03/01/2014

Richard Chase: O vampiro de Sacramento


Nascido em 23 de maio de 1950 e morto em 26 de dezembro de 1980, Richard Trenton Chase foi um serial killer que matou seis pessoas no espaço de um mês, em Sacramento, Califórnia. Ele foi apelidado de "O Vampiro de Sacramento", porque bebia o sangue de suas vítimas e canibalizava seus restos. Ele fez isso como parte de uma ilusão de que ele precisava fazer isso para impedir os nazistas de transformar seu sangue em pó através do veneno que tinham plantado sob sua saboneteira.

Infância

Richard se auto-descreveu como sendo uma vítima de abuso nas mãos de sua mãe. com 10 aos de idade Chase exibiu sintomas da tríade Macdonald: enurese, piromania, e sadismo contra animais. Em sua adolescência, ele era conhecido como um alcoólatra e usuário crônico de drogas. Ele sofria de disfunção erétil devido a "problemas psicológicos decorrentes da raiva reprimida".

Começo da fase Adulta

Chase desenvolveu hipocondria enquanto ele amadurecia. Ele queixou-se muitas vezes que seu coração ia ocasionalmente "parar de bater", ou que "alguém tinha roubado sua artéria pulmonar". Ele espremia laranjas na cabeça, acreditando que a vitamina C seria absorvida pelo seu cérebro através de difusão. Chase também acreditava que os ossos do crânio tinham se separado e estavam se movimentando, ele raspou a cabeça, a fim de assistir a esta atividade.

Depois de deixar a casa de sua mãe (acreditando que ela estava tentando envenená-lo), Chase alugou um apartamento com amigos. Os companheiros de quarto de Chase reclamaram que ele estava constantemente embriagado de álcool, maconha e LSD. Chase também andava nu pelo apartamento, mesmo em frente das pessoas. Os companheiros de quarto de Chase acabaram exigindo a sua saída. Quando ele se recusou, mudaram-se em seu lugar, deixando-o sozinho em meio as suas paranoias.

Uma vez sozinho no apartamento. Ele começou a capturar, matar e estripar vários animais, que seriam então devorados, às vezes, misturando os órgãos com Coca-Cola no liquidificador, Richard bebia a mistura como um milkshake. Chase fundamentou que ao ingerir as criaturas ele estava impedindo que seu coração encolhesse.


Internação

Em 1975, Chase foi involuntariamente internado em uma uma instituição mental depois de ser levado para um hospital por envenenamento do sangue, que contraiu após auto injetar sangue de coelho em suas veias. Ele frequentemente partilhava suas fantasias sobre a matança de coelhos. Certo dia, mesmo depois de internado, ele foi encontrado com manchas de sangue ao redor de sua boca, funcionários do hospital descobriram que tinha bebido o sangue de aves, sendo que ele jogou os cadáveres das aves fora da janela de seu quarto de hospital, apos beber seu sangue. Os funcionários passaram a se referir a ele como "Drácula". Na verdade essa passagem me lembra o personagem R.M. Renfield, interpretado por Tom Waits, no filme Drácula de Bram Stoker, baseado no livro Bram Stoker. No filme Renfield, após retornar da Transilvânia, acaba internado em um hospital psiquiátrico, onde ele mata insetos e aves para os devorar, saciando sua sede de sangue.


Em um dos muitos incidentes que aconteceram na instituição, ele tirava sangue do cão de terapia (cachorro usado pelo hospital para circular entre os internos nas áreas de lazer, aumentando assim a moral desses internos) para reduzir sua dependência. Ele alegou que obteve as seringas a partir de rachaduras abertas nas caixas descartáveis nos escritórios do médico. Ocasionalmente, ele foi descoberto tendo defecado em si mesmo.

Haviam argumentos quanto ao fato de Chase ser esquizofrênico ou sofria de uma psicose induzida por drogas.

Depois de ser submetido a uma bateria de tratamentos com drogas psicotrópicas, Chase não foi considerado um perigo para a sociedade e, em 1976, ele foi liberado sob a fiança paga por sua mãe.

A mãe de Chase decidiu que ele não precisava tomar a medicação prescrita de antipsicóticos, afirmando que seu filho ficava parecendo um "zumbi". Ela parou com a medicação e levou Chase para seu próprio apartamento.

Uma investigação posterior revelou que em meados de 1977, Chase foi parado e detido por um agente de nativos americanos em uma reserva, na área de Lake Tahoe. Ele estava vestindo uma camisa encharcada de sangue, e dirigindo um caminhão carregado com armas e um balde de sangue. Ele convenceu a polícia que foi um mal-entendido envolvendo um animal que havia caçado. Nenhuma acusação foi arquivada.

Assassinatos

Em 29 de dezembro de 1977, Chase matou sua primeira vítima reconhecida, com um tiros. A vítima, Ambrose Griffin, 51 anos, era um engenheiro e pai de dois filhos. Após o tiroteio, um dos filhos de Griffin relatou ter visto um vizinho andando em torno de sua vizinhança em Sacramento Oriente, com um rifle calibre .22. A arma do vizinho foi apreendida, mas os testes de balística determinaram que não era a arma do crime.

Em 11 de janeiro de 1978, Chase pediu ao seu vizinha por um cigarro e, em seguida, começou a agir de forma agressiva até que ela deu-lhe cada cigarro que tinha em casa.

