do cárcere e nela se enraizou um profundo ódio contra seu pai, o responsável pela prisão de Sainte Croix, de tal maneira que resolveu se vingar pelo sofrimento causado ao seu amante e a ela mesma. Além disso, com a morte do pai ela poderia se apoderar da fortuna do mesmo.

Desenho da figura de Marie-Madeleine de Brinvilliers por Charles Lebrun, 1676
Como parte do plano macabro que começava a ser posto em prática, a marquesa começou a visitar pobres e desvalidos nos hospitais levando-lhes doces, vinhos, frangos e outras iguarias e logo àqueles que ela presenteava com tanto carinho aparente, morriam. Esse era o ensaio, onde era observado o efeito das substâncias que eram administradas a essas pobres vitimas. Segundo as investigações da polícia da época, ela envenenou também vários de seus criados "para ensaiar".

Quando estava segura da eficácia do que chamava "a receita de Glaser", comprovando a impotência dos médicos em descobrir traços de veneno nos cadáveres, decidiu envenenar seu pai.

Em 13 de junho de 1666, Antoine Dreux d’Aubray, que há vários meses sofria de estranhas moléstias, decidiu visitar suas terras de Offrémont, a escassas léguas de Compiêgne, rogando a sua filha que o acompanhasse e passar com ele e seus netos duas ou três semanas no local. Desde a chegada da marquesa de Brinvilliers junto a seu pai, o mal deste piorou, tendo vômitos cada vez mais violentos, tendo quer ser transferido a Paris para ser atendido por outros médicos. Sua prestativa filha sempre o acompanhou.

Marie Madeleine confessaria mais tarde que havia administrado veneno a seu pai. Ela teria repetido a dose cerca de 28 a 30 vezes, com suas próprias mãos e as vezes por intermédio de um lacaio chamado Gascon que Sainte Croix lhe havia enviado como homem de toda sua confiança. Ao que se parece, usava arsênico misturado com outras substâncias.

O processo de envenenamento durou oito meses. O lento processo levou todos a pensar que Antoine Dreux d’Aubray estava doente, driblando qualquer suspeita de assassinato. Antoine Dreux d’Aubray morreu em Paris no dia 10 de setembro de 1666 aos 66 anos. Os médicos afirmaram que sua morte foi por "causas naturais". Mesmo assim correu o rumor de que havia sido envenenado. Sucedeu no cargo de Tenente Civil de Paris, seu filho mais velho de mesmo nome Antoine Dreux d’Aubray, conde de Offémont, Conselheiro do Parlamento e Intendente de Orleans.

Uma vez que se livrou de seu pai que era o crítico de sua conduta licenciosa, Marie Madeleine já não teve freio em suas paixões e teve vários amantes, entre eles um primo seu de quem teve um filho além dos que tinha de seu marido e dos que teve com seu amante Sainte Croix. Logo se apaixonou pelo preceptor de seus filhos, um jovem chamado Briancourt, bacharel em teologia. Seus devaneios não lhe impediam de sentir ciúmes de Sainte Croix que andava com outras mulheres e de seu próprio marido que perdia o tempo, especialmente com uma jovem, a Srta. Dufay, a quem a marquesa pensou em apunhalar.

Entretanto, a herança paterna que ela recebeu logo acabou. A seus irmãos tinha ficado a maior parte. A luxuriosa e gananciosa Marquesa não hesitou em enviar dois capangas, recomendados pelo seu amante, para assassinar seu irmão mais velho, quando este viajava numa carruagem para Orleans. Os assassinos fracassaram na sua tentativa. Nessa altura Marie Madeleine estava precisando de dinheiro, então ela voltou a fazer uso dos venenos.

Em 1669 ela conseguiu infiltrar na casa do irmão Antoine um sujeito de nome La Chaussée. La Chaussée usou uma dose tão forte de veneno, colocado em um chá que o Tenente Civil se deu conta da artimanha. Antoine obrigou La Chaussée a beber a poção. Mas La Chaussée conseguiu contornar a situação e atirou o líquido ao fogo. O lacaio de Marie afirmou para Antoine que o cheiro estranho se devia a algumas ervas medicinais que haviam sido colocadas no chá.

Houve uma segunda tentativa em 6 de abril de 1670, por meio de pastéis de que comeram alguns membros da família se sentindo doentes. Antoine foi quem mais sofreu. Chaussée o atendia solícito e em cada bebida que tomava colocava mais veneno. Os sofrimentos de Antoine eram cada vez maiores.

