28/11/2014

Graham Young: O envenenador compulsivo


Saudações galera atormentada. Hoje voltaremos a falar de um assassino que iniciou seus atos ainda na sua adolescência. Hoje falaremos de Graham Young, que se tornou conhecido graças a sua obsessão por venenos. Ele havia sido preso por homicídio na adolescência, mas voltaria a matar depois de ganhar a liberdade.

Início da vida do envenenador

Graham Frederick Young nasceu em Neasden, norte de Londres, em 07 de setembro de 1947, filho de Fred e Bessie YoungSua mãe faleceu vitima de tuberculose, três meses após o seu nascimento. Seu pai, Fred Young, acabou devastada pela morte da esposa, e o bebê foi colocado sob os cuidados de sua tia Winnie, enquanto sua irmã mais velha, Winifred, foi levado por seus avós.

O jovem Graham passou os dois primeiros anos de sua vida com sua tia e seu marido, Jack, e ficou muito apegado a ambos. Quando seu pai se casou em 1950, e reuniu a família novamente em St. Albans, com sua nova esposa, Molly, Graham apresentava sinais visíveis de angústia por ter sido separado de sua tia. Ele passou a se tornar uma criança bastante peculiar, solitário em seus hábitos, e não fez nenhum esforço para se socializar com outras pessoas da sua idade.


Quando ele tinha idade suficiente para ler, Graham passou a desenvolver um gosto todo especial por histórias reais de assassinatos, passando a idolatrar assassinos como o Dr. Hawley Crippen, Palmer William, Adolf Hitler e outros. Ele tinha um “carrinho” especial por Crippen, um envenenador.


Ele também lia muito sobre o ocultismo, ele alagava conhecer rituais, e tentava envolver crianças locais nessas cerimônias bizarras, que muitas vezes envolvia sacrifícios de animais domésticos. Nessa época a vizinhança notou uma série de desaparecimentos de gatos, mais tarde isso acabaria sendo creditado a Graham.

Academicamente, seus únicos interesses eram química, ciência forense e toxicologia, mas ele considerava limitadas as informações que ele obtinha na escola, o que o obrigo a avançar seus estudos através de leituras extra curriculares. Seu pai incentivou-o, comprou de um conjunto novo de química, que absorveu sua atenção por horas por um certo período. Com a idade de 13, o conhecimento abrangente de Young de toxicologia lhe permitiu convencer os químicos locais que ele tinha na verdade 17 anos, e assim ele obteve uma quantidade perigosa do antimônio, digitálicos e arsênico para fins de "estudo", bem como quantidades do metal pesado, tálio.

Início de suas atividades criminosas com venenos

Em 1961, aos 14, ele começou a testar os venenos e composições em sua família, o suficiente para deixa-los gravemente doentes.

Em 21 de abril 1962, a jovem madrasta Molly morreu envenenada. Ele também envenenou seu pai, irmã e um amigo de escola. A tia do jovem, Winnie, que sabia de sua fascinação com a química e venenos e logo suspeitou dele. Ele poderia ter escapado da suspeita já que ele sofreu da mesma náusea e doenças que a sua família vinha sofrendo, porque às vezes se esquecia de quais dos alimentos ele tinha envenenado. Ele foi levado a um psiquiatra, que recomendou chamar a polícia.

Tia Winnie e irmã mais velha de Young
O jovem foi detido em 23 de maio de 1962. Ele confessou as tentativas de assassinato de seu pai, irmã e amigo. Os restos mortais de sua madrasta não podiam ser analisados, porque ela tinha sido cremada.

Fred Young
O jovem foi condenado à 15 anos no Broadmoor Hospital, uma instituição para criminosos mentalmente instáveis. Ele foi libertado depois de nove anos, considerado "totalmente recuperado". No hospital, o jovem estudou textos médicos, e acabou melhorando o seu conhecimento sobre venenos. Ele foi libertado em 4 de fevereiro de 1971. Ele disse a uma enfermeira: "Quando eu sair, vou matar uma pessoa para cada ano que passei neste lugar".

