31/10/2014

Ian Brady e Myra Hindley: "The Moors murders"


Myra Hindley, ao lado de seu namorado Ian Brady, aterrorizou Hattersley uma cidade pantanosa da Inglaterra, na década de 60. Aos crimes cometidos contra crianças e adolescentes chocou toda a Inglaterra não apenas pelo ato de matar, mas pelo ritual de tortura e abusos sexuais, aos quais as jovens vítimas eram submetidas. Convido a todos a conhecer esse macabro casal de assassinos, que se tornou conhecido como “Moors murders”, em alusão a região de Saddleworth Moor, região onde o casal enterrava suas vítimas.

Infância de Ian Brady

Ian Brady nasceu com o nome de Ian Duncan Stewart, em 2 de janeiro de 1938, em Gorbals, Glasgow (Escócia), no Hospital Maternidade Rottenrow. Seu pai biológico era um jornalista que morreu pouco antes de seu nascimento. No começo, ele foi criado por sua mãe, Margaret Stewart, mais conhecida como "Peggy". Mas as dificuldades econômicas forçaram sua mãe a trabalhar em vários turnos, o que impossibilitava que ela cuidasse do menino. Com quatro meses de idade Ian acabou sendo adotado pelo casal Maria e John Sloane. Num primeiro momento Peggy visitava o jovem Ian todos os domingos. Nessa época Ian já havia recebido o sobrenome de seus pais adotivos.

Com o tempo as visita de Peggy passaram a se tornarem mais raras, e quando Ian tinha 12 anos de idade elas cessaram, após Peggy mudar-se para Manchester com seu novo marido Patrick Brady.

O inicio da adolescência não foi uma época fácil para o garoto, que passou a sofrer com ataques de fúria que o levavam a bater a cabeça contra a parede. Essas crises se tornaram cada vez mais frequentes.

Até então Ian desconhecia que Peggy fosse sua mãe biológica, ele a chamava de “tia Peggy”. A descoberta de toda a verdade acabou mexendo ainda mais com o garoto, que era incapaz de entender o motivo pelo qual sua mãe havia o rejeitado.

Em meio à vizinhança Ian não era bem visto, tanto pelo preconceito que existia na época em torno de crianças adotadas, como por atos de crueldade cometidos pelo jovem garoto contra animais. Ele era tido como um garoto estranhamente solitário que evitava o contato com outras crianças de sua idade. Era um aluno de boas notas, dotado de uma inteligência acima da média.

Com certa idade Ian passou a desenvolver cada vez mais interesse pelas mulheres, ele passou a fumar e a se comportar de maneira um tanto rebelde. Nesse período suas notas passaram a cair, e o seu interesse por assuntos relacionados ao nazismo passou a ser cada vez maior, o que lhe rendeu o apelido de “O alemão”.

Seu comportamento passou a ser agressivo com crianças menores. Ian acabou sendo preso duas vezes por causa de roubos, e na terceira vez que esteve envolvido com pequenos furtos, acabou tendo que se mudar de Glasgow para evitar ir para a prisão. Em 1954 quando Ian tinha 17 anos ele acabou mudando para Manchester para viver ao lado de sua mãe biológica e o marido de Peggy, Patrick Brady, que até então nada sabia de Ian. Nessa época ele assumiu para si o sobrenome Brady.


Infância de Myra Hindley

Myra Hindley nasceu em 23 de Julho de 1942 em Crumpsall, Manchester (Inglaterra), filha de Robert "Bob" Hindley e sua esposa Nellie. Seu pai serviu no Regimento de paraquedistas por três anos e Myra foi criada por sua avó Ellen Maybury. Sua irmã mais nova, Maureen, nasceu em agosto de 1946.

Qualquer motivo era desculpa para Bob surrar as crianças e maltratar a esposa, o que acabou facilitando o divórcio de Nellie e Bob em 1965. Logo após a separação, Nellie acabou se casando com William “Bill” Moulton.

Quando criança Myra estudou na Escola Secundária Brow Ryder Moderna, onde era considerada uma boa aluna. Seu QI era de 107 pontos. Foi uma boa atleta e escritora.

Myra não podia ver o sofrimento de outras pessoas, talvez isso a fizesse lembrar-se dos abusos que sofreu nas mãos do pai. Ela era considerada uma jovem amável e gentil, tanto com pessoas como com animais, estando sempre disposta a ajudar os outros.

Essa boa reputação lhe foi útil para ela, que começou a trabalhar como babá, sendo muito requisitada, pois tinha grande facilidade com as crianças.

