17/02/2015

Caso Berlet: A viagem ao planeta Acart


Saudações minha querida galera atormentada. Hoje voltaremos a falar de um caso ufológico que foi indicado pelo nosso estimado amigo e colaborador Elson Antonio Gomes. Falo do caso Artur Berlet, também conhecido como A viagem ao planeta Acart ou caso Berlet, que ocorreu em 1958 na cidade gaúcha de Sarandi, a cerca de 300 Km de Porto Alegre.

Normalmente quando falamos de algum caso ufológico, onde as testemunhas afirmam ter tido algum contato com seres de outros planetas, esses relatos mencionam um contato pacífico onde ocorrem conversas com o alienígena e até visita a nave. Em outros casos a interação não é nada pacífica, e baseada no sequestro da vítima humana (abdução), que muitas vezes afirmam terem sido alvos de experiências científicas. O caso Artur Berlet é um tanto diferente, pois segundo as suas afirmações ele teria viajado junto com os alienígenas até o planeta natal deles. Esse tipo de relato não é único, mas é extremamente raro.


Eram sete horas da noite. O caminho longo e escuro da estrada de chão estava se tornando cansativo. Em mais um dia de trabalho estafante do mês de maio de 1958, Artur Berlet, um tratorista da Prefeitura, regressava do interior a caminho de Sarandi. Mas antes de completar os 18 quilômetros que ligavam a localidade de Natalino à sede do município, deparou-se com uma intensa luz no mato à beira da estrada. Curioso, atravessou a cerca de arame farpado e avistou um objetor redondo, com mais ou menos trinta metros de diâmetro. Sorrateiramente, surgiram dois vultos de dentro do objeto, e um jato de luz forte atingiu o tratorista, fazendo-o perder os sentidos. A partir daí, os familiares e amigos de Artur ficaram oito longos dias sem notícias suas.

A viagem ao planeta Acart

Um extenso e detalhado relato sobre uma viagem a outro planeta deu origem a uma série de especulações e, até mesmo, piadas na região Norte do estado do Rio Grande do Sul. Artur teria sido abduzido por mais de uma semana, levado por uma espaçonave a um planeta chamado Acart. Desta experiência nasceu a obra Da utopia à realidade - viagem real a outro planeta. Nos manuscritos de 422 páginas a lápis, Artur descreve fatos históricos e científicos que foram descobertos ao longo destes 50 anos. A história ficou conhecida como “Caso Berlet”, levando ufólogos do mundo inteiro a investigar o fato.

Segundo os manuscritos, Artur Berlet foi parar no tal planeta chamado Acart, a 62 milhões de quilômetros da Terra - esta distância, porém, foi questionada por cientistas, que afirmam ser impossível existir um planeta tão próximo da órbita terrestre. No livro, Artur conta que só recuperou os sentidos em uma cama diferente, com pessoas altas e claras se movimentando ao redor dele. Dois homens o conduziram à porta de saída, onde pôde observar perplexo a nave pousada em um lugar estranho. “Tive a impressão de que havia perdido metade do meu peso e, ao mesmo tempo, de que meus ombros haviam aumentado de volume”, escreveu. Ele conta ainda que, quando balbuciou algumas palavras em um dialeto alemão (muitos lugares no Rio Grande do Sul foram colonizados por imigrantes alemães, e até os dias de hoje tem-se o costume de falar a língua alemã), os homens entenderam a língua, e assim passou a haver comunicação entre eles. Durante os oito dias em que esteve no planeta, Artur descreve detalhes sobre as cidades super populosas, a água “tão leve como gás”, o transporte local, as armas utilizadas pelos habitantes, como os desintegradores e os neutralizadores solares.

Interesse alienígena na Terra

O grande problema de Acart é o da super-população. Por isso, os acartianos estão de olho na Terra. Não para invadi-la à força, pois “eles possuem alto senso humanitário, são muito evoluídos e bons“. Todavia, sabem que os próprios terráqueos se destruirão com suas armas atômicas, o que não vai tardar muito e, então, sem guerra, sem qualquer violência da parte deles, eles poderão ocupar o planeta. A radioatividade não constituirá problema.

Segundo Berlet os neutralizadores solares, além de usados como armas, também são empregados na medicina e na lavoura.