A marquesa Brinvilliers, em uma atitude infantil, confessou a Briancourt, preceptor de seus filhos e um de seus amantes, que estava tratando de envenenar seu irmão. O martírio de Antoine durou três meses, vomitando continuamente, emagrecendo, secando pouco a pouco e morrendo por fim em 17 de junho de 1670. O outro irmão (que morava com Antoine) morreu três meses depois e na autópsia realizada pelos cirurgiões Duvaux e Duprès, assim como pelo farmacêutico Gavart, acabou sendo concluído que a vitima havia sido envenenada.

A morte dos dois irmãos da marquesa Brinvilliers deixou a La Chaussée uma herança de “100 escudos por seus leais serviços prestados”. Ninguém desconfiava dele como sendo o responsável pelo envenenamento.

Tais eventos levaram Madame de Brinvilliers a gozar de uma doce sensação de impunidade, logo ela não tinha motivos para parar. Mais tarde ela tentaria envenenar a sua própria filha mais velha porque "lhe parecia imbecil", logo se arrependendo, dando-lhe leite como antídoto. Mas seus cúmplices lhe exigiam cada vez mais dinheiro, tendo que submeter-se a suas chantagens. Sainte Croix tinha guardados em um baú uns frascos de veneno e 34 cartas de Marie Madeleine que a comprometiam nos crimes de seus familiares. Ela, ao ver que seu amante retinha essas cartas comprometedoras, pensou em se suicidar usando os seus mesmos venenos. Mas foi o próprio Sainte Croix quem administrou a ela um veneno, de que ela se deu conta em seguida quando se sentiu mal, tomando uma grande quantidade de leite para diminuir o efeito do veneno e assim se salvando, ainda que ela tenha sofrido o efeito durante vários meses, se recuperando depois.

Achava-se tão vaidosa de suas façanhas que não podia se calar e uma vez disse a um de seus criados que "tinha em um frasco — que lhe mostrou — algo com que se vingar de seus inimigos e que com aquele frasco havia bastante sucessões". Quando foi submetida ao processo por seus crimes aquela palavra se faria famosa e ao veneno se denominaria "pós da sucessão". Em 1673, cansada de sua dama de companhia, envenenou também Mmlle. de Villeray.

Em suas confidências a Briancourt, ela foi revelando todos os seus crimes e lhe contou como tinha desprezo por seus irmãos e os envenenou também.

Estavam ainda vivas sua irmã Therèse d’Aubray e sua cunhada Marie-Therèse Mangot, a viúva de Antoine, que reprovavam sua conduta viciosa. Briancourt escreveu a ambas lhes alertando que tivessem cuidado pois a marquesa tinha a pretensão de envenená-las.

Briancourt acabaria entrando para a lista de inimigos, o que levou a marquesa Brinvilliers tentar envenenar o mesmo. E veneno administrado pela marquesa não surtiu o efeito desejado, Briancourt acabou sobrevivendo. Não satisfeita a marquesa incumbiu Sainte Croix de mandar algum de seus lacaios apunhalar Briancourt, mas novamente o plano não teve êxito. Uma terceira tentativa foi feita, dessa vez com arma de fogo. Uma pessoa que não foi identificada disparou contra Briancourt, mas os tiros não chegaram a atingi-lo.

O marido da marquesa também acabou tornando-se um dos seus alvos, sendo que ele recebeu diversas vezes doses de veneno. Mas a marquesa sempre acabava se arrependendo e passava a cuidar do marido, dando a ele grandes quantidades de leite.


Briancourt acabou conseguindo sair do radar da marquesa, fugindo e se refugiando na casa dos padres do Oratório.

Uma fatalidade permite a descoberta dos crimes

A trama seria descoberta após um estranho evento: a morte de Sainte Croix em seu misterioso laboratório da Praça Maubert, onde ele praticava alquimia. Ele teria morrido após sua mascara de vidro ter se rachado, o que permitiu que ele inalasse gazes tóxicos oriundos de suas misturas.

Quando Madame de Brinvilliers soube desse acontecimento, seu primeiro pensamento foi no baú, onde estavam guardadas as caras comprometedoras que o antigo amante guardava, porém Sainte Croix havia deixado um papel escrito ao que pôs por título "minha confissão", o que acabaria facilitando a vida da polícia.

O comissário Picard se encarregou das investigações, e em 8 de agosto de 1672 com o sargento Creuillebois acabaram encontrando o baú e as cartas comprometedoras. A partir daí ele logo deduziram toda a horrenda história, todos os crimes, apesar de que Sainte Croix em sua confissão, rogava que o baú selado fosse devolvido a Mme. de Brinvilliers por não conter nada de particular. Mas desobedecendo aquele desejo, o comissário leu as cartas e um documento dele que Mme. de Brinvilliers se comprometia a pagar a Sainte Croix 30.000 libras e os frascos contendo os venenos. Em 22 de agosto o Tenente Civil citou Mme. de Brinvilliers para examinar os escritos achados, mas esta enviou a seu procurador e fugiu para a Inglaterra. Chaussée foi detido. A viúva de Antoine apresentou uma denúncia contra os dois por envenenamento de seu marido. Chaussée submetido a tortura confessou e foi condenado a morte em 24 de maio de 1673. Seus membros foram separados do corpo lentamente até sua morte, usando o método de execução A Roda (clique AQUI para saber mais).