Christopher Williams, amigo de Young que também havia sido envenenado

Onda de crimes

Após a alta hospitalar, em 1971, ele começou a trabalhar como lojista no John Hadland Laboratories, que fabricada lentes infravermelhas usadas em equipamentos militares, em Bovingdon, Hertfordshire, perto da casa de sua irmã em Hemel Hempstead. Seus empregadores receberam referências de Broadmoor, mas não foram informados sobre o seu passado como um envenenador condenado. Logo depois que ele começou a trabalhar, seu chefe, Bob Egle, de 59 anos, ficou doente e morreu em 7 de julho de 1971. Young tinha sido encarregado de fazer o chá e adicionou ingredientes extras, antimônio e tálio, à mistura.

Bob Egle
Nessa época várias pessoas adoeceram no laboratório, e foi levantada a hipótese de contaminação por algum vírus, que acabou apelidado de "vírus Bovingdon". Estes casos de náuseas e doenças, que algumas vezes eram graves o suficiente para exigir a hospitalização, foram mais tarde atribuídos ao chá contaminado por Young.

Jehtro Batt, uma das vitimas que sobreviveu
Young envenou cerca de 70 pessoas durante os próximos meses, mas nenhuma ocorrência fatal foi observada, mas essa situação estava prestes a mudar. O sucessor de Egle adoeceu pouco tempo depois de começar a trabalhar no John Hadland Laboratories, por motivo da doença ele decidiu parar de trabalhar. Poucos meses depois da morte de Egle, outro colega de trabalho de Young, Fred Biggs, 60 anos, ficou doente e foi internado no Hospital Nacional de Londres para Doenças do Nervo (agora parte do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia). Era tarde demais e depois de sofrer uma agonia durante várias semanas, Biggs tornou-se a terceira e última vítima fatal de Young.

Fred Biggs

Descoberta

Neste ponto, era evidente que um inquérito seria necessário. Young perguntou ao médico da empresa, se os investigadores examinaram envenenamento por tálio. Ele também disse a um colega que seu hobby era o estudo de produtos químicos tóxicos. O colega de Young foi à polícia e descobriu o registro criminal de Young.

John Tilson foi testemunha de acusação, ele era um colega de Young e uma de suas supostas vítimas

Prisão

Young foi preso em Sheerness, Kent, 21 de novembro de 1971. A polícia encontrou no seu bolso uma certa quantidade de tálio e antimônio, e tálio e aconitina em seu apartamento. Eles também descobriram um diário detalhado que ele tinha mantido, observando as doses e administrando seus efeitos, e se ele iria permitir a cada pessoa viver ou morrer.

Tálio em vidros encontrado na casa de Graham Young

Julgamento

Seu julgamento começou em 19 de junho de 1972 e durou 10 dias, Young alegou inocência, e explicou o diário como sendo um romance fantasioso. Young foi condenado a prisão perpétua. Ele foi apelidado de Poisoner Teacup. "Envenenador de chás".


Enquanto estava na prisão, ele fez amizade com o serial killer Ian Brady, com quem compartilhou o fascínio pela Alemanha nazista. Em seu livro de 2001, The Gates of Janus publicado por Feral House, Brady escreveu que "Era difícil não simpatizar com Graham Young". (Clique AQUI e saiba mais sobre Ian Brady)


Morte do envenenador

Young morreu em sua cela na prisão Parkhurst, em 1º de agosto de 1990, na idade de 42. A causa da morte foi listada como infarto do miocárdio, mas há conjecturas de que ele possa ter sido morto pela ação de outros prisioneiros.

Graham Young na cultura popular

O filme chamado The Young Poisoner's Handbook (1995) é baseado na vida de Young.


A banda de Murder Metal "Macabre", escreveu uma canção intitulada "Poison" sobre ele e seus crimes, que aparece no álbum Metal Murder.

Young ficou emocionado quando uma estátua de cera de si mesmo foi adicionada à Câmara dos horrores do museu Madame Tussaud, ao lado de seu herói de infância, "Dr. Crippen".

Boneco de cera de Graham Young
Em 16 de novembro de 2005 uma menina japonesa de 16 anos foi presa pelo envenenamento de sua mãe com tálio. Ela disse ser fascinada por Young, tendo visto o filme de 1995, e manteve um blog on-line, semelhante ao diário de Young, com a gravação de dosagens e reações.


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