Durante a juventude Myra desenvolveu uma grande amizade com Michael Higgins, um garoto tímido e frágil dois anos mais novo que Myra. Ela o protegia como se ele fosse um irmão mais novo. Aos 15 anos de idade, Myra viveria uma tragédia que marcaria sua vida. Michael, que era um grande nadador, perguntou se ela queria acompanhá-lo a um lugar onde os jovens costumavam ir nadar. Myra acabou recusando o convite do amigo, alegando cansaço. Michael acabou morrendo afogado naquela tarde, e Myra acabou se culpando por não ter ido com o garoto, pois ela julgava que se estivesse lá Michael não teria se afogado.

Passados vários meses Myra ainda chorava constantemente e acendia velas em homenagem ao amigo falecido. Ela passou a escrever inúmeros poemas destinados a ele, e expressando o seu sentimento de culpa pela morte do amigo. Suas notas começaram a despencar.

Ainda com 15 anos Myra decidiu largar os estudos, decidindo trabalhar para ganhar a vida. Seu primeiro emprego foi como balconista em Lawrence Scott e eletrômetros, agência de engenharia elétrica. Foi uma empregada modelo e gradualmente superou sua perda. Ainda era uma garota legal, sempre preocupada com os outros.


Os completos opostos

Ian Brady lia avidamente o Marquês de Sade e Friedrich Nietzsche, continuou também com as leituras de obras sobre o nazismo. Possuía vários objetos com a suástica gravada. Igualmente consumia avidamente livros de sadomasoquismo, dominação e práticas sexuais.

Ele passou a aproveitar suas saídas noturnas para destilar sua crueldade contra animais. Cães, gatos, roedores e aves foram vitimas do impulso assassino de Ian, que muitas vezes feria os animais e os deixava horas contínuas agonizado. Ele gostava de arrancar os olhos dos animais e os ver sofrerem, assim como atear fogo nos indefesos animais. Outros eram enterrados vivos.


Seu primeiro emprego foi num açougue. Ele sentia grande gosto por cortar a carne e ossos. Muitas vezes ele acabava coberto de sangue, o que também era muito apreciado por Ian, seu interesse por mutilação cresceu ainda mais depois desse período.

Entre abril e outubro de 1958, Ian passou a trabalhar em uma fabrica de cerveja chamada Boddingtons. Enquanto esteve trabalhando na cervejaria, Ian tornou-se um alcoólatra, o que aumentou ainda mais a sua agressividade, não tendo menor vergonha de demonstrar seu desprezo por pessoas ao seu redor. Passou a apostar em jogos de azar, perdendo muito dinheiro dessa forma. Para sustentar seu vício ele voltou a praticar pequenos furtos, o que o levou a cumprir dois anos de detenção na prisão de Strangeways. Dentro da prisão ele acabou estudando contabilidade.

Em fevereiro de 1959, aos 20 anos, Ian ganhou sua liberdade, e pouco tempo depois começou a trabalhar como lojista em empresa química de Millward.

Enquanto isso, Myra Hindley tentava de inúmeras formas de entrar para a Marinha e Exército, nunca tendo conseguido. Desiludida com a carreira militar ela rumou para Londres, em busca de emprego.

Ela continuava se dedicando as suas leituras e a poesia, gostava de ouvir musica especialmente Rock and Roll e música clássica. Continuava sendo vista como uma moça simpática, gentil e confiável, ao contrário de Ian.

Ian e Myra se conhecem

Em 16 de janeiro de 1961, Myra começou a trabalhar na empresa química de Millward, como datilógrafa. Lá ela conheceu Ian, que era seu superior. O ar mundano de Ian parecia fascinar Myra, que chegou a escrever sobre isso em seu diário. Já Ian parecia ignorar a existência de Myra, até que no dia 22 de dezembro de 1961, na festa de natal da empresa, no calor de algumas bebidas, Ian acabou convidando Myra para assistir com ele o filme “Os julgamentos de Nuremberg”, onde criminosos de guerra nazistas tinham sido julgados pelos seus crimes de guerra. Ambos passaram a viver um romance, e Myra começou a ser doutrinada.

Durante as primeiras semanas Ian exigiu que Myra lesse vários textos sobre nacional-socialismo, como ela mesma escreveu em seu diário. Ela teria lido Mein Kampf (Minha Luta), livro escrito por Adolf Hitler, entre outros livros de líderes nazistas. Ela leu também “Crime e Castigo” de Dostoievski e as obras do Marquês de Sade.