Após a fuga a marquesa passou a viver miseravelmente em Londres. Luís XIV passou a demonstrar interesse pessoal no caso, visto a condição nobre da acusada. O rei exigiu que as investigações fossem até as ultimas consequências, e que todos os cúmplices fossem descobertos e condenados. Após descobrir o paradeiro da marquesa, o pórprio rei solicitou a extradição da mesma, o que foi prontamente atendido pelos ingleses. Mas nesse meio tempo Marie Madeleine já havia fugido para os Países Baixos.

O marquês de Brinvilliers havia se instalado tranquilamente com seus filhos no castelo de seu sogro, porém Luís XIV lhe ordenou sair e deixar a viúva do irmão mais velho da marquesa tomasse posse daquela propriedade.

Prisão da terrível marquesa

Em 25 de março de 1676 a marquesa de Brinvilliers foi por fim detida em Lieja no convento em que se havia refugiado. A detenção é mais um capítulo rocambolesco. O capitão Degrez, disfarçado de abade, conseguiu interessar a Mme. de Brinvilliers em uma cita amorosa, e esta quando esperava mais uma aventura galante, se encontrou com um oficial de polícia, M. Degrez e dois arqueiros que a prenderam poucos momentos antes de que as tropas espanholas entrassem em Lieja.

A marquesa de Brinvilliers levava consigo no momento de ser detida uma confissão escrita de todos seus crimes que seria mais tarde publicada por Armand Fouquier em sua obra sobre as causas célebres, mas o tom da mesma era tão forte que o próprio editor não se atreveu a publicar aquilo, tirando alguns parágrafos e colocando outros para o latim.

Conduzida a Maestricht, foi encarcerada a 29 de maio na prisão da cidade. Tentou se suicidar ingerindo fragmentos de vidro moído de um copo que havia quebrado, e além disso, engoliu broches, mas tudo em vão. Uma terceira tentativa de suicídio foi mais horrível, introduzindo um bastão pela vagina. Recuperada de todos esses feitos, tentou subornar um dos seus guardas para escapar da prisão. Em vão.

Foi transferida para Paris e trancafiada na Conciergeríe em 26 de abril. Nesse local escreveu cartas para seus amigos, porém as cartas acabaram entregues aos magistrados, que ainda procuravam por outros possíveis cúmplices.

O processo contra esta inacreditável mulher começou em 29 de abril de 1676. Ela negou tudo com obstinação, inclusive suas confissões documentadas. Foi acusada de assassinatos, de sodomia e de incesto. Briancourt compareceu ante o tribunal descrevendo um detalhado relato da vida de sua ex-amante. Mme. de Brinvilliers estava perdida. Briancourt entre soluços se dirigiu a ela exclamando: "Adverti muitas vezes a senhora de vossas desordens, de vossa crueldade e que vossos crimes a perderiam", ao que ela respondeu: "Sempre hábil, tens sido um covarde, Briancourt, e agora tampouco tens. Chorais".

Em 16 de julho de 1676 foi lida a sentença:

"A Corte declara a dita d’Aubray de Brinvilliers culpada de haver envenenado seu pai M. Dreux d’Aubray e ter mandado envenenar seus irmãos e ter atentado contra a vida de sua irmã (não se fala de mais mortes nem de seus ensaios). Por estes atos a condena a se apresentar na porta principal da igreja de Notre Dame de Paris, com os pés desnudos, a corda ao colo, mantendo em suas mãos uma tocha ardente de 2 libras de peso e declarar que por vingança e para se apoderar de seus bens envenenou seu pai, seus irmãos e atentou contra vida de sua irmã, de todo o qual se arrepende e pede perdão a Deus, ao Rei e à Justiça. E na praça da Grève desta vila lhe cortarão a cabeça no cadafalso levantado na dita praça. Logo seu corpo será queimado e as cinzas espalhadas...".

Depois da leitura da sentença, a levaram à sala de torturas. Ao entrar disse: "Senhores, é inútil isso. Eu direi tudo sem esquecer um detalhe. Neguei tudo durante o processo porque assim acreditava me defender e não acreditava estar obrigada a confessar nada. Se me tivessem convencido do contrário e soubesse da pessoa que me enviaram faz 24 horas (se refere à Pirot, o advogado incumbido de defendê-la) faria três semanas que saberiam toda a verdade".