Duas semanas depois, ele tentou entrar na casa de outra mulher, mas, considerando que as suas portas estavam trancadas, afastou-se; Chase mais tarde disse aos detetives que tomava portas fechadas como um sinal de que ele não era bem-vindo, mas que se as portas estivessem desbloqueadas seria um convite para entrar (Tipo algumas crenças de que vampiros precisam ser convidados a entrar, para poderem invadir uma casa). Mais tarde ele entrou numa casa e foi expulso por um casal que morava no local, mas antes de ser expulso ele urinou e defecou em suas camas, e saiu do local levando pertences furtados.

Teresa Wallin foi a próxima vítima de Chase em 21 de janeiro. Grávida de três meses, Wallin foi surpreendida em sua casa por Chase, que atirou três vezes, matando-a. Ele então teve relações sexuais com o cadáver, mutilou, e banhou-se com o sangue da mulher morta.

Teresa Wallin
Como Teresa Wallin foi encontrada

Dois dias depois de matar Wallin, Chase comprou dois filhotes de cachorro de um vizinho. Ele matou os dois e bebeu o sangue deles.

Em 27 de janeiro, Chase cometeu seus crimes finais. Entrando na casa de Evelyn Miroth, 38 anos, ele encontrou a amiga dela, Meredith, em quem ele atirou com sua pistola calibre 22. Roubou a carteira de Meredith e as chaves do carro, após isso ele atirou fatalmente em Jason de 6 anos de idade, filho de Miroth, e seu sobrinho de 22 meses de idade, David. Tal como aconteceu com Wallin, Chase praticou necrofilia e canibalismo com o cadáver de Miroth.


Jason
David
Uma menina de 6 anos, amiga de Jason que costumava brincar com o garoto, bateu na porta, Chase se surpreendeu, e fugiu do local no carro de Meredith, levando o corpo de Davi com ele. A menina alertou um vizinho, que por sua vez alertou a polícia. Ao entrar na casa, a polícia descobriu que Chase tinha deixado impressões digitais perfeitas e marcas de sapatos no sangue derramando no chão.


Chase voltou para seu apartamento em Watt Ave. Onde ele bebeu o sangue de David e comeu vários órgãos internos da criança (incluindo o cérebro) antes de se livrar do corpo, que foi colocado dentro de uma caixa, e abandonada  próxima a uma igreja.

Caixa com os restos mortais de David
A polícia chegou facilmente a Richard Chase graças as várias pistas deixadas na última cena de crime, capturando-o e levando o mesmo a juri.


Julgamento

Em 1979, Chase foi julgado em seis acusações de homicídio. A fim de evitar a pena de morte, a defesa tentou tê-lo declarado culpado de assassinato em segundo grau, o que resultaria em uma pena de prisão perpétua. O caso articulava sobre a história de Chase ter doença mental e a sugestão de que seus crimes não foram premeditados.


Em 8 de maio, o júri no caso altamente divulgado considerou Chase culpado de seis acusações de assassinato em primeiro grau e Chase foi condenado a morrer na câmara de gás. Eles rejeitaram o argumento de que ele não era culpado por razões de insanidade. Seus companheiros de prisão, cientes da natureza gráfica e bizarras dos crimes de Chase, o temiam, e de acordo com os funcionários da prisão, eles muitas vezes tentaram convencê-lo a cometer suicídio.

Chase concedeu uma série de entrevistas com Robert Ressler, durante o qual ele falou de seus temores de nazistas e UFOs. Sobre os assassinatos ele disse que embora ele os tivesse matado, não foi culpa dele, ele tinha sido forçado a matar para se manter vivo, o que ele acreditava que qualquer pessoa faria. Pediu a Ressler para lhe dar acesso a um radar, com o qual ele poderia apreender os UFOs nazistas, dessa forma ele poderia provar que os nazistas eram os reais responsáveis pelos assassinato. Ele também entregou a Ressler uma grande quantidade de macarrão e queijo, que ele estava guardando nos bolsos da calça, acreditando que os agentes penitenciários estavam conspirando com os nazistas para matá-lo com comida envenenada. Críticos alegam que Chase estava fazendo isso, a fim de ganhar a simpatia do público e obter o seu fundamento de insanidade reconsiderada em sede de recurso, evitando assim a sentença de morte.

Em 26 de dezembro de 1980, um guarda fazendo ao fazer verificações das celas, encontrou Chase desajeitadamente deitado em sua cama, ao se aproximar o guarda constatou que Richard Chase não estava respirando. A autópsia determinou que ele cometeu suicídio com uma overdose de remédios antidepressivos prescritos pelo médico da prisão. Ele havia escondido os remédios ao longo das últimas semanas, para tomá-los todos juntos.


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2 Comentários
Comentários
2 comentários:
  1. Esse cara eh o mais maluco dos serial killers que já ouvi fala. Seu motivo (dos nazistas) chega a ser engraçados de tão bizarro que é.

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  2. TEXTO INTERESSANTE, MAS TREMENDAMENTE MAL ESCRITO: REPLETO DE ERROS DE GRAFIA, DE CONCORDÂNCIA E DE PONTUAÇÃO! REVISE ANTES DE PUBLICAR!!!!!!!!!!!

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