Myra adotou a ideologia de Ian Brady, seu estilo de vida, seus interesses e até mesmo mudou a cor de seu cabelo para ele. Estava vestindo roupas semelhantes a usadas pelas mulheres alemãs que estiveram na guerra, como botas de couro preto e saltos altos. Isso parecia excitar Ian.


Após este treinamento, Ian Brady fez com que Myra tirasse uma licença para portar armas, o que lhes permitiu adquirir algumas armas. Brady não podia comprá-las por ser um ex-presidiário. Myra tingiu os cabelos de loira e também obteve uma carteira de motorista.

Ian e Myra foram conhecidos na infância pelas suas boas notas e inteligência. As leituras e debates a respeito de temas relacionados com filosofia e crimes de guerra passaram a afiar a mente de ambos, mas de uma maneira negativa. Myra aprendeu a odiar os judeus, os negros, grupos religiosos e convenções sociais, como casamento.


Ian inicia Myra na sexualidade desenfreada, onde dor e prazer se misturam. Ambos passam a tirar fotos durante suas relações sexuais, realizando até algumas filmagens. Isso parece que acendeu ainda mais o desejo de Ian pela violência. A única coisa que Myra parecia não compartilhar com Ian era a crueldade contra animais.

Ambos começaram a falar de ter filhos. Num primeiro momento isso era visto como algo bom, mas logo eles passaram a ver as crianças como criaturas abomináveis que criavam conflitos e intrigas. Nessa época Myra escreveu em seu diário: “Sim, eu afundei em níveis sub-humanos. Que eu sabia a diferença entre certo e errado e eu me preocupava com ele, embora bloqueado esses sentimentos. Nunca tentei justificar minhas ações para mim mesma, ou para Ian, e nesse sentido eu era o mais culpada dos dois. Deixei minhas crenças para me identificar completamente com um homem que se tornou meu Deus, a quem temia e adorava ao mesmo tempo. Tinha uma personalidade poderosa para a qual eu me submeti a quase tudo. Quase inteiramente, porque, secretamente, eu nunca pensei que concordaria com tudo o que ele dissesse".


O início dos crimes

Em 12 de julho de 1963, Ian decidiu levar o ódio cultivado contra as crianças e sua depravação sexual a um novo patamar.

Pauline Reade

Pauline Reade, uma jovem de 16 anos, desapareceu na noite em que estava indo a um baile de trabalhadores ferroviários. Inicialmente ela tinha planejado ir ao local com três amigas, Linda, Barbara e Pat, mas no último momento os mais das outras meninas impediram que elas fossem à festa. Pauline decidiu ir assim mesmo. Vestida com uma vestido rosa, saiu de casa às 20 horas.

Em seu trajeto ela encontrou Myra, que convenceu a garota a ir com ela até a região de Saddleworth Moor, uma região que Ian gostava de frequentar para ficar sozinho antes de conhecer Myra. Elas eram seguidas por Ian abordo de sua motocicleta. Ao chegar no local, que parecia estar totalmente abandonado, Ian atingiu a cabeça de Pauline, em seguida Ian tirou as roupas da jovem, deixando-a nua. Myra observava a tudo atentamente, fascinada ao ver esse outro lado excitante da violência. Ian passou a espancar Pauline, que chorava e pedia para que a deixassem em paz. Em seguida Ian estuprou a garota e a estrangulou com seu cinto.

Pauline foi a primeira vítima da dupla. Myra ajudou Ian a cavar o buraco e enterrar o corpo da jovem, voltando para a cidade em seguida.

Com o desaparecimento da menina a polícia passou a fazer buscas pela cidade.


John Killbride

A segunda vítima do casal foi John Killbride, de 12 anos de idade. Na tarde do dia 23 de novembro de 1963, John Killbride e seu amigo John Ryan, foram ao cinema. O filme terminou às 17 horas, e John Killbride se posicionou para esperar o ônibus para ir para casa. Foi a última vez que o garoto foi visto com vida pelo amigo que havia seguido para sua casa.

Myra enganou John, levando-o para Saddleworth para que o menino a ajudasse a encontrar um objeto perdido, em troca de dinheiro. O menino obedeceu e seguiu com Myra. Ao chegar a Saddleworth, Ian já esperava por ambos, e começou a bater no garoto imediatamente. Ian ordenou que o garoto tirasse suas roupas. Em seguida Ian sodomizou o garoto. Ian estava em posse de uma das armas compradas por Myra, com a qual ele tentou executar o garoto, mas a arma falhou o que levou Ian a estrangular o garoto. Novamente Myra assistiu a tudo e ajudou a enterrar o corpo do garoto.