Depois, levantando a voz fez uma declaração de todos os seus crimes. Quanto à composição dos venenos que usava, só sabia que levavam arsênico, vitriolo e veneno de sapo. O único antídoto que ela conhecia era o leite. Como cúmplices só teve Sainte Croix e os lacaios.

Os juízes consideraram que havia falado sinceramente, mas a tortura era exigida pelo regulamento e assim foi submetida a tortura da água, a mais cruel que se aplicava então em Paris. O condenado era obrigado a beber quantidades enormes de água, o que produzia uma grande dilatação do estômago e intestinos e com isso, dores horríveis.


Permaneceu uns instantes ante o altar da capela para seguir logo ao suplício, descalça, com a camisola dos condenados, em uma mão o círio dos penitentes e na outra um crucifixo. Ao sair da Conciergeríe foi colocada em uma carreta muita estreita de onde apenas podiam permanecer a condenada, o verdugo e P. Pirot. A carreta avançava desde a praça da Grève. As ruas estavam cheias de gente curiosa que iam presenciar a execução. Um dos presentes, Le Brun, lhe fez um desenho que hoje é exposto no Museu do Louvre de Paris. Se vê nele a silhueta do abade Pirot atrás da condenada.


O povo a insultava ao passo que alguns se compadeciam e subiu ao cadafalso... O abade Pirot cantou o "Salve" e o povo o acompanhou. Deu-lhe a absolvição, pronunciando rapidamente as palavras sacramentais, porque o tempo premia. O rosto de Mme. de Brinvilliers irradiava esperança e alegria, serenidade e a ternura do arrependimento bem diferente daquele do que sentiu quando eliminava seus familiares.

A bruma da tarde caía sobre Paris. O crepúsculo rodeava a catedral de Notre Dâme. O verdugo Guillermo, vendou os olhos da condenada, enquanto ela repetia com o confessor as últimas orações. Soou um golpe surdo. O cutelo fez seu trabalho tão limpamente que por um instante a cabeça parecia que não queria se separar do corpo.

O corpo e a cabeça de olhos azuis pérfidos, mas agora absolutamente espantados foram levados para a fogueira, onde as chamas logo consumiram. Depois a fumaça foi se dispersando, mas o povo sempre imprevisível, curioso, miserável e cheio de superstições foi se aproximando para levar os restos dos ossos calcinados da marquesa como souvenir.



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10 Comentários
Comentários
10 comentários:
  1. Ótima história,se resolvessem fazer um filme,com toda certeza seria grandioso!

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    1. É uma ótima ideia de filme...afinal se ele fosse fiel a história esse filme teria morte, intrigas, suspense...e uma boa dose de sacanagem...rsrsrsr

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    2. 'Marciela Mendes' e 'Adm', em 1955 foi lançado um filme chamado "L'Affaire des poisons" que saiu em DVD este ano. Vou por dois links com "trailer" do filme.

      http://www.allocine.fr/video/player_gen_cmedia=19471953&cfilm=37299.html

      https://www.youtube.com/watch?v=y0x8yBvVjHk

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    3. as vezes vc me assusta manolo...rsrsrsr

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    4. Assusta como vc consegue localizar dados de alguns artigos...

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    5. Se vc quiser, te mando o link que conta a história dela em 17 capítulos. E se não me falha a memória, ainda não acabou.

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  2. Se eu acreditasse em vidas passadas, diria q ela seria a reencarnação da minha ex-sogra
    .kkkk bjs adorei o post!

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  3. Olha que interessante, eu nem sabia da existência dessa mulher... aliás, que mulher ruim hein!

    Para quem adora História como eu, é um prato cheio... Gosto de pesquisar esses períodos das épocas antigas (desde os tempos das civilizações)

    Bem que podiam fazer um filme mesmo. Já vi muuuitos sobre personalidades históricas, cada um em suas respectivas épocas. O fim da marquesa é deprimente, triste e remete a aquele desfecho de um mártir, apesar de suas malévolas façanhas. A tortura nessa época era foda, uma coisa beirando a crueldade, as formas de castigo bem primitivas. Daí falam que alguns mereciam, mas ainda assim sou contra tortura (e pensar que hoje isso ainda vigora). Talvez eu seja benevolente nesses casos, mas... Não suporto! Enfim, gostei da história.

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    1. Também sou um fã de assuntos históricos...principalmente civilizações antigas e guerras...rsrs

      Realmente essa história merece um filme...seria demais....

      Agradeço a participação Krika...se sinta-se sempre a vontade a participar...

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