Quanto ao sistema de governo, Berlet não sabe como qualificá-lo. Disse ser uma mistura de sistemas com um nome diferente. Lá não há moeda circulante. O planeta Acart é um só pais, inteiramente habitado. Sua capital, aquela metrópole onde se encontrava, tinha 90 milhões de habitantes! Todos no pais, trabalhavam para a coletividade e têm um padrão de vida elevadíssimo. O governador é eleito cada três anos por um Conselho de 500 membros.

A viagem de volta para a Terra

Na viagem de volta, ao contrário da ida, Artur percorreu acordado alguns trechos. Ele afirma que tomou uma pílula, tal como os outros tripulantes, para que dormisse nas “zonas de turbulência magnética” no espaço.


A nave o deixou no campo, a cinco quilômetros de Sarandi. Artur foi para casa e demorou uma semana para ordenar as ideias confusas e fazer desenhos e anotações sobre a viagem. Após escrever a mão toda a aventura vivida em outro planeta, Artur Berlet publicou o livro, com prefácio e epílogo de dois importantes ufólogos. Cinquenta anos depois, a edição de Da utopia à realidade - viagem real a outro planeta só pode ser encontrada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e nas bibliotecas municipais de São Paulo e Curitiba. Há ainda alguns exemplares com a filha de Artur, Ana Berlet, que ainda mora em Sarandi, tem um estúdio fotográfico, e é a principal divulgadora da história do pai, que faleceu em 1994 (algumas fontes afirmam que foi na década de 80 e outras afirmam que ele faleceu em 1995 - vídeo abaixo).


O caso se torna conhecido

"Tive a impressão
de que havia perdido
metade do meu peso e,
ao mesmo tempo, de que
meus ombros haviam
aumentado de volume."

Em 1972, Artur foi convidado por estudiosos da ufologia para dar uma palestra na Alemanha sobre sua experiência extraterrestre. A pouco tempo o Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência, durante a Semana Nacional de Museus, em conjunto com o IPHAN, Instituto do Patrimônio Artístico Nacional, apresentaram uma exposição sobre o Caso Berlet. “Artur Berlet, o gaúcho que viajou para o outro planeta – 50 anos de história” foi uma exposição com acervo documental, fotografias do arquivo pessoal de Artur Berlet, um roteiro elaborado com a ordem cronológica dos acontecimentos, os manuscritos originais, em cadernos que somam 422 páginas.

Relatos como o de Artur Berlet são estudados há anos por cientistas e pela comunidade ufológica. A Nasa,National Aeronautics and Space Administration, investe milhões de dólares em pesquisas relacionadas à vida em outros planetas. E a mesma questão, há séculos, produz inúmeras especulações: é possível existir vida fora da Terra? Para o professor Álvaro Becker da Rosa, que ministra aulas de física na Universidade de Passo Fundo, os cientistas não duvidam de que realmente há vida em outros planetas, mas a grande dúvida é a respeito da vida inteligente. Não existem evidências científicas de seres inteligentes vivendo fora do nosso planeta, mas a ciência não descarta essa possibilidade.


O assunto continua despertando polêmica até hoje, inclusive na comunidade científica. Existe muito sensacionalismo a respeito de aparições de OVNIs. "Aqueles fenômenos mais simples, que causam menos frisson na mídia, geralmente são os mais intrigantes”, afirma o professo Álvaro. Casos como o de Artur Berlet são perturbadores, segundo Álvaro. “Esse homem veio com uma enxurrada de informações, dizendo que havia visitado outro planeta, e hoje aos olhos da ciência podemos perceber que muito do que ele escreveu foi realmente descoberto anos mais tarde, como por exemplo, o silício monocristalino”, diz. E acrescenta: “Artur Berlet era de origem muito humilde, semi-analfabeto e não seria capaz de ‘inventar’ os acontecimentos com a riqueza de detalhes descrita no livro.

Histórias Extraordinárias

A emissora de televisão RBS, afiliada gaúcha da rede Globo, produziu uma série de matérias intituladas "Histórias Extraordinárias", onde algumas lendas e histórias curiosas do imaginário gaúcho. A história de Artur Berlet foi retratada nessa séria, e o vídeo poderá ser visto logo abaixo.


Clique AQUI para acessar o vídeo.

Agradecimentos ao amigo Elson Antonio Gomes, por ter nos indicado esse assunto.


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