A demora de John em voltar para casa fez com que seus pais, Sheila e Patrick, chamassem a polícia, que realizou buscas sem sucesso.


Keith Bennett

A terceira vítima foi Keith Bennett, de 12 anos de idade. No dia 16 de junho de 1964, o casal se aproximou dele na rua, e o convidaram para um piquenique na região de Saddleworth. O garoto os acompanhou, e ao chegarem ao local, Ian o atacou a socos e chutes, tal como fizera com as duas vitimas anteriores. O garoto foi violentado e depois morto. O corpo foi mais uma vez enterrado, tudo sob os olhares de Myra.

Keith estava indo para a casa da sua avó quando foi abordado por Ian e Myra. Todas as terças feiras o garoto fazia esse trajeto, e muitas vezes ele acabava voltando tarde. Sua mãe só deu falta do garoto na manhã seguinte, quando sua mãe chegou à sua casa sem a companhia de Keith. A polícia foi mais uma vez chamada, mas assim como acontecera antes, nenhuma pista do paradeiro do garoto foi encontrada.


Lesley Ann Downey

Ian e Myra encontraram Lesley Ann Downey em um parque de diversões. Ian e Myra haviam ido a feira, e passeavam pelo parque enquanto tomavam sorvete, assim eles encontraram Lesley, que estava sozinha no local, e sorriu amigavelmente para o casal de assassinos. A dupla trocou olhares e já sabiam o que fazer.

Eles se aproximaram da menina e compraram algodão doce para ela. Finalmente a convidaram para que ela fosse com eles. Desta vez levaram a menina para sua casa, onde ela foi forçada a se despir completamente. Inicialmente a menina recusou, mas ela acabou forçada a fazer o que lhe era ordenado.


Uma vez que a menina estivesse nua, Ian passou a fotografa-la em várias posições sexuais. Após a seção de fotos Ian passou a espancar a garota. Enquanto isso tocava ao fundo a música dos Beatles “I Feel Fine”, e Myra, com um gravador, registrava todo o áudio do espancamento com os gritos da menina. Lesley implorou por sua vida por 16 minutos. Depois Ian a estuprou e estrangulou, a exemplo que fizera com suas outras vitimas.

Na manhã seguinte o corpo foi enterrado em Saddleworth.

A policia, que ainda investigava os outros casos, foi notificada do desaparecimento de Leslie, e passou a considerar que os casos estavam interligados. Cartazes de recompensa por informações a respeito dos paradeiros das vítimas foram espalhados pela cidade.

Uma das fotos tiradas pelo casal de assassinos de Leslie

Jennifer Tighe

Jennifer "Jenny" Tighe, de 14 anos, foi a sua próxima vítima. No dia 30 de dezembro de 1964, ela foi a um clube em Manchester para ouvir suas bandas de rock locais favoritas. Myra e Ian interceptaram-na na rua, levaram-a para sua casa, colocaram a canção dos Beatles e repetiram o procedimento: a garota foi despida, espancada, torturada com cigarros acesos, estuprada e estrangulada. Seu corpo acabou enterrado na mesma região dos outros corpos.

O pai da garota tinha certeza de que a menina tinha fugido. Nas investigações da polícia, realizadas após a prisão de Ian e Myra, Jennifer não seria considerada uma vítima do casal, até Myra, muitos anos mais tarde, confessar o crime.

Edward Evans

A última vitima conhecida do casal foi Edward Evans, 17 anos. No dia 6 de outubro de 1965, ele foi convidado para ir com Myra até a sua casa. Myra fizera o jovem acreditar que pretendia fazer sexo com ele. Quando o menino estava nu, Ian apareceu e começou a bater nele em seguida, amarrou e colocou o em um sofá, onde passou várias horas torturando o jovem.

A dupla esperava criar um trio, e o escolhido para fazer parte do time era David Smith, namorado de Maureen, irmã de Myra. Ele compartilhava de algumas ideias semelhantes as do casal, e por isso era tido como confiável. Horas após Ian e Myra terem capturado Edward, eles convidaram David a ir na sua casa.

A noite Ian e Myra receberam a visita de David Smith. Quando eles estavam na cozinha, ouviu-se um grito. David se pôs rapidamente a procurar pela origem do grito, não dando tempo do casal de assassinos fazer qualquer coisa. Assim David encontrou Edward em um quarto. O rapaz estava tão desfigurado que David até pensou que ele era um boneco, mas ao ver que o jovem se mexia ele constatou que de fato era humano. Nisso Ian pegou um machado, atingiu a cabeça de Edward. Como o jovem não morreu com o golpe, Ian estrangulou a vitima com uma corda. Tudo isso se passou na presença atônita de David.


Em seguida Ian pediu a David se ele poderia ajudar a remover o corpo dali, na maior naturalidade. Ciente de que seu concunhado poderia fazer, David Smith concordou. O corpo foi levado para o segundo andar da casa, e David prometeu que ajudaria o casal a se livrar do corpo no dia seguinte.

Casa de Ian e Myra
David foi embora e assim que teve chance chamou a polícia. A polícia chegou na casa de Brady e Hindley, descobriram o corpo ensanguentado de Evans coberto com um lençol, em uma sala no segundo andar da casa.

Finalmente presos

Ian Brady e Myra Hindley foram presos imediatamente e acusado de assassinato, após a declaração de David Smith. Myra e Ian acabaram confessando que sequestraram e mataram Edward Evans. Myra admitiu outros quatro assassinatos. Até novembro de 1986, vinte anos depois, Ian se dizia inocente da morte de Pauline Reade e Keith Bennett. Agentes localizaram uma mala contendo as fotografias de Lesley Downey nua e a gravação da torturada.


O nome de John Kilbride foi escrito no diário de Myra, junto com as descrições dos assassinatos. Foram também encontradas fotografias registradas pelo casal dos corpos de suas vitimas em suas covas em Saddleworth.


Ann West, mãe de Lesley Ann Downey, foi uma das pessoas que mais sofreram por causa do casal. Durante o processo de acusação do casal Ann teve que ver as fotos da filha nua, ouvir as gravações de sua tortura.


Myra chegou a declarar que não se arrependia de nada que havia feito.


Buscas foram conduzidas em Saddleworth, onde Brady e Hindley tinham enterrado suas vítimas, lá vários corpos foram recuperados.



Julgamento

O julgamento começou em 21 de abril de 1966. Durante o julgamento, Ian e Myra tentaram culpar David Smith dos assassinatos, uma atitude que só serviu para aprofundar o ódio do público em relação a eles. Em nenhum momento durante o julgamento qualquer um dos dois mostraram qualquer remorso ou reação emocional a dor das famílias de suas vítimas.


Em 06 de maio de 1966 ambos foram condenados à prisão perpétua.

Depois de ser condenada, Myra Hindley pediu várias vezes pela liberdade condicional, mas esse direito nunca lhe foi concedido.

Na prisão, Myra tornou-se a prisioneira número 964055. Dividiu uma cela com outra famosa serial killer britânica, Rosemary West.

Em 1970, Myra quebrou todo o contato com Brady. Nunca mais o viu novamente.

Em 1985, após 19 anos de prisão, Ian foi declarado mentalmente insano e enviado para um hospital psiquiátrico. Apesar disso, Brady nunca se arrependeu de seus crimes.

Myra morreu na cadeia, aos 60 anos. Nos seus últimos anos de vida, ela passou a afirmar com participou dos crimes com medo de que Ian pudesse matar sua família se ela se recusasse a participar dos crimes.





Cadáver de Lesley Ann Downey


Ian Brady e Myra Hindley no cinema

A história dos dois inspirou o filme “Longford”que foi premiado com três globos de ouro.

Sinopse:
Manchester, Inglaterra, início dos anos 60. Ian Brady (Andy Serkis) e a namorada, Myra Hindley (Samantha Morton), matam algumas crianças e recebem prisão perpétua, pois a pena capital foi abolida semanas antes. Paralelamente um fervoroso católico, Frank Packenham (Jim Broadbent), o 7º Conde de Longford, que tinha um cargo de destaque no governo, habitualmente visita presidiários, pois crê no perdão e sempre procura vê-los da melhor maneira. Quando recebe uma carta de Myra pedindo que vá visitá-la, Elizabeth (Lindsay Duncan), a mulher dele, protesta, pois considera o crime dela imperdoável. Frank não partilha desta opinião e vai até o presídio falar com Myra. Apesar de toda desaprovação familiar e da opinião pública, Longford continua visitando Myra e trocando cartas com ela. Ao saber que ela se converteu ao catolicismo, Longford a encoraja a pedir perdão para deus. Seu cúmplice, Ian, é um psicopata que é visitado por Frank. Na ocasião ele adverte que Myra o está usando, uma hipótese que não pode ser descartada.


Fontes: Murderpédia e Memórias Assombradas

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1 Comentários
Comentários
Um comentário:
  1. Talvez o 'Taoismo' tenha uma explicação pelo menos para a transformação da garota Myra.

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